Pela 1ª vez na história a aviação comercial da região Ásia-Pacífico superou a dos EUA. Foram 647 milhões de passageiros em 2009, nove milhões a mais que nos EUA.

Pouca diferença, mas, como sabemos, esse número só deve crescer e, alías, essa região deve ser a grande responsável pela recuperação do setor já que no ano passado teve um prejuízo de cerca de US$ 11 bilhões.
Com o passar dos anos e o aumento da economia asiática mais estrangeiros se interessam pelo continente e todo seu pontencial. É claro que isso também é verdade no ramo de entretenimento.

Um dos países "pioneiros" em receber grandes nomes do entretenimento e das artes na Ásia é o Japão, especialmente depois da II Guerra Mundial e a "ocidentalização" do país.

Bastaria dizer que a maior banda pop da história, The Beatles, estiveram por lá em 1966 e foram seguidos por outros grandes nomes como Bob Dylan, Marvin Gaye, Guns'n'Roses, Michael Jackson e tantos outros.

Hoje o país é quase um ponto de parada obrigatório para artistas de renome internacional e isso acabou ajudando também outros países como Indonésia, China, Índia e outros a receberem essas atrações.

George Harrison & Eric Clapton: Days of Speed, ao vivo na Arena Yokohama, 1991
Mas vamos falar desse disco lançado recentemente por iniciativa do próprio Eric Clapton.

Depois de algum tempo afastado dos palcos o ex-Beatle George Harrison decide voltar a fazer turnês. Há pouquíssimo tempo George havia gravado alguns discos com o The Travelling Willburys mas chamou seu amigo Clapton para ir fazer essa turnê com ele.

Eric Clapton sugeriu incluir o Japão no mapa. E porque não?

O resultado é esse grande disco que conta com sucessos de George e do próprio Eric. Democrático.

A Arena Yokohama
Assim como a famosa sua mais famosa "irmã" Nippon Budokan a Yokohama (横浜アリーナ) nasceu originalmente para abrigar eventos esportivos.

Baseada na nova-iorquina Madison Square Garden a Yokohama foi inaugurada em 1989 e tem a capacidade de abrigar 17.000 pessoas. Por lá já passaram grandes nomes da música internacional como Rolling Stones, AC/DC, Celine Dion e até Lady Gaga.

Claro, artisitas japoneses também tocam com frequência por lá, como: Asian Kung-Fu Generation, Koda Kumi, AAA, Dir en Grey e tantos outros.

Aos poucos vou postando outros álbuns contanto aventuras de artistas estrangeiros em terras asiáticas. Espero que gostem.

O
George Harrison & Eric Clapton: Days of Speed está dividido em 2 partes, para baixar a 1ª parte é só clicar aqui, e a 2ª aqui.

Esses fenômenos que nascem na internet estão cada vez mais frequente. E o caso da britânica Rebecca Flint é especialmente interessante pois ela virou sucesso no Japão.

Conforme vocês poderão ver na matéria abaixo da BBC Brasil Rebecca já faz shows por lá e está até gravando disco. Tudo isso imitando animés.

* Matéria do Jornal Nacional da Rede Globo falando sobre medidas do governo japonês para que a população cuide mais dos riscos da obesidade. Interessante já que, segundo a própria matéria, o Japão é o país desenvolvido com o menor número de obesos.

Não é só no Brasil que sai pancadaria em futebol.

Vejam só o que aconteceu no jogo entre o time chinês Beijing Guo An e o sul-coreano Pohang Steelers. Saiu até voadora!

Mas, adivinhem como a confusão começou? Quando entraram no jogador brasileiro Mota e este quis revidar...

Com a crise econômica a nova onda é o protecionismo. Todos aqueles que pregavam um mercado aberto globalmente parecem ter começado a reavaliar suas posições. Com isso muito países foram afetados duplamente, pela crise e pelo protecionismo.

Eis a lista dos mais afetados por medidas contra importação segundo o Global Trade Alert (GTA): 

1º) China: 337 medidas;
2º) União Europeia (UE): 276;
3º) Estados Unidos: 213;
4º) Japão: 173;
5º) Coreia do Sul: 154;
6º) Tailândia: 142;
7º) Brasil: 136.

E a briga vai longe, é UE x EUA, China x EUA, Vietnã x UE... o diretor da OMC, Pascal Lamy, vai ter um bom trabalho pela frente...
No Brasil é o Padre Marcelo, no Japão... confiram no vídeo abaixo:

No último trimestre de 2009 a Coca-Cola cresceu 5% conforme previsões da própria empresa. E graças em muito a dois países: China e Índia.

Na Índia o crescimento foi de 29%, já na China a empresa aumentou suas vendas em 20%, e assim a queda de volume na América do Norte foi compensada.
Até maio o tão aguardado trem-bala brasileiro, ligando SP-Campinhas-RJ, deve começar a sair do papel. Com uma extensão de 510,8 Km deve custar cerca de R$ 34,6 bilhões. Deve ser realmente um grande avanço para o país, certo?

Além de empresas do Japão, França, Alemanha e Coréia do Sul, a China decidiu que também irá participar dessa concorrência internacional. E, alegando que possuem o trem mais rápido e barato do mundo, os chineses prometem entrar para fazer a diferença.

Até 2013 a China deve ter a maior malha de trens-bala do mundo com 13.000 quilômetros. É isso mesmo! Lembrando que o Maglev que conecta Shanghai ao aeroporto de Pudong, um dos primeiros do país, foi inaugurado em 2004 com tecnologia alemã.

Alías na semana passada foi inaugurada outra linha no país, ligando Zhengzhou a Xi'An percorrendo a distância de 505 km em 1 hora e 48 minutos, ante a costumeira 6 horas de antes.

Será a primeira concorrência internacional que os chineses participam e até já montaram um grupo de trabalho para tal que inclusive já veio ao Brasil.

Com preço, crédito de seu país e uma tecnologia boa não há dúvidas que, também nesse setor, os chineses chegam fazendo barulho.

PS: Ainda em tempo, só para efeito de comparação, se é que podemos comparar. O planejamento de Beijing para sua malha ferroviária é aumentar mais 5% até 2020, passam de 80 mil km para 120 mil km. Só em 2009 foram investidos US$ 146 bilhões no setor.

No Brasil as ferrovias não passam de 30 mil km. Esse também é um dos motivos dos produtos chineses serem mais baratos.
Os EUA lideram o chamado Grupo 5+1: China, EUA, França, Reino Unido e Rússia mais Alemanha e insiste em impor sansões ao Irã afim de que o país pare com seu programa nuclear. Por mais que o governo de Teerã insista em dizer que é para fins pacíficos não é tão difícil de imaginar que também não seja.

Afim de parar com o crescimento do programa nucelar os EUA e Europa tentam colocar severas sanções ao Irã para pressioná-los. Há aí um grande porém: qualquer sanção tem de ser aprovada no Conselho de Segurança das Nações Unidas e quem não vota para que isso aconteça? Isso, a China!

Junto da Rússia a China sempre se mostra reticente de adotar qualquer sanção contra o Irã alegando preferir negociar acima de tudo. Mas os chineses tem um grande motivo para não querer nenhuma sanção: Beijing é o 2º maior comprador do pretróleo iraniano.

Além disso, é claro, já comprometeu bilhões de dólares em investimento na infraestrutura do gás e do petróleo no país. Então, mesmo acreditando profundamente no diálogo, porque a China estragaria seus investimentos, não é verdade?

E os EUA?
Somente com as palavras os americanos não acham que devem convencer os chineses a adotar nenhuma sanção contra os iranianos. Então já está partindo para a ação.

Uma estratégia interessante de Washington é justamente diminuir a importação de petróleo iraniano por Beijing incentivando que países árabes aumentem suas exportações para o gigante asiático.

E, apesar de se esperar resultados em médio prazo eles já começam a aparecer: os Emirados Árabes Unidos prometeram aumentar sua exportação de petróleo para a China de 50 mil barris diários para 150/ 200 mil nos primeiros 6 meses deste ano.

A Arábia Saudita também se mostrou disposta a fazer o mesmo e ainda pensa em usar seu grande consumo de armamento e mesmo de produtos chineses para pressionar Beijing a se distanciar de Teerã.

Enfim...
A política internacional, para qualquer assunto, passa cada vez mais pela China e, infelizmente, se há algo que eles aprenderam, inclusive com essas mesmas nações que agora apelam para eles recuarem, é que eles não precisam abrir mão de nada.
É o que está faltando realmente para o ser humano se isolar totalmente. Mas é interessante.

Patrocinado pelo Instituto Nacional de Ecologia, desenhado pela empresa de arquitetura Samoo a Coréia do Sul planeja uma redoma ecológica de 33.000 metros quadrados que deverá servir como reserva natural e centro educacional.

Conforme podemos ver nos desenhos é realmente uma série de redomas conectadas entre si e, além de ser energeticamente eficiente também será capaz de se adaptar ao ambiente externo conforme suas mudanças.

Surpreendente, pena que não tem nenhuma previsão nem pra começar portanto não será difícil ficar somente no papel. De qualquer maneira o projeto demonstra a vontade sul-coreana de pensar mais "ecologicamente responsável", como no caso da cidade de Nova Songdo. Pontos para eles, que não ficam somente na retórica.
A criatividade em realizar tarefas cotidianas e transformar em arte é um dos méritos inegáveis dos chineses.

Olha como esse cara limpa a esteira do aeroporto. Gênio! Mais um pra interminável série "Só acontece na China"

O ex-caminhoneiro e agora diretor James Cameron realmente sabe o que está fazendo, não? Seu nome filme, Avatar, é grande sucesso de bilheteria e, ao menos na China, também virou polêmica.

Acha que o filme foi censurado e os produtores de Hollywood sairam reclamando? Dessa vez não é isso.

Polêmica #01
É o rebatizamento de montanhas localizadas em Zhang Jia Jie, na província de Hunan, de "Coluna Céu Austral" para "Montanha Hallelujah", por ser parecida com as do filme.

Primeiro o governo local disse que produtores de Hollywood passaram alguns dias no local tirando fotos em 2008 e que o cenário do filme portanto foi inspirado nele. Depois negou o fato.

Houve então esse rebatizamento, que agora é taxado somente como um "nome alternativo" e, em pesquisa no portal Sina.com foi extremamente criticado por idolatrarem a cultura ocidental. 54.619 internautas votaram contra essa mudança e apenas 5,897 a favor.

Mas essa polêmica é muito pequena se vermos que Avatar colocou os chineses contra seu filósofo mais influente: Confúcio!

Polêmica #02
Sabemos que também a indústria cinematográfica chinesa é protegida em seu país. Isso leva a censura e cortes de filmes estrangeiros (como efeito colateral os próprios filmes chineses tem de se "adaptar" a certas normas) e a preferência nos cinemas é das produções nacionais. É uma maneira, mesmo que duvidosa, de proteger a indústria nacional e pode ser um grande tiro no pé.

Bom, depois de 20 dias passando nos cinemas chineses com um estrondoso sucesso algumas cópias de Avatar foram tiradas para darem lugar a Confúcio, uma cine-biografia do filósofo com Chow Yun-fat no papel principal.

Apesar das cópias de Avatar tiradas do mercado serem 2D que, como sabemos, não é a melhor maneira de assistir o filme, houve uma grande revolta por parte do público que descontou em quem tirou a super produção hollywoodiana de lá: Confúcio.

Sentimento anti-Confúcio
Com esse sentimento de frustração pela "mão-de-ferro" do governo também na indústria cinematográfica houve campanhas localizadas para boicotar o filme e, mais ainda, manifestações, especialmente na internet, que às produções estrangeiras deveria ser dada as mesmas chances das nacionais e deixar o público decidir qual a que mais agrada na bilheteria.
Confúcio enfrenta um fracasso nos cinemas. 

Em uma pesquisa on-line 67% dos internautas avaliaram Confúcio como ruim. Em outra pesquisa, só com um número maior de participantes, um número aproximado classificou Avatar como excelente.

Sentimento anti-Confúcio
E o que começou como raiva contra o filme acabou atingindo o filósofo. Uma espécie de sentimento do Movimento de 4 de maio ainda presente no país fez com que alguns chineses (re)começassem a dizer que Confúcio e seus ensinamentos são prejudiciais ao país.

Aqui uma pausa. Esse tal 
Movimento de 4 de maio geralmente se refere ao período de 1915-21, embora a demonstração de estudantes que batizou o movimento tenha ocorrido em 1919, onde os manifestantes denunciavam o Confucionismo como malévolo ao país e abraçava os ideais ocidentais de ciência e democracia.

Encerrada a pausa vamos voltar.

Apesar de estar morto há mais de 2.000 anos a figura de Confúcio vem sendo usada na China como um exemplo e, depois do fracasso de demonizá-lo, o PCC (Partido Comunista Chinês) resolveu adotá-lo e apresentá-lo como uma "alternativa" a soluções ocidentais.

O colunista Raymond Zhou do China Daily analisa que essa situação levou a algo inédito no país: chineses falarem mal de Confúcio, algo digno de ser malhado em praça pública um ano atrás. Ou seja, exatamente o efeito contrário que o governo queria. 

E o que Confúcio tem a ver com isso?
Absolutamente nada. Vendo sua figura sendo deturpada junto de seus ensinamentos interpretados conforme o poder da época só pode lhe dar dor de barriga, não é verdade?

Então escrevi tudo isso pra quê? Bom, muitas vezes nossa imprensa (acho que a ocidental em geral) pinta o povo chinês como uma "massa que não pensa" e vítimas coitadas dos mandos e desmandos do governo. E não é inteiramente verdade.

Este artigo é um pequeno exemplo do que acontece na sociedade chinesa que, só no século XX, mudou de governo 3 vezes, e continua nos surpreendendo. Espero que continuem.
Lançado em 2004 O Clã das Adagas Voadoras (十面埋伏; em pinyin: shí miàn mái fú), do diretor Zhang Yimou, fez um enorme sucesso e faturou alguns prêmios internacionais.

Claro, ajudou bastante a projetar o cinema chinês no ocidente e é um dos grandes expoentes de um gênero de ficção chamado Wu Xia (武侠) que fala sobre estórias de artes marciais que se passaram na China antiga. Esse gênero não vale somente para filmes, se extendendo para a literatura, TV e teatro.

A comovente estória é baseada em um poema de Li Yannian (李延年) dos tempos da Dinastia Han (entre 206 - 220 A.C.) que é mais ou menos assim:

- Uma beleza rara no norte do país, ela é a mais bonita mulher da terra
Um olhar dela, a cidade inteira cai; uma segunda olhada deixa toda a nação em ruínas.
Não existe nenhuma cidade ou nação, que tem sido mais apreciados 
Que uma beleza como esta.


No elenco só feras: Zhang Ziyi, Andy Lau e Takeshi Kaneshiro. A trilha sonora foi de responsabilidade de compositor japonês Shigeru Umebayashi que também trabalhou em 2046 e A Maldição da Flor Dourada e Hannibal, A Origem do Mal.

Então para aqueles que curtiram o filme não perca tempo pois a trilha sonora está a altura sem dúvidas. Para baixar, basta acessar esse link: http://www.megaupload.com/?d=M1CGR8ZP.