* Matéria muito interessante do "Prospect", assinada por Charles Grant. É só clicar no post para ler.
Esqueci de falar sobre a última reunião da ASEAN. Faço dois destaques do que li:
- O objetivo de criar um mercado comum regional a partir de 2015. Primeiramente com as seis economias mais avançadas do grupo e, depois de 2020, com o restante dos membros. As avançadas são: Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia, Tailândia, e Cingapura; as atrasadas: Mianmar, Camboja, Laos, e Vietnã.


O outro destaque fica para Mianmar que ratificou a carta de princípios fundamentais da Associação que prega a democracia, boa governança, e o respeio aos direitos humanos. É óbvio, só ratificaram porque os demais membros permitiram e isso mostra a grande diferença de abordagem diplomática em relação aos EUA e UE.

Esse "enfoque construtivo" com que a ASEAN se relaciona com Mianmar é extremamente criticado por Washington e pelo bloco europeu que, vale lembrar, já aplicaram sanções econômicas devido a violação dos direitos humanos. Pense com você qual é a melhor abordagem desse assunto tão delicado.
Há não muito tempo atrás todas grandes empresas estavam eufóricas com o crescimento chinês. O que os atraia, e ainda atrai, não era somente seu enorme mercado mas também os baixos custos para produção. O salário dos trabalhadores chineses eram (e são) extremamente baixos em relações aos correspondentes nos países desenvolvidos. Ao mesmo tempo que as empresas adoravam (ou adoram) essa "vantagem" chinesa os políticos criticavam (e criticam) esse aspecto do crescimento do país sempre citando palavras como "exploração", "escravismo", etc.

Com mais dinheiro entrando no país, mais trabalho e consumo, o governo chinês resolveu aumentar o teto salarial dos trabalhadores. Agora o "encanto salarial" começou a ser quebrado.

Hoje a Adidas, segunda maior empresa do ramo esportivo do mundo, anunciou através de seu presidente Herbert Hainer que está retirando parte de sua produção da China. O motivo: justamente esse aumento dos salários que encareceu sua produção.

Agora a empresa está transferindo parte de sua produção para a Índia, Laos, Camboja, Vietnã e outros países da ex-União Soviética e da Europa Oriental. Nessa briga pelo menor custo a notícia nesses países citados acima dentro de alguns anos será a mesma que a China recebe hoje.
Já que falei dos planos do Bradesco na Ásia agora é a vez do concorrente, Itaú (2º maior banco privado do Brasil). Hoje o banco já conta com seis profissionais no Japão e, através de um acordo com a empresa local Daiwa Securities começará a vender no país 2 fundos de investimentos para a América Latina.

São eles: um fundo de ações de empresas latino-americanas e o outro uma carteira de de renda fixa com ativos brasileiros. Uma ação muito parecida com o Bradesco, conforme vocês podem ler no post anterior.

E o fato é que o Itaú vai direto para o centro da Ásia quando se fala de fundos de pensão. O Japão é o segundo maior mercado do mundo de fundos de pensão com 3 trilhões de dólares em ativos e outros 7 bilhões nas mãos do varejo investidos em forma de renda fixa.

Até o final deste ano o banco já anunciou que irá abrir uma filial em Beijing e Cingapura. E o interessante é que o Itaú, através da 'sub-empresa' Itaú Securities, será a primeira corretora de valores dos BRIC's (que, nunca é demais lembrar, é composto por: Brasil, Rússia, Índia e China) a abrir uma filial na terra do sol nascente.
Essa é uma notícia interessante para o brasileiros. Aos poucos parece que o país começa a "aprender" a jogar nesse mundo globalizado e, ao menos no momento, erremediavelmente capitalista. Agora é a vez do maior banco privado brasileiro, o Bradesco, se expandir no exterior.

Podemos dizer que há uma "demanda" por ativos financeiros brasileiros no mundo e, para aproveitar a onda, o BBI (banco de investimento do Bradesco) irá investir US$ 50 milhões na abertura de corretoras nas regiões da Ásia e Oriente Médio para oferecer ativos e produtos de renda fixa brasileiros. Os locais ainda não foram definidos.
O Sr. Huang Qi tem 44 anos e vive em Chengdu, capital da província de Sichuan (sudoeste da China). Sua história diz que ele não é o cidadão mais amigo do Governo Chinês e tem uma longa lista de digressões.

Huang Qi é um dos cidadãos que reivindicou a libertação dos militantes da Praça da Paz em 1989 e denunciou o desaparecimento de muitas crianças seqüestradas por quadrilhas. Ele criou um site para falar sobre democracia no país e através deste denunciou diversos casos de corrupção no governo. Ficou preso entre 2000 e 2005, quando saiu abriu o site www.tianwang.com, onde divulgava suas matérias. Mas ele não tomou jeito. No último dia 10 ele foi detido por apoiar os pais das crianças mortas nas escolas de Sichuan durante o terremoto que atingiu o país em maio. Exigiam explicações do Governo.

Agora que está detido e a polícia informou que Huang Qi ficará incomunicável durante Depois de quase duas semanas preso sua acusação saiu: "posse ilegal de segredos de Estado", segundo informou sua esposa Zeng Li.

Quando a mãe do jornalista, que recebeu em 2004 o prêmio Cyber-Freedom da organização Repórteres Sem Fronteiras, foi para o Distrito Policial conversar com seu filho foi informada que isso não era possível. O advogado de Huang Qi, Mo Shaoping, já denunciou que essa medida "é contrária à lei" e que aguardarão um posicionamento sobre o caso.

É interessante lembrar que diversas organizações de defesa dos direitos humanos já acusaram o Governo Chinês pela detenção de opositores nos últimos meses para evitar eventuais perturbações durante os Jogos Olímpicos.

E, com isso tudo, o Sr. Huang Qi acabou entrando em uma grande jogatina política. De um lado ele tenta, da sua maneira, melhorar seu país e seu governo não concorda com suas maneiras de protesto. Por outro lado governos de outros países usam sua imagem para atacar a China. Ele faz parte de uma lista de 7 presos políticos chineses que Daniel Cohn-Bendit, líder do grupo dos Verdes no Parlamento Europeu, enviou ao presidente francês Nicolas Sarkozy para que este exija sua liberação durante sua visita para a abertura dos Jogos Olímpicos que acontecem no próximo dia 08.
Alguém conhece o BAD? É o famoso Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) e, nesta terça-feira, ele reduziu a previsão de crescimento dos países da Ásia Oriental para 7,6% neste ano, que é 1,4% a menos que em 2007. As principais causas são a desaceleração da econômica mundial, a inflação e a crise financeira.

Para sua referência sobre a região que abrange a chama "Ásia Oriental": http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81sia_Oriental .

E esse relatório do BAD fala sobre as economias da China, dos 10 países membro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), da Coréia do Sul, de Hong Kong e de Taiwan. Vamos aos números:
- China: crescimento de 9,9% em 2008 e 9,7% em 2009, após os 11,9% registrados no ano passado, em função da valorização do iuane, das políticas pouco flexíveis e da queda da demanda externa;
- Países da Asean: 5,5% em 2008;

Esse relatório ainda apontou que a pouca resposta dos bancos centrais à inflação pode fazer com que as economias asiáticas cometam os mesmos erros que as nações industrializadas cometeram antes da Grande Inflação dos anos 70. Por fim o BAD alertou que sobre a pressão sobre a inflação que os subsídios aos combustíveis estão exercendo.
O título deste post já diz tudo. E nem chega a ser surpresa no país com o maior número de internautas no mundo: 221 milhões contra 215 milhões dos EUA. Mas o crescimento no número de usuários impressiona segundo Sung Lee, vice-presidente de operações do MySpace na Ásia: nos últimos 6 meses o grupo teve um aumento de 364% em número de usuários na China.

Esse site de rede social também procura seu espaço na Índia e Coréia do Sul, onde estão há três meses.
Há vários nomes para o local: Rochas de Liancourt, Rochas de Manalai, Rochas Hornet, Dokdo e Takeshima. As coordenadas são uma só: 37° 14′ N 131° 52′ E. Se trata de um conjunto de 30 pequenas ilhas, praticamente inabitadas, que voltou a aumentar as tensões entre Japão e Coréia do Sul nos últimos dias.

Essa chama reacendeu quando o Ministério da Educação japonês instruiu seus professores para ensinarem que essas ilhas pertencem ao seu país. A Coréia do Sul respondeu retirando seu embaixador, Kwon Chul-Hyun, do Japão.

O problema reacende tensões da época em que a Coréia era colônia japonesa (entre 1910 e 1945). Em 1905, na época do Japão Imperial, as ilhas foram tomadas pelos japoneses que só perderam a soberania sobre o local em 1945 quando perderam a 2ª Guerra Mundial.

Acontece que, se a Coréia "tomou posse" do local, o Japão nunca admitiu essa perda. Se levarmos em contato o princípio "pertence a quem mora" (como o Brasil fez no século 19 para resolver disputas territoriais), então o local pertence à Coréia do Sul. O único habitante permanente do local é um sul-coreano.

Mas porque o local é tão importante?
Em primeiro lugar há essa ferida não-cicatrizada da época colonial. Acredito que essa seja a questão principal. Há uma pequena base militar sul-coreana no local e, economicamente, acredita-se que lá pode haver jazidas de gás natural.

Vale lembrar das tensões em 2006 que quase acabou em guerra. Na ocasião o Japão quis enviar uma missão oceanográfica perto das ilhas e Seul ameaçou responder com a força. No final o Japão se comprometeu em desistir da exploração e a Coréia do Sul aceitou não estabelecer (ao menos temporiariamente) unilateralmente os limites dos fundos marinhos do local.
O Ministério do Turismo, Esporte e Cultura da Coréia do Sul anunciou que irá dar prêmios em dinheiro para os atletas que consquitar medalhas nas Olimpíadas de Beijing. Quem conquistar:

- Ouro receberá US$ 50 mil;
- Prata: US$ 25 mil;
- Bronze: US$ 15 mil.

Até os técnicos dos atletas que faturarem medalha de ouro irão ganhar um prêmio em dinheiro: US$ 80 mil. Isso faz parte de um esforço do país para conquistar dez medalhas de ouro e ficar entre os dez países no ranking de medalhas. Nas últimas Olimpíadas, em Atenas 2004, a Coréia do Sul conquistou nova medalhas de ouro, ficando em nono lugar.
A Ásia está, cada vez mais, nos planos dos clubes de futebol. Neste domingo clube inglês Chelsea, agora treinado pelo brasileiro Luís Felipe Scolari, partiu em direção ao continente para fazer sua preparação para a temporada.

Serão dois amistosos na China, um na Malásia e mais outros dois jogos na Rússia. Tudo parte da pré-temporada dos blues.

A ausência ficará por conta do atacante marfinense Didier Drogba, Ballack e do atacante Pizarro, todos lesionados.
Maurício de Sousa está apostando em mudanças para a Turma da Mônica desde que mudou para a Editora Panini. Assumidamente amante do estilo oriental, a Turma já conta com dois personagens nipônicos (Nimbus e Do Contra, baseados em seus filhos), e também lançou outros dois na comemoração dos 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil. Sua mais nova aposta é o mangá.

O estilo japonês de fazer quadrinhos agora vai contar as estórias de Mônica e sua turma na adolescência e muitas mudanças foram feitas para atingir um público mais velho.

Mônica não é mais gorducha, Cebolinha só troca o "l" pelo "r" quando está nervoso, Magali controla sua gula e Cascão, de vez em quando, toma banho. A 1a. edição sairá em agosto e terá frequência mensal com 128 páginas.
Quando foram realizados testes nucleares pela Coréia do Norte em outubbro de 2006 muitos começaram a temer que isso acarretaria em uma corrida armamentista na Ásia. Uma das consequências acontece no Japão.

Com auxílio dos Estados Unidos a terra do sol nascente instalou quatro sistemas de defesa batizados de "PAC-3 Patriot" para proteger sua capital.

Os primeiros testes serão realizados em setembro deste ano a partir de Novo México, nos EUA. Até março de 2011 o Japão quer instalar mais sistemas "PAC-3 Patriot" em outros pontos do país. Um baita medo de um país que, conforme negociação feita pelos próprios nipônicos, se comprometeram a desmantelar seu arsenal nuclear.
Esse post tem muito a ver com o de ontem.

Todos ficaram sabendo que a ONU entrou através do Tribunal Penal Internacional (TPI) com um mandato de prisão contra o presidente sudanês Omar al-Bashir. A acusação é de crimes contra a humanidade e crimes de guerra que vêm se prolongando nos últimos anos (em números: 300 mil mortos em cinco anos e 2,5 milhões de refugiados).

O Governo do Sudão classificou a acusação como uma manobra política. A União Africana (que, se não me falha a memória, está tendo sua sede reconstruída e ampliada pela China) disse que acusar Al-Bashir o risco de "golpes militares e anarquia generalizada". Até o Egipto defendeu o presidente sudanês dizendo que só "uma solução política para a crise em Darfur será a única verdadeira garantia de alcançar justiça".

Mas vamos falar no âmbito internacional da discussão. Quem se manifestou "preocupado" com esse pedido de prisão foi justamente o Governo Chinês, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Interessante é notar que a China é o maior comprador de petróleo do Sudão e um importante investidor no país. Agora aparece a informação da BBC (TV estatal britânica) que, apesar do embargo de venda de armas ao Sudão imposto pela ONU em março de 2005, a China continua vendendo equipamento militar e treinando os pilotos sudaneses com os caças chineses.

Há uma matéria com essas descobertas da equipe britânica que deve ir ao ar na próxima semana e será analisada pelas Nações Unidas.

Alguns aspectos são fatos (como da compra de petróleo), outros podem ser considerados especulações (até que se prove, ou não, sua veracidade) mas há muitos interesses nisso tudo. Tanto do lado "ocidental" quanto do lado chinês. Na minha opinião "coincidências" no âmbito internacional não existem e o caso tem de ser analisado seriamente para o bem do povo sudanês.
O povo do Zimbábue realmente gosta de Robert Mugabe. A prova disso é que ele está no poder há 28 anos e agora tomou posse para seu 6º mandato. Um caso, talvez único, de paixão do povo pelo seu presidente. O 1º turno na eleição foi vencido pelo opositor Morgan Tsvangirai é bem verdade mas, até ele, abandonou as eleições em prol de Mugabe.

No meio desse novo mandato de Mugabe foram 103 mortos, 10 mil feridos e 5 mil desaparecidos.

Então o problema vai para a ONU. Os EUA apresentam um projeto que imporia sanções ao governo do Zimbábue. São 9 votos a favor, 5 contra e uma abstenção.

O argumento é que a situação no Zimbábue não constitui ameaça à paz e à segurança mundiais, único âmbito que compete ao Conselho da ONU. Até que é verdade, pode não ameaçar, mas também não contribui em nada. Outro argumento é que as sanções nesse momento colocaria em risco as negociações entre os partidos rivais do Zimbábue.

Os países que votaram contra foram liderados pela China e Rússia. África do Sul, Líbia e Vietnã completam a lista. A abstenção ficou por parte da Indonésia.

Não é exatamente uma surpresa os EUA quererem impor sanções, tão pouco que a China vete. Afinal, a diplomacia chinesa segue justamente essa linha: problemas internos são de competência do próprio país. Não-interferência, que, no caso de muitos países na África é tão bem-vinda para acobertar certos abusos.

O ministro da Informação do Zimbábue, Sikhoanyiso Ndlovu, comemorou: "O veto nas Nações Unidas é uma vitória diplomática histórica, não apenas para o Zimbábue, mas também para o resto da África".

Agora, para resolver certos impasses o Movimento pela Mudança Democrática (MDC, principal partido da oposição no país), pediu à União Africana (UA) que intervenha no processo de mediação com o regime de Mugabe. Mais alguns anos de poder para o presidente que levou seu país ao impressionante 151º lugar no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).
Realmente está funcionando. Apesar do descrédito inicial a GP2 Ásia que tem, penso eu, como principal objetivo divulgar o automibilismo no mercado mais promissor do mundo, está partindo para a 2ª temporada. Segundo Bruno Michel, um dos organizadores da categoria, a GP2 é um sucesso.

O calendário da temporada 2008/09 foi divulgado esse final de semana e irá acontecer nos melhores circuitos do continente. Três provas irão coincidir com as etapas da F1 também. Vale lembrar que neste ano outra equipe asiática estreou na F1, a Force India.

Vamos ao calendário:
- Shanghai, 18 e 19 de outubro;
- Dubai, nos Emirados Árabes, 05 e 06 de dezembro;
- Bahrain, 23 e 24 de janeiro de 2009;
- Dubai, 27 e 28 de fevereiro;
- Malásia, 04 e 05 de abril;
- Última etapa em Bahrain, 18 e 19 de abril;

O site oficial da GP2 Series é: www.gp2series.com
Em passagem pela Ásia a última parada do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi a Indonésia.

E, assim como fez ao assinar acordo com o Japão, agora o Brasil irá compartilhar conhecimento tecnológico sobre biocombustíveis com os indonésios. É uma tentativa de popularizar a "solução brasileira" para os combustíveis e se manter como um dos pioneiros. Será que o país irá conseguir se manter em tal posição ou tudo irá abaixo em breve?

Banda chinesa de punk. Vale a pena conferir!

O povo coreano, embora ocupe a península há mais de 2.000 anos deu forma ao seu país no século VII com a unificação dos Três Reinos pela dinastia Silla. Assim permanceu até 1953 quando se separaram e formaram dois países: um país do Norte, comunista, e o do Sul, capitalista.

O ex-presidente sul-coreano Roh Moo-hyun começou a se aproximar do norte no ano passado. Seja enviando ajuda humanitária, instalando empresas para geração de empregos, incentivando o turismo as duas partes começaram a se aproximar lentamente.

Em fevereiro deste ano Lee Myung-Bak, da direita sul-coreana, assumiu o posto de presidente do país prometendo uma recuperação econômica no país e ser mais duro nas negociações com o Norte. Desde então as negociações de aproximação vem dando lentos passos para trás.

Turismo na Coréia do Norte
Na última sexta-feira a Sra. Park Wang-Ja, dona-de-casa de 53 anos, residente de Seul, estava no Monte Kumgang, um dos poucos complexos turísticos da Coréia do Norte e tido como um dos primeiros passos de aproximação dos dois lados.

Aparentemente a Sra. Park se perdeu e entrou em uma zona militar. Soldados norte-coreanos, pediram para ela parar e, como ela começou a correr, na dúvida, atiraram nela.

O Governo Norte-Coreano não deixou funcionários do Sul fazerem uma investigação no lugar mesmo sob apelos de cooperação na investigação dos culpados por parte de Lee. Já sabendo do incidente Lee Myung-Bak fez um discurso na Assembléia Nacional e propôs retomar um diálogo com o Norte e começar a aplicação de acordos concluídos no passado. Tudo para amenizar a crise.

Consequências

Logo no sábado Kim Jung-Tae, membro do Ministério da Unificação sul-coreano, declarou que as visitas de turistas ao norte seriam suspensas. A Coréia do Norte classificou essa atitude como um "desafio".

Já sobre a proposta de Lee no domingo a resposta veio através do jornal oficial do Norte, "Rodong Sinmun", que a classificou como "um insulto intolerável" aos que esperam a reconciliação.

A Coréia do Norte ainda divulgou um comunicado dizendo que a "responsabilidade pelo incidente é inteiramente do lado Sul" e pediu as desculpas de Seul e providências para evitar que isso aconteça novamente.

Do lado norte a única desculpa que apareceu foi do sócio norte-coreano da companhia Hyundai Asan, que é responsável pelo complexo turístico.

Crise Nuclear
Enquanto passa por uma grave crise alimentar a Coréia do Norte aproveita seu programa nuclear para "chantegear" outros países. Depois de 9 meses de negociações paradas o governo de Pyongyang afirmou que agora vai.

Concordaram neste sábado em desmontar sua principal instalação nuclear antes do fim de outubro e ainda irão permitir que inspetores estrangeiros verifiquem o lugar.

A negociação que envolve seis países - Estados Unidos, Rússia, China, Japão e as duas Coréias - pode estar chegando à um final em troca de ajuda energética, retomada das relações diplomáticas com os EUA e Japão e um tratado de paz formal declarando oficialmente o fim da Guerra da Coréia.

Espera-se que a diplomacia ache uma saída para essa crise que vai se prolongando mas, como já aconteceu anteriormente, os norte-coreanos podem voltar atrás em qualquer momento. Mas em um fato eu aposto, o soldado que matou a Sra. Park não será culpado pela sua atitude.
A MasterCard Worldwide divulgou um estudo onde lista os 75 principais centros comerciais do mundo. Londres ainda é a cidade com maior influência na economia global, mas o avanço de cidades da Ásia e da Europa Oriental são o destaque.

Shanghai saltou oito posições e já está entre os 25 principais centros do mundo. Moscou avançou mais que Londres.

Dois critérios podem ser usados para ver esses números. No lado das economias mais estáveis, as cinco cidades mais bem posicionadas são: Viena, Barcelona, Madri, Lisboa e Bruxelas. Já quando se fala de facilidade para se fazer negócios: Cingapura, Hong Kong, Londres, Toronto e Nova York. Reparem que as 2 primeiras estão na Ásia.

Abaixo segue o ranking.

Os dez primeiros:
01 - Londres
02 - Nova York
03 - Tóquio
04 - Cingapura

05 - Chicago
06 - Hong Kong
07 - Paris
08 - Frankfurt
09 - Seul
10 - Amsterdã

Falando sobre a América do Sul, Santiago é a melhor posicionada:
53 - Santiago
56 - São Paulo
62 - Bogotá
63 - Buenos Aires

65 - Rio de Janeiro
75 - Caracas
O G8 vem se esforçando para estabelecer metas de redução de CO2 e fazer um acordo pós-Kyoto cujo protocolo expira em 2012. Um acordo nesse sentido será muito difícil de ser feito. E, pior, há razões até que razoáveis para os países não quererem estabelecer metas de redução.

Hoje somente a China e a Índia são responsáveis por um quarto das emissões mundiais. E eles são os primeiros a dizer que não irão aderir aos planos de reduzir pela metade as emissões até 2050. Ou seja, em 42 anos.

O argumento é que ainda são países em desenvolvimento e que suas emissões per capita ainda são baixas se comparadas aos países desenvolvidos. (Aqui abro esse parentêses para a história de acidentes de carro na China. Quem já foi lá sabe o caos que é o trânsito nas grandes cidades chinesas. O Governo se orgulhava de ter poucos acidentes. Porém eles faziam essas estatísticas levando em conta a população inteira do país e não o número de carros, ou seja, o número caia e muito. Usar estatísticas "per capita" quando se fala de países de população tão grande pode ser muito perigoso).

No final eles jogam a responsabilidade para os países desenvolvidos e não é totalmente injusto afinal eles cresceram à um custo ambiental enorme. Hu Jintao, presidente chinês disse: "Os países desenvolvidos deveriam fazer compromissos explícitos para continuar assumindo a liderança na redução das emissões".

Então, do lado deles se resolve apontar o dedo para os outros. Já pelo lado do G8, principalmente os EUA, diz que não poderá cumprir essa meta se os países em rápido crescimento também não se empenharem para tal. Se resolve então que nada está resolvido. E uma solução vai ficando cada vez mais distante.

A pergunta que fica é: as futuras potências mundiais cometerão os mesmos erros das atuais?


Achei interessante. Essas são as fotos de um outdoor feito pelo hotel Ana Crowne Plaza, em Tóquio. Com o slogan "Uma boa noite, um bom amanhã" o hotel colocou uma cama na posição horizontal onde uma modelo fica pendurada "dormindo" dentro do outdoor.

Para sair de lá só "guinchada" mesmo. Se você estiver de visita ao Japão o site do hotel é: http://www.anahotel-narita.com/



Essa é mais uma das tantas histórias curiosas das Olimpíadas. Na foto está o Sr. Liu Ji Qin, que mora na cidade de Da Lian, província de Liao Ning.

Agricultor, morador da vila Bu Yun Shan, Liu gastou cerca de 10.000 yuans (algo como 930 euros, R$ 2.348,3853) para construir sua própria “BMW” que é também sua casa!


Com a ajuda de seu primo Liu demorou 8 anos para finalizar sua “BMW-Casa”. Mas, como vocês podem ver não tem nada a ver com uma BMW, não é mesmo? Alías, é nada mais é que uma carroça!

Mas isso acontece porque, em chinês, BMW foi traduzido como “Bao Mao” que significa “Cavalo Precioso”, por isso que ele fez um carro movido a cavalo e batizou assim. E sua BMW tem sala de estar, quarto, cozinha, banheiro e, através do telhado de aquecimento solar a água é quente.

O objetivo de Liu é ir até Beijing para alegrar os jogos e por isso decorou seu carro com motivos olímpicos. Como se pode ver nas fotos os mascotes da Olimpíada decoram suas paredes e frases de apoio aos jogos. Liu inclusive faz a contagem regressiva para o dia 08 de agosto.



Liu diz que não há garantia que ele chegue lá em tempo da abertura dos jogos por problemas de tráfego (afinal, não é toda hora que uma carroça entra na capital do país) e segurança também, apesar de já ter gasto muito dinheiro em sua empreitada, ele não quer ajuda financeira de ninguém, está fazendo apenas pela diversão e apoio aos Jogos Olímpicos de Beijing.



*publicada originalmente para o Vc Repórter do terra.com.br

Quem anda pelas ruas de Shanghai, na China, se surpreende com mais de mil estátuas espalhadas pela cidade. São livros com rosto, conjuntos musicais e filas de pessoas feitas de bronze, afixadas nos condomínios, parques, shoppings e estações de metrô. Até 2010, o plano urbanístico deverá ter mais de 5 mil estátuas e esculturas urbanas, incluídas as 100 de maior destaque.

A idéia é apresentar a cidade como moderna e cosmopolita, além de melhorar sua paisagem, levar mais arte para a população e transformar essas "intervenções urbanas" em verdadeiras atrações turísticas.

O número de roubos é pequeno devido ao seu tamanho. Mas, para preveni-los, a maioria das estátuas são equipadas com um alarme anti-roubo. Pichações são raríssimas e o governo da cidade pede que os moradores denunciem qualquer tipo de vandalismo.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Escritório Administrativo de Planos Urbanísticos de Shanghai, apenas 10% das estátuas de rua são consideradas "obras de arte" e o plano é também investir na qualidade artística de cada peça.

Inicialmente, somente o Comitê de Esculturas Urbanas selecionava as estátuas que iriam enfeitar as ruas, porém muitos residentes começaram a reclamar que não entendiam o que elas queriam dizer. A partir disso, nasceu a idéia dos próprios moradores de escolherem o tipo de peça que gostariam de ver e isso começou a ser adotado especialmente nas áreas comuns dos condomínios da cidade.

E não são apenas obras de artistas chineses que podem ser vistas na cidade. Franceses, americanos e alemães também têm suas estátuas espalhadas por lá.
Um dos argumentos desfavoráveis para o biocumbustível é o fato dele ser feito através de bens alimentícios. Não há dúvidas sobre sua contribuição, ao menos em curto e médio prazo, que ele possa dar ao meio-ambiente.

Com a crise alimentar atual o biocombustível se tornou um vilão, seus produtores também. O Brasil é o 2º maior produtor de biocumbustível no mundo e tem grande potencial para produzir ainda mais.

E as grandes preocupações na reunião do G8 ficaram em torno desses 2 assuntos: alimento e combustível. E o Japão é um dos grandes entusiastas e consumidores de biocumbustível, o que é bom para o Brasil.

Para se ter uma idéia em 2007 os japoneses produziram 10 mil quilolitros, em 2010 o país pretende produzir utilizar uma quantidade anual de biocombustíveis que corresponda ao uso de 500 mil quilolitros de petróleo.

Com a crise alimentar e as críticas ao biocombustível feito a partir dos alimentos o jeito é fazer biocombustível fabricada a partir de produtos não alimentícios. E o O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, chegaram a um acordo para colaborar na pesquisa desses novos biocombustíveis durante a cúpula do G8. "Atualmente, o Japão está realizando pesquisas com celulose (para a fabricação de biocombustíveis). Esperamos progredir com a cooperação do Brasil", disse Fukuda.

Acima de qualquer interesse econômico há a necessidade de continuar as pesquisas de novas formas de combustíveis para diminuir a dependência do petróleo. Para o Brasil cooperar com o Japão significa a possibilidade de aproveitar melhor o potencial do país nessa área além de diminuir as possíveis críticas do resto do G8.
Já que estava no Japão na reunião do G8 o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva de um pulinho no Vietnã para participar do Fórum Empresarial Brasil-Vietnã, realizado em Hanói.

O Vietnã, nós sabemos, tem o apelido de "pequena China" por seu roubusto crescimento econômico. Não há dúvidas do potencial de crescimento do comércio entre os dois países e isso já vem acorrendo nos últimos anos. Em 2005 a balança do comércio bilateral ficou em aproximadamente US$ 113,8 milhões, saltou para US$ 204 milhões em 2006, e em 2007 fechou em US$ 323 milhões. Mais que dobrou! Mas o objetivo para 2010 é triplicar e saltar para US$ 1 bilhão.

Lula também assinou 4 acordos com o presidente vietnamita, Nguyen Minh Triet, foram eles: um para estimular a cooperação na luta contra a pobreza e a fome (como? não sei, pode ser mais um daqueles acordos que ficam apenas no papel); o 2º acordo destinado à ciência e tecnologia; o 3º terceiro na área de esportes e o 4º visa a criação de uma comissão mista governamental que cuidará dos interesses comuns em relação ao aumento da competitividade econômica e ao fortalecimento das políticas internas de inclusão social.

Nesta noite Lula irá ao Timor-Leste e terminará sua "mini-tour" asiática na Indonésia.