Matéria sobre a Chinatown na cidade japonesa de Yokohama, bem feita, e em português. Essa "cidade" dentro de Yokohama é a 2ª maior chinatown do mundo!

Podemos dizer que é "obrigação" devido ao tamanho do continente, sua enorme população e seu grande impacto no consumo de energia. Mas não de ser interessante que, segundo previsões da Global Wind Energy Council (GWEC), a Ásia ultrapassará a Europa como potência eólica até 2014. Puxado por quem? Você sabe!

Só em 2009 a Ásia já criou mais 15,4 gigawatts (GW) dessa fonte, enquanto a Europa fez mais10,5 GW e a  América do Norte mais 10,9 GW.

Você, brasileiro, quer saber aonde nosso país está? Atualmente tem cerca de  605 megawatts de energia eólica. A meta é chegar até 2020 com 10 GW. Ou seja, cerca de 1 GW por ano apenas... não poderíamos/ deveríamos ser mais ambiciosos?

Bom, voltemos para a Ásia. O maior produtor de energia eólica é a China com 13,8 GW. E tem de ser mesmo, senão o país para. Em 2º lugar está os EUA com 9,9 GW e o 3º lugar surge bem atrás, a Espanha com 2,5 GW e a Alemanha com 1,9. Claro, a necessidade desses dois últimos é bem menor que os dois primeiros, certo?

Esse tipo de energia é muito interessante e deveria ser melhor explorada mas, como tudo, depende de boa vontade política. Ou, como é no caso chinês, a necessidade.
Documentário sobre o Japão antigo, bem legal e com legendas em português, vale a pena conferir.

O melhor jogador do mundo, o argentino Leonel Messi, do Barcelona, foi anunciado esta semana pela fabricante de automóveis chinês Chery como seu garoto-propaganda, seu "embaixador". Impressionante!

Tudo isso para colocar no mercado Europeu o modelo mais "nobre" da fábrica, o Riich. Será que vai ajudar a conquistar o mercado estrangeiro?

Aqui no Brasil a Chery continua a crescer depois de se instalar definitivamente no ano passado. Confira o site deles aqui.

Internamente PAC é Plano de Aceleração de Crescimento, ou seja, nome "chique" para os investimentos que o Governo tem de fazer no país, e, externamente a sigla quer dizer Plano de Ação Conjunta e o Brasil o tem com seu atual maior parceiro comercial: a China.

O atual PAC Sino-Brasileiro vai até 2014 e prevê entre outras coisas:

-  Discussão sobre adoção de moedas locais no comércio bilateral (não está dando muito certo entre Brasil e Argentina, será que daria certo com os chineses?);

- Reconhecimento formal pelo Brasil que a China é uma economia de mercado (o que teoricamente foi feito em 2004 mas não teve efeito fora da esfera política sob o pretexto que os chineses não estariam investindo no Brasil como contrapartida);

- Direitos Humanos, inicar discussão "com vistas ao intercâmbio de experiências e de melhores práticas" (não será mais um tópico a ficar só no papel?);

- Cooperação e incentivo de investimentos onde o Brasil tem potencial de crescimento de oferta e a China de demanda. Um exemplo é o petróleo;

- Intercâmbio e cooperação entre "importantes partidos políticos brasileiros" e o Partido Comunista da China (o que quer que isso signifique...);

Talvez não com a velocidade que o comércio entre os países está crescendo a cooperação política entre eles também começa a se organizar melhor de alguma maneira. Acredito que seja fundamental para aproveitar melhor essa integração que é inevitável. Para tanto também será necessário visitas mais frequentes entre os países e "encarar", por exemplo, o BRIC como um Fórum com grande potencial que pode vir a ser.

A emissora carioca está estendendo suas produções até na Ásia. Que bacana. Foi assim que a Lucélia Santos se tornou um ícone brasileiro na China quando por lá foi exibido Escrava Isaura, não?

O acordo diz que a emissora de TV a Cabo vietnamita, Saigontourist Cable, com atuais 10 milhões de assinantes, passará 200 horas por ano de produções da Globo. A produção Maysa - Quando fala o Coração, que passou aqui no Brasil em 2009 já está na fila.

E vale lembrar que a Globo já está em outros países asiáticos como Índia, Coréia do Sul, Macau, Cingapura, Malásia, China, Indonésia, Japão e Timor Leste. Legal.

Mas, porque não tem o movimento contrário? Excetuando os animés, que são febre por aqui, podemos contar com os dedos de uma mão as produções asiáticas que passam no Brasil. Uma pena...

Matéria do Jornal da Globo sobre o encontro dos BRIC em Brasília que foi encurtado pela volta urgente de Hu Jintao para a China após o terremoto de Qing Hai.



Vale também conferir o Memorando de Cooperação entre o BNDES, China Development Bank Corporation, Export-Import Bank da Índia, e State Corporation Bank For Development and Foreign Economic Affairs (VNESHECONOMBANK) emitido após o encontro.

- Objetivos:

a) desenvolver cooperação de longo prazo entre as Partes a fim de facilitar e dar suporte a transações transfronteiriças e projetos de interesse comum;
b) fortalecer e alavancar as relações comerciais entre os países do BRIC e suas empresas;
c) organizar um plano voltado para prover serviços bancários e financeiros para projetos de investimentos que possam ser mutuamente benéficos, assim como encorajar o desenvolvimento econômico dos países do BRIC;
d) estudar a possibilidade de organizar uma entidade interbancária entre as Partes a fim de concretizar os objetivos estabelecidos aqui. 

- As Partes cooperarão para financiar, co-financiar ou garantir projetos de investimento, caso a caso. 
- As seguintes áreas oferecem potencial de sinergia e possibilidades de cooperação:
a) troca de informações sobre projetos com foco em infraestrutura, energia, indústrias-chave, indústrias de alta tecnologia e setores voltados para a exportação, assim como projetos socialmente importantes dos BRICs e projetos regionais de significância;
b) assistência mútua nos mercados locais pela troca de informações e experiências;
c) treinamento de pessoal, organização de visitas de delegações e simpósios de negócios e workshops;
d) condução de estudos e propostas de iniciativas voltadas para o fortalecimento e avanço do comércio e relações econômicas entre os países do BRIC.

- Para alcançar os objetivos, as Partes podem organizar consultas regulares e reuniões anuais.

- Tais reuniões focarão, em princípio, na seguinte agenda:
a) organização de estudos sobre, mas não limitados a, desenvolvimento regional, redução da pobreza, leis do mercado financeiro, mudança climática e questões de meio ambiente, inovação financeira e mecanismos de apoio à internacionalização de companhias;
b) troca de informações sobre infraestrutura, energia, indústrias-chave e setores voltados para a exportação;
c) provisão de assistência mútua em áreas de prática operacional;
d) troca de informações e experiências sobre padrões de procedimentos e mecanismos financeiros bem sucedidos adotados pelas Partes, incluindo o apoio à exportação de bens e serviços;
e) proposta e organização de treinamentos em atividades, habilidades, estágios, visitas de delegações e simpósios de negócios;
f) promoção de estudos de relevância e discussões relacionadas à constituição da associação interbancária mencionada acima.

- As Partes podem intercambiar informações para benefício mútuo. Essas informações podem incluir planos estratégicos relacionados ao país, setor, desenvolvimento regional, estudos ou materiais relacionados a projetos ou programas. Elas poderão tomar forma em seminários, conferências, fóruns de negócios e outros eventos.

- O Memorando não procura criar qualquer obrigação ou dar direitos. Também não prevê qualquer comprometimento legal ou financeiro entre as Partes.

- Entra em vigor na data da assinatura.

- Duração: 5 anos com renovação automática.

Ao mesmo tempo também vale a pena conferir um resumo que o portal Terra fez sobre a matéria do The Economist que diz Bric é incapaz de fazer mudanças significativas. E, devo concordar em diversos apontos da matéria mas creio que, em última análise, é muito melhor ter o BRIC, assim como o IBAS porque, sem dúvida nenhuma são as nações que terão grande relevância em um futuro próximo, assim como desafios sociais gigantes. Não há dúvidas que esse diálogo é necessário.

Essa é uma notícia interessante e, na minha opinião, mostra o quão frágil é a censura. Seria chover no molhado dizer sobre a censura na internet chinesa e se termos considerados sensíveis pelo governo ainda não são fáceis de serem procurados um fato considerado histórico meio a tona esta semana.

A atriz pornô japonesa, Sora Aoi, abriu uma conta no Twitter no final de março e, quando foi ver já tinha 30 mil seguidores. E, para sua/ nossa surpresa também porque não, a maioria eram chineses! O que a obrigou a exercitar seu mandarim para agradecer tanto carinho e afeto.

E o que chama a atenção não é somente o fato de Sora Aoi ser uma provável bilíngue mas sim que, tanto a pornografia quanto o Twitter são censurados no dragão asiático. Então nos leva a perguntar: como os fãs chineses conhecem o trabalho de Aoi e como eles burlaram a censura para acompanhar os recados da atriz no Twitter?

Perguntas que não querem calar mas que nos permite pensar sobre a real efetividade da censura no país porque esses internautas conseguiram o que muitas empresas estrangeiras não conseguiram, não é mesmo?

E a propósito desse assunto você pode estar se perguntando se esse humilde blog é censurado na China, se o seu é, se até mesmo o site do Corinthians é. E tem/ tinha um site muito interessante para verificar isso: www.greatfirewallofchina.org que aparentemente também foi censurado por lá... o que me faz pensar sobre o alcance dessa censura de novo.
Depois de Avatar varrer os cinemas chinesas com sua tecnologia 3D chegou a vez de Alice no País das Maravilhas. Sucesso e US$ 24,7 milhões no bolso!

Mas essas são produções hollywoodianas e obviamente que a indústria cinematográfica chinesa não quer ficar atrás dessa nova moda. Por isso, só esse ano, serão lançados no país 3 país com a tal tecnologia 3D.

Por enquanto a China Film Group Corporation, produtora oficial por lá, só revelou o 1º filme que, alías, é bem "oportuno" com o terremoto de Qing Hai. O filme, que será dirigido por Feng Xiao Gang, será sobre o terremoto de 1976 que matou 280 mil pessoas em Tang Shan, no norte do país. Ver tanta destruição em 3D vai ser... curioso?

Aliás, guardadas as devidas proporções, tantas mortes em diversos terremotos me faz pensar que, assim como as enchentes brasileiras, há uma certa "mãozinha" das autoridades para agravar a situação. Ou não?
Seria imoral em outros países até... mas isso é China!

E, sinceramente, será que é imoral mesmo?

De qualquer maneira, coisas que só a China pode lhe proporcionar!

O link segue abaixo, a reportagem é da AFP que não deixa incorporar em blogs... não sei a razão, mas enfim...

http://www.youtube.com/watch?v=i2UPsl-BvHo 

Esse mágico, chamado Han Seol Hui, ganhou uma espécie de "Copa do Mundo" da mágica  manipulando CDs, achei interessante:

A Ásia ainda é um continente com diversas questões de fronteira questionadas e tantas outras disputas. Seja entre Tailândia e Camboja, ou ilhas disputadas entre Japão, China e Rússia. Bom, uma das maneiras de previnir problemas futuros similares é a cooperação em diversas frentes e em 1995 surgiu no sudeste do continente um interessante palco de discussão: a Comissão do Rio Mekong, formado por Cambodja, Laos, Tailândia e Vietnã, tendo também como parceiros China e Mianmar.

O Mekong tem cerca de 1535 km, sendo o 13º mais longo do mundo, e o 10º em volume. Ou seja, não é pouca coisa. Nasce lá no Tibete, percorre a província de Yunnan, chega em Mianmar, Tailândia, passa por Laos, Camboja e acaba no Vietnã. Daí podemos pensar em sua importância numa econômia bastante rural

Afim de pensar em como aproveitar melhor os recursos do rio eis que surge essa comissão que teve sua 1ª Cúpula na semana passada com um tema urgente: a queda no nível de água do rio, principalmente na bacia inferior (afetando os 4 países que formam a Comissão).

A "Declaração de Hua Hin", emitida no final das conversas, fala mais sobre o óbvio: colaboração para combate a inundações, melhorias na naveção e estudo de oportunidades conjuntas no rio. Tudo muito bonito para a imprensa ver, mas tem mais embaixo do tapete.

Razões para queda no nível do rio
A resposta mais fácil é culpar a mãe natureza: é a seca que atinge a região. Mas ONGs acusam quem de ajudar nesse problema? A
China, com 3 hidroelétricas, e mais uma em construção, na parte que lhe cabe do Mekong.

É claro que a China nega tal possibilidade e se comprometeu a fornecer mais informações sobre suas hidroelétricas e também maior cooperação na área. No entanto tampouco quer se tornar país-membro pois daí teria de escancarar toda e qualquer informação sobre suas atividades no rio.

Então enquanto mais 11 plantas são estudadas na parte inferior da bacia nós vemos que 75% do investimento da Comissão são feitos fundamentalmente por países não-membros como Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Austrália, Estados Unidos, pelo Banco Mundial e o Banco Asiático de Desenvolvimento.

Assim, abrindo mão de uma posição mais forte na Comissão em nome da fome de energia do país, a China vê sua influência ameaçada. E, claro, quem sai prejudicado é o meio-ambiente e as pessoas que dependem do Rio Mekong para viver. O que nos leva a presumir, baseado nesses e em outros exemplos, que é o desenvolvimento asiático poderia ser mais ambientalmente sustentável, não?

Nessa última semana a Rússia assistiu dois grandes atentados feitos por uma guerrilha islâmica que atua no norte de Cáucaso que é uma região extremamente interessante pois é a região que liga a Europa com a Ásia e tem grande importância histórica.

Não irei entrar em méritos que desconheço, mas gostaria de indicar a biografia de Kurban Said/ Lev Nussimbaum que nasceu no Azerbaijão, portanto, no Cáucaso, e escreveu o livro Ali e Nino, um romance onde um muçulmano se apaixona por uma cristã e se tornou um símbolo do país.

Não muito tempo atrás foi lançada uma biografia desse curioso autor, Kurban Said (que é um pseudônimo), pelo jornalista Tom Reiss e se chama O Orientalista e é realmente cativante a história e maneira com que é contada. Vale a pena ler e, quem sabe, lança alguma espécie de luz nesses conflitos étnicos pois Lev Nussimbaum nasceu judeu, se converteu ao Islã e fez sucesso numa Alemanha Nazista.

Achei bem legal o vídeo, então eis aqui postado. Parece que foi feito só com fotografias... mas não tenho certeza...

Documentário que passou no NatGeo, e fala sobre aquele tempo do Japão Imperial e sua atuação na II Guerra Mundial.

Essa é a 1ª parte, é só ir seguindo para ver todo resto.


Bob Dylan queria tocar na China. É quase uma ordem. Estava tudo marcado e Dylan aproveitaria para estender sua turnê sem fim para Coréia do Sul e Taiwan. Mas, sua grande motivação era tocar no país de Lao Tse.

Mas na China o Sr. Dylan não manda, então só pode estranhar em ver o Ministério da Cultura do país vetar seus shows que aconteceriam em Shanghai, Beijing e Hong Kong. Não é o primeiro, recentemente foi o Oasis, e não será o último.

Tudo tranquilo para os japoneses e os sul-coreanos que receberam a lenda do rock no último mês de março, pena para quem gostaria de vê-lo em terras chinesas.

Como curiosidade aqui ao lado está uma espécie de biografia do Bob Dylan que comprei lá na China. Interessante...

Aproveitando a "deixa", falando de Bob Dylan na Ásia, quem quiser pode baixar o Live At Budokan dele, gravado no Japão em 1979, aqui.



Que loucura! Com 1 milhão de fios de cabelo de 54 pessoas a cabelereira Kim Do, da cidade de Hanói, fez um vestido em forma de dragão que realmente ficou muito interessante como podemos ver.