A história da Guerra do Vietnã nós já sabemos. Preencheu a lacuna beliciosa americana nas décadas de 60, 70 e, dentre muitas armas foi usada uma química chamada de "agente laranja" que causou muito estrago, como podemos imaginar.

Muitas áreas foram afetadas, muitas pessoas continuam nascendo deformadas por conta disso e o governo vietnamita tem de investir permanentemente para aliviar esses efeitos. Para se ter uma ideia do problema: 20% das florestas do país foram destruídas por conta disso e se calcula que 4,8 milhões de vietnamitas foram expostos ao agente laranja, 400 mil morreram e 500 mil crianças nasceram com deformações graças a ele.

E segundo o governo há 3 grandes áreas mais afetadas atualmente: o aeroporto de Bien Hoa, em Ho Chi Min, e as ex-bases americanas em Phu Cat e Danang. Segundo a ONU para "limpar" essas três áreas seriam necessários US$ 59 milhões e a ajuda já começou.

Os EUA e a ONU, através do seu órgão Pnud, irão iniciar um programa de US$ 5 milhões, que é pouco na verdade, para ajudar a limpar as áreas mais afetadas pelo agente laranja. Em 2007 os EUA já haviam doado US$ 9 milhões para programas parecidos.

Agente laranja e os americanos
Se o tal agente continua afetando a vida dos vietnamitas na época foi usado para destruir as florestas que serviam como esconderijo para os locais. Mas, como saber que não afetaria americanos combatendo no solo? Simplesmente não se sabia e se jogava lá.

Por conta disso veteranos americanos processaram, em 1984, as empresas que produziam o tal agente. E ganharam US$ 93 milhões. Impressionante? Quase o dobro necessário para se limpar as áreas que continuam causando transtornos para o povo vietnamita.
Desde 1949 os países separados pelo estreito de Formosa não fazem um acordo tão grande como este: cerca de 800 produtos terão suas tarifas reduzidas para a circulação entre os dois lados.

As negociações entre Beijing e Taipei foram feitas pela Associação para as Relações através do Estreito (ARATS) e a Fundação Intercâmbios do Estreito (SEF), respectivamente.

Mas o que isso representa para as relações sino-taiuanesas?

Maior aproximação para uma futura unificação, ou um "mal necessário" para a economia da "ilha rebelde"?


A oposição do país, que tem sua força no Partido Progressista Democrático, do ex-presidente Chen Shui-bian, diz que esse acordo representa um "cavalo de tróia" de Beijing para esse processo de unificação.

Por outro lado há o governo do Kuomitang, liderado pelo atual presidente Ma Ying-Jeou que, desde que assumiu o cargo, vem fazendo políticas de aproximação, que vê no acordo um passo necessário para a sobrvivência comercial de Taiwan.

Qualquer dessas duas versões só serão validadas por ações futuras e, tanto pode representar um grande passo para uma futura unificação, quanto um passo contra ela uma vez que uma das maiores atrações para essa ação é justamente a comercial. Com um bom acordo de livre-comércio em mãos será que Taiwan aceitaria sua unificação a China?

É esperar para ver, mas o dinheiro, num primeiro momento, continua a ser algo que supera qualquer posição política, quem sabe não será a ponte para outra ação no estreito.














Um amigo tirou essa foto que comprova a genialidade chinesa: é a FeiChang Kele (numa tradução livre algo como "Muita Coca") cujo slogan é sincero: "A Coca dos chineses".

Você, estrangeiro de passagem na China, saberia distinguir a FeiChang da Coca original?

Agradecimentos ao MingLi por essa foto genial!

A política na terra do sol nascente parece estar perseguindo algum tipo de recorde: com a renúncia do PM Yukio Hatoyama (do Partido Democrata do Japão) já são quatro Primeiro-Ministros que renunciam com menos de 1 ano no poder desde 2006. Será que o Livro dos Recordes tem alguma marca parecida?

Hatoyama chegou ao cargo quebrando quase 60 anos consecutivos do rival PLD no cargo. E uma de suas promessas de campanha era: retirar as bases militares norte-americanas do país. Aparentemente nada mais justo que um estado soberano decidir internamente sobre o caso, mas não é tão simples assim. 

Hatoyama não é o primeiro PM a querer fazer isso desde 1947 quando EUA e Japão firmaram acordo para a instalação das mesmas e os japoneses renunciaram de se armar tornando-se assim dependente dos americanos na área de defesa.

Mas como mudar a constituição de seu país em um assunto tão delicado especialmente quando essas bases são fundamentais para as pretensões da nação mais bem armada do mundo? Será que os 51% da população japonesa a favor de uma mudança constitucional na área é o suficiente?Para dificultar as pretensões de Hatoyama as tensões Coréia do Sul e Norte cresceram devido ao ataque ao navio sul-coreano Cheonan (alegadamente feito pelos norte-coreanos) e a permanente tensão China-Taiwan que, a qualquer momento, pode se tornar mais séria dependendo dos políticos locais. Ou seja, retórica e justificativas para se manter a base aonde está e como está os americanos e conservadores japoneses tem de monte.

E, pior que isso, o Japão realmente não está preparado para enfrentar, por exemplo, uma Coréia do Norte nuclear se essa for a eventualidade. No máximo poderá se defender de ataques "normais" e não por muito tempo.

Essa realidade então coloca os japoneses entre duas opções na área de defesa: ou continuar com seu plano pacífico e simplesmente aceitar a política norte-americana para a Ásia ou romper com esse plano (o que não seria fácil já que os EUA não desistiriam tão facilmente) e desenvolver seus próprios métodos de defesa. O que, devido as tensões locais, teria de ser um plano muito ambicioso e caro. Não há meio termo para essa questão.

Hatoyama, com o fracasso de sua principal proposta e uma popularidade abaixo de 20%, decidiu então renunciar para não prejudicar a imagem de seu partido nas eleições para a câmara alta do Parlamento em julho desse ano. E, se ele não é o primeiro político a não cumprir o que promete, fica essa lição: não prometa algo que não lhe cabe decidir sozinho.

Enquanto isso lá na ilha de Okinawa, onde 75% dos militares americanos ainda estão locados, os moradores, que correspondem a 1% da população japonesa, continuam reclamando e vendo barbaridades acontecerem. Já os militares dos EUA continuam com direitos quase diplomáticos: qualquer crime que cometam por lá não será julgado localmente e sim conforme as leis americanas.

Cada um pode tirar mais claramente suas conclusões sobre o futuro das bases norte-americanas no Japão agora e se até os próximos PMs do país irão falar sobre o assunto.