Em um país onde até o ano 2000 o homosexualismo era considerado uma doença o fato de, 9 anos depois, já ser permitido ter uma manifestação a favor deles é um avanço.
A Primeira Parada Gay da China aconteceu em Shanghai e reuniu somente 2 mil pessoas. É muito pouco principalmente se considerarmos que a maioria era de estrangeiros.
Mas fica aberto um precedente para os anos futuros que, esperam os ativistas dessa área que lá estão, sejam melhores que este.
Para mim surpreendeu. Sério, superou todas expectativas. Durante o discurso pelo Oscar de Melhor Ator recebido por Sean Penn pelo filme "Milk", que retrata a história do primeiro ativista homossexual eleito a um cargo político nos EUA, a palavras "gay" e "lésbica" foram censuradas na Ásia.
A responsável pela transmissão do evento no continente, a emissora Star, simplesmente cortou as palavras no discurso em que Penn agradece o apoio da comunidade gay. Fora o absurdo óbvio fico pensando se eles substituíram tais palavras e, em caso positivo, quais outras entraram em seu lugar...
O número de adolescentes homossexuais na Tailândia que optam por fazer castração vem crescendo dos últimos anos e o Ministério da Saúde do país se mostra preocupado com a situação.
Para acabar, ou ao menos coibir, o Governo irá proibir esse tipo de cirurgia. Um documento feito pelo Ministério alerta que a operação dos testículos em adolescentes gays oferece grande risco e que não é uma garantia que a pessoa terá uma aparência feminina.

Uma das medidas tomadas será a suspensão de qualquer médico que fizer a operação de menores de 18 anos sem a autorização prévia dos pais como ainda acontece. Além disso os hospitais que fazem tais operações serão fechados.
Mas, de acordo com Nathee Teerajanapong, presidente da Associação dos Transexuais do país, um grande drama aflige os adolescentes gays: para fazer tal cirurgia eles ameaçam se matar para obter a autorização dos pais.
A Tailândia é um país muito conhecido por seus travestis que já viraram parte da "cultura" do país e atração turística. Há até um ditado que diz: "Se a mulher é muito perfeita, ela é travesti", devido ao número de cirurgias que essas pessoas se submetem. Enfim, se não for bem fiscalizada a tendência é criar um grande mercado negro de cirurgias.

Choi Hyun-soo, 51 anos, anunciou que irá concorrer por uma vaga de deputada em Seul nas eleições de abril. Nada demais, exceto que Choi é a primeira candidata às eleições parlamentares na Coréia do Sul que é declaradamente gay.
Ela assumiu que é lésbica em 2004 quando assumiu o cargo de presidente do comitê de Minorias Sexuais do partido democrata-trabalhista. Prometeu que, caso seja eleita, irá continuar lutando pelas minorias.
Essa é uma daquelas notícias que te pega de surpresa devido simplesmente por ser inusitado. Ao menos eu nunca havia ouvido falar de algo assim. Vamos lá.
Novembro passado. OS bancos de investimento Crédit Suisse, Goldman Sachs, Izhman, Merrill Lynch e UBS patrocinam juntos uma noite de cinema em Hong Kong. O filme a ser exibido é "The Bubble" (http://www.imdb.com/title/tt0476643/). Uma simples ação de marketing ia você, caro leitor, achar, não é mesmo? É uma ação de marketing, mas temos de ler entre essas linhas invisíveis da internet. Esse filme fala sobre o relacionamento gay entre um palestino e um soldado israelense.
Pois é, a idéia desses bancos é de atrair funcionários gays para suas corporações. Não é também que há uma "preferência" pelos homossexuais lá dentro, nem que na porta de entrada dessas empresas há uma placa com os dizeres: "Se você não é gay, dê meia volta".
Isso é puramente um resultado do mercado. Sim, o "monsto sisti", como diria Raul Seixas. Na briga para recrutar os melhores funcionários esses bancos querem simplesmente se certificarem que gays talentosos não sentirão-se intimidados a pleitear o emprego por preconceito. Ou, por intolerância. Vamos lembrar que se em alguns países asiáticos como a Tailândia, Filipinas e Hong Kong a comunidade é bem aceita na China, por exemplo, isso era doença até o começo desse século.
Contra o sistema
Sim, em alguns países asiáticos como a Índia, é ilegal ser homossexual. Então esses bancos estão sim, sem querer romantizar, enfrentando o sistema e até a cultura asiática. Mas isso não é o problema.
De acordo com meu amigo Stephen Golden, que é vice-presidente do Goldman Sachs e ajuda a coordenar o programa global de liderança e diversidade do banco: "A Índia é um daqueles lugares onde as leis relacionadas à homossexualidade não mudaram, mas a sociedade mudou. Temos funcionários declaradamente gays que foram transferidos para a India e nunca tiveram problemas. Eles entendem o ambiente cultural e já tiveram experiencias muito boas".
Vejam bem, já há departamentos específicos nesses bancos para cuidar da "diversidade". Claro, isso em nível mundial. E segundo Cheryl de Souza, outra grande amiga (beijos!) diretora de diversidade e inclusão do banco Lehman para a Ásia: "Andando por alguns escritórios de Hong Kong, dá para perceber que hoje há pessoas que se sentem confortáveis em ter uma fotografia do parceiro (do mesmo sexo) sobre a mesa, e isso é um progresso enorme".
Então amigos, isso vem como uma boa iniciativa dos bancos e a conclusão é que tudo deve vir na iniciativa privada, da sociedade civil. A política não consegue acompanhar a mudança da sociedade. E, parabéns aos bancos!