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Em um país onde até o ano 2000 o homosexualismo era considerado uma doença o fato de, 9 anos depois, já ser permitido ter uma manifestação a favor deles é um avanço.

A Primeira Parada Gay da China aconteceu em Shanghai e reuniu somente 2 mil pessoas. É muito pouco principalmente se considerarmos que a maioria era de estrangeiros.

Mas fica aberto um precedente para os anos futuros que, esperam os ativistas dessa área que lá estão, sejam melhores que este.
A grande maioria da população tailandesa é budista, isso é bem sabido. Assim muito entram na vida religiosa como um meio de se sustentar, no Brasil um "correspondente" seria ingressar no exército talvez.

Atualmente porém parte da sociedade civil e até mesmo clérigos estão reclamando de um comportamente considerado "afeminado" dos jovens monges.

Visando então acabar/ reduzir com o uso de maquiagem e túnicas apertadas (fico imaginando como é uma túnica assim) autoridades do país estão adotando aulas de "boas maneiras" em um seminário budista no norte do país. Se "pegar", a pretensão é aumentar esse curso.

O que me chama atenção primeiramente é a aparente incompatibilidade com uma vida celibata e de auto-disciplina. Não que um homossexual não possa ser um monge, pois já que será celibato, qual é a grande diferença?

Outro aspecto que me chama a atenção e é fato é similar ao que acontece na classe política brasileira: exercem não pelo talento em fazê-lo, mas pela recompensa financeira. Tudo bem, no caso dos monges duvido que tenham grandes lucros, mas ao menos não morrem de fome.

E, por fim, é digno de nota ressaltar que a Tailândia é um dos países mais tolerantes com a homosexualidade na Ásia, onde se fala abertamente sobre isso. Uma das "atrações" do país são justamente os travestis que mais parecem mulheres mesmo.
Para mim surpreendeu. Sério, superou todas expectativas. Durante o discurso pelo Oscar de Melhor Ator recebido por Sean Penn pelo filme "Milk", que retrata a história do primeiro ativista homossexual eleito a um cargo político nos EUA, a palavras "gay" e "lésbica" foram censuradas na Ásia.

A responsável pela transmissão do evento no continente, a emissora Star, simplesmente cortou as palavras no discurso em que Penn agradece o apoio da comunidade gay. Fora o absurdo óbvio fico pensando se eles substituíram tais palavras e, em caso positivo, quais outras entraram em seu lugar...
Diferentemente de outros países, como o Brasil, o dia dos namorados na China é comemorado hoje. Dessa vez alguns gays e lésbicas no países resolverem aproveitar a data para chamar atenção e protestar.

Em um país onde, até 8 anos atrás, o homosexualismo era considerado uma doença, é óbvio que sua sociedade é mais conservadora. Então, fica registrado aqui na matéria da Reuters esse protesto interessante que aconteceu em Beijing.
O número de adolescentes homossexuais na Tailândia que optam por fazer castração vem crescendo dos últimos anos e o Ministério da Saúde do país se mostra preocupado com a situação.

Para acabar, ou ao menos coibir, o Governo irá proibir esse tipo de cirurgia. Um documento feito pelo Ministério alerta que a operação dos testículos em adolescentes gays oferece grande risco e que não é uma garantia que a pessoa terá uma aparência feminina.

Uma das medidas tomadas será a suspensão de qualquer médico que fizer a operação de menores de 18 anos sem a autorização prévia dos pais como ainda acontece. Além disso os hospitais que fazem tais operações serão fechados.

Mas, de acordo com Nathee Teerajanapong, presidente da Associação dos Transexuais do país, um grande drama aflige os adolescentes gays: para fazer tal cirurgia eles ameaçam se matar para obter a autorização dos pais.

A Tailândia é um país muito conhecido por seus travestis que já viraram parte da "cultura" do país e atração turística. Há até um ditado que diz: "Se a mulher é muito perfeita, ela é travesti", devido ao número de cirurgias que essas pessoas se submetem. Enfim, se não for bem fiscalizada a tendência é criar um grande mercado negro de cirurgias.

Choi Hyun-soo, 51 anos, anunciou que irá concorrer por uma vaga de deputada em Seul nas eleições de abril. Nada demais, exceto que Choi é a primeira candidata às eleições parlamentares na Coréia do Sul que é declaradamente gay.

Ela assumiu que é lésbica em 2004 quando assumiu o cargo de presidente do comitê de Minorias Sexuais do partido democrata-trabalhista. Prometeu que, caso seja eleita, irá continuar lutando pelas minorias.
Essa é uma daquelas notícias que te pega de surpresa devido simplesmente por ser inusitado. Ao menos eu nunca havia ouvido falar de algo assim. Vamos lá.

Novembro passado. OS bancos de investimento Crédit Suisse, Goldman Sachs, Izhman, Merrill Lynch e UBS patrocinam juntos uma noite de cinema em Hong Kong. O filme a ser exibido é "The Bubble" (http://www.imdb.com/title/tt0476643/). Uma simples ação de marketing ia você, caro leitor, achar, não é mesmo? É uma ação de marketing, mas temos de ler entre essas linhas invisíveis da internet. Esse filme fala sobre o relacionamento gay entre um palestino e um soldado israelense.

Pois é, a idéia desses bancos é de atrair funcionários gays para suas corporações. Não é também que há uma "preferência" pelos homossexuais lá dentro, nem que na porta de entrada dessas empresas há uma placa com os dizeres: "Se você não é gay, dê meia volta".

Isso é puramente um resultado do mercado. Sim, o "monsto sisti", como diria Raul Seixas. Na briga para recrutar os melhores funcionários esses bancos querem simplesmente se certificarem que gays talentosos não sentirão-se intimidados a pleitear o emprego por preconceito. Ou, por intolerância. Vamos lembrar que se em alguns países asiáticos como a Tailândia, Filipinas e Hong Kong a comunidade é bem aceita na China, por exemplo, isso era doença até o começo desse século.

Contra o sistema
Sim, em alguns países asiáticos como a Índia, é ilegal ser homossexual. Então esses bancos estão sim, sem querer romantizar, enfrentando o sistema e até a cultura asiática. Mas isso não é o problema.

De acordo com meu amigo Stephen Golden, que é vice-presidente do Goldman Sachs e ajuda a coordenar o programa global de liderança e diversidade do banco: "A Índia é um daqueles lugares onde as leis relacionadas à homossexualidade não mudaram, mas a sociedade mudou. Temos funcionários declaradamente gays que foram transferidos para a India e nunca tiveram problemas. Eles entendem o ambiente cultural e já tiveram experiencias muito boas".

Vejam bem, já há departamentos específicos nesses bancos para cuidar da "diversidade". Claro, isso em nível mundial. E segundo Cheryl de Souza, outra grande amiga (beijos!) diretora de diversidade e inclusão do banco Lehman para a Ásia: "Andando por alguns escritórios de Hong Kong, dá para perceber que hoje há pessoas que se sentem confortáveis em ter uma fotografia do parceiro (do mesmo sexo) sobre a mesa, e isso é um progresso enorme".

Então amigos, isso vem como uma boa iniciativa dos bancos e a conclusão é que tudo deve vir na iniciativa privada, da sociedade civil. A política não consegue acompanhar a mudança da sociedade. E, parabéns aos bancos!
A Indonésia, sempre gosto de citar, o maior país muçulmano do mundo, reconhece em sua constituição apenas dois gêneros: masculino e feminino.

Pois associações de travestis do país organizaram um protesto que pede ao governo os mesmos benefícios oferecidos a qualquer outro cidadão. Alegam que, principalmente quando se trata de trabalho, são discriminados e acham dificuldades para achar.

O porta-voz do Ministério do Trabalho, Irianto Simbolon, não considera esse um problema do governo. "Os 'waria' não teriam problemas em conseguir um trabalho se permanecessem com o gênero que nasceram".

A curiosidade fica na palavra "waria" que é uma palavra formada pela junção de outrs duas: "wanita e pria", que significam mulher e homem, respectivamente.
- O site YouTube, que havia sido bloqueado em 17 de outubro, voltou a funcionar na China no último dia 30. As razões para o bloqueio ainda não foram esclarecidas, mas especialistas dizem que se deve ao 17º Congresso do Partido Comunista que estava ocorrendo naquela semana e também por alguns vídeos do Dalai Lama;

- Alías, o Governo Chinês alertou o vaticano sobre as "sérias repercussões" para suas relações caso o Papa Bento XVI se encontre de fato com Dalai Lama no próximo 13 de dezembro. Reação esperada e já mostrada quando Dalai Lama encontrou com líderes políticos recentemente. O Vaticana não confirma tal encontro;

- Wu Youjian, uma senhora de 60 anos de Cantão, criou um blog para defender e explicar sua experiência com seu filho, Zheng Yuantao, de 27 anos, que é homossexual. Zheng foi o primeiro a assumir a homossexualidade em Cantão. e, desde 2001 trabalha como editor de um site para gays;

- O Governo Chinês afirmou que reprimirá manifestações não autorizadas em nas Olimpíadas de 2008. Para se fazer uma manifestação durante os jogos é necessário uma permissão esclarecendo seu propósito, hora e percurso. Muitos grupos de direitos humanos protestam contra a China, a AI (Anistia Internacional) iniciou nesta sexta-feira uma campanha para recolher assinaturas por e-mail com o título "Pequim 2008: que todos vejam o que se joga na China";

- A Feira Internacional de Jóias de Beijing apresentou nesta sexta-feira objetos um tanto quanto incomuns feitos de ouro. Um Mao ZeDong, uma gravata, carros de miniatura e até sapatos. Isso só vem a refletir a classe média e alta que cresce e está em busca de produtos de grande valor;
No último sábado aconteceu em Taiwan a 5ª Edição de sua Parada Gay e se tornou a maior demonstração do Orgulho Gay na Ásia.

Cerca de 10 mil pessoas partiram na praça Sun Yat-Sen e andaram até a prefeitura de Taipé e, Ma Ying jeou, pré-candidato à presidência do país prometeu aprovar uma lei contra a discriminação e outra a favor da união de pessoas do mesmo sexo caso seja eleito. Taipé já chegou a ser eleita uma das cidades mais "gay friendly" do mundo segundo a revista norte-americana 'Out'.