Filipinas é um país majoritariamente cristão, cerca de 90% da população. Os outros 10% é dividido entre o islamismo e outras religiões.

Desde 1981 o Governo do país tem problemas com o movimento "Fronte de Libertação Moro-Islâmico" (MILF, na sigla em inglês), que se formou na ala radical de outro movimento cuja proposta é similar. O MILF quer a formação de estado Moro-Islâmico independente das Filipinas.

A ação do grupo está centrada nas áreas de Mindanao, arquipélado de Sulu, Palawan, Basilan e outras ilhas vizinhas onde a maioria dos 4.5 milhões de muçulmanos do país vivem. O grupo ainda conta com estimados 11,000 soldados.

Agora o governo de Gloria Arroyo e o MILF parecem estar chegando em um acordo bom para ambos os lados: uma região no sul do país só para os muçulmanos. O possível entrave é somente o constitucional, já que mudanças na lei deverão ser feitas, mas o pedido de Arroyo para o Congresso de permitir a criação desse novo "estado" já foi encaminhado.

O novo acordo, feito e refeito pelo Governo, prevê que sim, esse novo estado continuará respondendo à Manila mas o MILF terá maior controle sobre os recursos econômicos da região.

Há também razões históricas envolvendo a região. O MILF alega que os muçulmanos perderam controle da região quando os colonizadores espanhóis por lá chegaram em 1564. Alías, o próprio nome "Filipinas" é uma homenagem dos ex-colonizadores ao imperador Felipe II.