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Desde 1949 os países separados pelo estreito de Formosa não fazem um acordo tão grande como este: cerca de 800 produtos terão suas tarifas reduzidas para a circulação entre os dois lados.

As negociações entre Beijing e Taipei foram feitas pela Associação para as Relações através do Estreito (ARATS) e a Fundação Intercâmbios do Estreito (SEF), respectivamente.

Mas o que isso representa para as relações sino-taiuanesas?

Maior aproximação para uma futura unificação, ou um "mal necessário" para a economia da "ilha rebelde"?


A oposição do país, que tem sua força no Partido Progressista Democrático, do ex-presidente Chen Shui-bian, diz que esse acordo representa um "cavalo de tróia" de Beijing para esse processo de unificação.

Por outro lado há o governo do Kuomitang, liderado pelo atual presidente Ma Ying-Jeou que, desde que assumiu o cargo, vem fazendo políticas de aproximação, que vê no acordo um passo necessário para a sobrvivência comercial de Taiwan.

Qualquer dessas duas versões só serão validadas por ações futuras e, tanto pode representar um grande passo para uma futura unificação, quanto um passo contra ela uma vez que uma das maiores atrações para essa ação é justamente a comercial. Com um bom acordo de livre-comércio em mãos será que Taiwan aceitaria sua unificação a China?

É esperar para ver, mas o dinheiro, num primeiro momento, continua a ser algo que supera qualquer posição política, quem sabe não será a ponte para outra ação no estreito.
A política na terra do sol nascente parece estar perseguindo algum tipo de recorde: com a renúncia do PM Yukio Hatoyama (do Partido Democrata do Japão) já são quatro Primeiro-Ministros que renunciam com menos de 1 ano no poder desde 2006. Será que o Livro dos Recordes tem alguma marca parecida?

Hatoyama chegou ao cargo quebrando quase 60 anos consecutivos do rival PLD no cargo. E uma de suas promessas de campanha era: retirar as bases militares norte-americanas do país. Aparentemente nada mais justo que um estado soberano decidir internamente sobre o caso, mas não é tão simples assim. 

Hatoyama não é o primeiro PM a querer fazer isso desde 1947 quando EUA e Japão firmaram acordo para a instalação das mesmas e os japoneses renunciaram de se armar tornando-se assim dependente dos americanos na área de defesa.

Mas como mudar a constituição de seu país em um assunto tão delicado especialmente quando essas bases são fundamentais para as pretensões da nação mais bem armada do mundo? Será que os 51% da população japonesa a favor de uma mudança constitucional na área é o suficiente?Para dificultar as pretensões de Hatoyama as tensões Coréia do Sul e Norte cresceram devido ao ataque ao navio sul-coreano Cheonan (alegadamente feito pelos norte-coreanos) e a permanente tensão China-Taiwan que, a qualquer momento, pode se tornar mais séria dependendo dos políticos locais. Ou seja, retórica e justificativas para se manter a base aonde está e como está os americanos e conservadores japoneses tem de monte.

E, pior que isso, o Japão realmente não está preparado para enfrentar, por exemplo, uma Coréia do Norte nuclear se essa for a eventualidade. No máximo poderá se defender de ataques "normais" e não por muito tempo.

Essa realidade então coloca os japoneses entre duas opções na área de defesa: ou continuar com seu plano pacífico e simplesmente aceitar a política norte-americana para a Ásia ou romper com esse plano (o que não seria fácil já que os EUA não desistiriam tão facilmente) e desenvolver seus próprios métodos de defesa. O que, devido as tensões locais, teria de ser um plano muito ambicioso e caro. Não há meio termo para essa questão.

Hatoyama, com o fracasso de sua principal proposta e uma popularidade abaixo de 20%, decidiu então renunciar para não prejudicar a imagem de seu partido nas eleições para a câmara alta do Parlamento em julho desse ano. E, se ele não é o primeiro político a não cumprir o que promete, fica essa lição: não prometa algo que não lhe cabe decidir sozinho.

Enquanto isso lá na ilha de Okinawa, onde 75% dos militares americanos ainda estão locados, os moradores, que correspondem a 1% da população japonesa, continuam reclamando e vendo barbaridades acontecerem. Já os militares dos EUA continuam com direitos quase diplomáticos: qualquer crime que cometam por lá não será julgado localmente e sim conforme as leis americanas.

Cada um pode tirar mais claramente suas conclusões sobre o futuro das bases norte-americanas no Japão agora e se até os próximos PMs do país irão falar sobre o assunto.

* Matéria feita pelo The New York Times e traduzida para português no Terra. É só clicar na matéria para ir direto ao site.
Todos aqui sabem que Thaksin Shinawatra (ทักษิณ ชินวัตร) é acusado de corrupção em seu país. Diversos atos teriam ocorrido durante seu exercício político entre 2001 e 2006, alías, ele foi o 1º primeiro-ministro da Tailândia a realmente completar um termo no poder. Depois disso nós sabemos o que vem acontecendo por lá...

No começo do mês de novembro ele foi então condenado a 2 anos de prisão por esses crimes. O que fez ele? Fugiu!

E foi encontrar abrigo aonde? Em Camboja, com quem a Tailândia tem longa fronteira. Mas como? O governo cambodjano o nomeu "Consultor Econômico" pessoal do primeiro-ministro, Hun Sen. Provocação? Possivelmente.

Mas o Camboja também não quer extraditar Thaksin alegando que a condenação tem cunho político. E qual o interesse do Camboja nisso, você pergunta?

Uma raiva ainda acumulada pela Tailândia ter ocupado suas terras durante a 2ª Guerra Mundial? Pode ser. Mas há provavelmente muito mais por trás disso tudo do que podemos ver, e, por trás disso tudo deve haver dinheiro, grana, bufunfa... 

Bom, até agora os fatos são que os embaixadores dos dois países foram expulsos e que, me surpreende, Thaksin Shinawatra mudou de nome!

Segundo informação do Vice-Ministro de Relações Internacionais da Tailândia, Panich Vikitsreth, alguns países da África, como Uganda, da América do Norte (Nicaragua), mais Dubai e, claro, Camboja, cederam a Shinawatra um novo passaporte (já que seu passaporte diplomático tailândes foi revogado), onde seu nome foi mudado para: Takki Shinegra!

Isso obviamente pode dificultar quando a Tailândia pedir a extradição de Shinawatra já que, para os países que ele visitar, ele não usará esse nome. Uma atitude muito madura, não?
Todas as matérias do francês Le Monde, traduzidos no UOL Internacional, vale a pena conferir:

O Partido Comunista Chinês é desafiado por advogados

Xangai: em um bairro descolado, o local de nascimento do Partido Comunista Chinês

Na China, as montanhas de Jinggangshan, berço do Exército Revolucionário

Não há no mundo tantas tendências políticas que justifique tantos partidos. Mesmo assim há diversos partidos que se dizem diferentes, e não são.

Porém, de tempos em tempos aparece um partido realmente diferente mesmo que sua proposta possa parecer, ou ser, a mais maluca possível. Esse é o caso do Partido da Realização da Felicidade, do Japão.

Eles já publicaram seu manifesto em japonês e inglês e pode ser lido no site oficial do Partido cujas proposta são mais "pés no chão" do que o nome faz transparecer.

Por exemplo, o PRF (inventei a sigla agora) propõe uma nova constituição no Japão, redução de taxas, proteção contra os mísseis norte-coreanos e, claro, a realização da verdadeira felicidade. Mas, o que seria isso?

Fica a impressão de que há algo não necessariamente político, certo? Certíssimo. Esse partido é o braço político de um novo grupo religioso no país chamado "Ciência Feliz". Não me pergunte que não sei como isso funciona.
* Do UOL Notícias, matéria muito boa, com vídeos e toda a trajetória da reeleição de Ahmadinejad.

É só clicar no post para ir direto!
Neste domingo Dalai Lama se encontrou com o prefeito de Paris e recebeu nada menos que o título de cidadão honorário da Cidade Luz.

Claro, em nome do povo chinês, o governo alertou para que a França não cometesse erros em relação à questão Tibetana. Se referindo ao caso mais recente que diz respeito ao encontro do presidente Sarkosy com o Dalai Lama.

Gostei muito da resposta honesta do prefeito de Paris, o socialista Bertrand Delanoe. Primeiro disse que essa honra é uma iniciativa da cidade, e não do governo francês, evitando assim possíveis generalizações. Também disse que não havia questão de "interferência" no caso e terminou dizendo "não há chance de renunciar às minhas convicções, sem a intenção de ser provocativo".

A mais sã das declarações pois, se o governo chinês não reconhece Dalai Lama como alguém que merece ser ouvido tampouco pode (e deve) impedir que outros países e governos o façam.

Outro destaque dessa visita em que Dalai Lama se reuniu com parlamentares franceses pró-Tibete e membros da comunidade tibetana e chinesa em Paris, foi suas declarações fortes: "Eu tenho um sentimento, desde março de 2008, de que uma nação muito antiga e sua herança e cultura tinham recebido a pena de morte".

Sem querer analisar uma questão tão séria e que, sendo sincero, não me sinto capaz de analisar tão profundamente com o risco de ser superficial como acredito que muitos de nós, estrangeiros no assunto, o somos. Sem querer simplificar e sem querer fazer disso uma questão política...

(Tentando) pensar somente nos tibetanos, em sua cultura e história e que viram, em algo como 50 anos, sua população se transformar em minoria no seu território, penso que as declarações do Dalai Lama tem muita razão em serem ditas.
Segundo fontes de inteligência da Coréia do Sul o líder norte-coreano Kim Jong-il já tem escolheu seu sucessor. Com suspeitas de estar com sua saúde fragilizada a "coroa" deve ser passada ao seu filho mais novo, de 26 anos, Kim Jong-Un.

O possível futuro novo líder da Coréia do Norte estudou na Suíça e, dizem colegas de escola, é fã de basquete e do ator Jean Claude Van Damme. Notícias mais recentes o apontam como um fã da bebida e um sujeito acima do peso.

É difícil saber muitos detalhes de sua vida ou até conseguir fotos já que desde seu retorno ao seu país Kim Jong-Un é mantido fora dos holofotes. No entanto ele é sim apontado para subir ao trono em 2012, ano do centenário de nascimento do pai dos norte-coreanos, Kim Il Sung, seu avô.

Isso se confirmando a Coréia do Norte entrará para a história: o 1º país comunista a ter uma dinastia!
Faz pouco tempo que fiz uma matéria sobre Hu Yaobang, um dos responsáveis pela revolta da Praça da Paz em Beijing, que está completando 20 anos.

Há também outro político do alto escalão chinês que é "esquecido" por lá e que, depois de 4 anos da sua morte, tem sua auto-biografia publicada.

Zhao Ziyang (赵紫阳) foi Premiêr do país entre 1980 e 87, assumindo o cargo de Secretário Geral do Partido Comunista Chinês de 1987 até 89, quando foi mandado para uma prisão domiciliar.

Assim como Hu Yaobang, o Sr. Zhao era mais "modernista" e queria, por exemplo, lutar contra a corrupção e ineficiência do estado privatizando as empresas estatais. Sugeria a separação do estado do partido e maior liberação para o livre mercado.

Na década de 70 promoveu grandes mudanças econômicas em Sichuan que aumentou a produção da pronvíncia em 81% e assim foi indicado por Deng Xiaoping a fazer parte do Politiburo assumindo grande papel na política chinesa da época.

Mas quando veio as manifestações de 1989 os setores conservadores do PCC o acusaram de simpatizar com os estudantes e aí o mandaram para sua casa onde ficou preso até sua morte em 2005.

Durante esses 15 anos preso Zhao Ziyang foi ajudado por 4 ex-assessores a registrar suas memórias em um gravador e agora tudo isso foi compilado no livro "Prisioneiro do Estado", lançado essa semana em Hong Kong.

Du Daozheng, um desses assessores, declarou: "Zhao Ziyang se sentia responsável diante da nação chinesa, diante da história, diante das pessoas comuns. Não tinha qualquer preocupação quanto à vergonha ou glória que lhe pudesse caber, defendeu a verdade e o povo e se recusou a ceder, tergiversar ou recuar".

Encorajado a escrever Zhao Ziyang relata, por exemplo, como as manifestações de 1989 foram enfrentadas pelos políticos da época e também seu tempo na prisão. Sem dúvida uma grande contribuição para entender a recente história chinesa, não é verdade? Pena que a imensa maioria dos chineses não terão essa oportunidade, uma vez que o livro não vai ser lançado na China continental.
Há uma pergunta que paira na China: "Se consegue viver com a democracia?". Em um país com história tão longa que nunca praticou tal exercício a negativa dessa pergunta pode ser usada para perpetuar quem está no poder.

Jackie Chan, que nasceu em Hong Kong, muitas vezes se aventura na política. Dessa vez, no Fórum Boao, disse: "Estou começando gradualmente a sentir que os chineses precisam ser controlados". O que, obviamente, causou muitas reações em Hong Kong, Taiwan e até na China Continental.

Se por um lado ele deu somente sua opinião (e muitos chineses também concordam) me parece que, estrela pública que é, um dos maiores astros asiáticos no mundo, deveria medir suas palavras antes de proferí-las.

Fora a "inexperiência" não há nada que aponte fracasso em uma possível democracia chinesa. "Taxar" o povo chinês como Chan fez creio que seja lamentável.

Leia a matéria do The New York Times, com tradução do UOL Mídia Global clicando nesse post e pense a respeito.
*Essa é uma entrevista do jornal alemão Der Spiegel com o ex-primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, apresentando seu ponto de vista sobre as novas turbulências que seu país passa.

Vale a pena ler para ao menos tentar entender o que passa na vida política tailandesa, ainda muito controlada por grupos já antigos na cena e que não querem "largar o osso". É só clicar no post para ler a tradução do UOL.
Chame de preguiça ou falta de tempo, mas esse post não será meu.

No meio do polêmico lançamento do foguete, satélite, ou qualquer coisa que os valha, aqui tem uma matéria interessante sobre o Ditador Norte Coreano Kim Jong-il no Financial Times. Tradução do UOL, basta clicar
aqui.

Por fim, uma matéria sobre a viagem do publicitário Washington Olivetto à Shanghai. Ele fala um pouco de suas impressões quando esteve lá em 2001. Vale a pena dar uma lida
aqui.

Bom domingo a todos!
A Reunião da Asean, que aconteceria em Pattaya, na Tailândia, foi cancelada. Fico com a impressão que foi marcada para ser cancelada mesmo. Todos sabem o momento delicado, de muitos protestos no país, que a Tailândia está passando. Então muitos manifestantes invadiram um dos prédios da Asean e acabou, reunião cancelada.

Relembrando: esses manifestantes apóiam o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra e pedem a renúncia do atual Abhisit Vejjajiva dizendo que este não foi eleito democraticamente.

Além de todos os integrantes da Asean (Brunei, Mianmar, Cambódia, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã) iriam participar dessa reunião a Austrália, Nova Zelândia, Índia, Japão, Coreia do Sul e China. Se pensarmos que algo de bom sairia daí é lamentável o cancelamento da reunião.

Essa foto aqui ao lado é da Reuters e mostra os manifestantes invadindo o prédio da Asean.
* Matéria bem feita pelo Le Monde e traduzida pelo UOL. E, mais irônico, Fujimori está usando esse julgamento para promover sua filha na vida política do Peru....

O Governo Chinês está dando sinais de uma abertura maior aos pouco e, pelo menos, na superfície. Neste sábado o Premiê, Wen Jiabao, participou de um chat promovido pelo site do governo chinês e a agência de notícias oficial do país, a Xinhua.

Um total de 14 mil perguntas foram enviadas para Wen JiaBao mas alguns assuntos não poderiam faltar. A crise econômica e as ações do governo foi uma delas, até a  "sapatada" que ele levou na Inglaterra entrou na pauta.

Mas o mais interessante foi Wen dizer que o povo "têm direito a criticar o Governo" e que  "têm direito a saber o que o Governo está fazendo e pensando, e a expressar sua crítica quanto à política governamental".

Não dúvidas que começar a falar sobre "enfrentar críticas" já é um grande avanço para um governo que, historicamente, nunca quis ouví-las. De qualquer maneira quando se vê que um cidadão é condenado a 6 anos de prisão por tentar fundar outro partido no país essas palavras entram em dúvida.

Quando se vê, como aconteceu esta semana, a prisão de um protestante passa-se a impressão que todos têm direito a criticar o Governo, desde que a crítica seja "aprovada" previamente.

Porém é verdade que o governo do país tem a necessidade de promover, em algum nível, uma abertura maior de diálogo. Uma notícia interessante nesse sentido foi o convite feito pelo governo chinês para que alguns internautas, céticos em relação as circunstâncias da morte de um prisioneiro, investigassem o caso por eles próprios.

A morte de Li Qiaming, 24 anos, preso por cortar árvores ilegalmente, foi supostamente causada por uma lesão cerebral. Muitos internautas questionaram o caso fortemente e Gong Fei, secretário de propaganda do governo de Yunnan (onde Li estava preso) soltou a seguinte declaração: "Convidamos internautas a investigar o caso no local, e esperamos que eles cheguem a suas próprias conclusões e difundam a informação que virem com seus próprios olhos junto ao maior número possível de pessoas".

Penso que uma abertura maior na China é inevitável e será feita de qualquer maneira e por quaisquer motivos, seja um maior diálogo com o povo e/ ou a própria sobrevivência do Partido Comunista Chinês.

Como diz aquele antigo ditado (escolha de onde): "Tudo tem dois lados". Outro também cabe bem nessa situação: "Quem tem mais dinheiro, manda". Enfim, poderia seguir nessa linha e gastar as teclas aqui.

Mas vejam vocês essa situação. No final do mês passado, janeiro portanto, a Assembléia Legislativa do Tibete teve um sessão diferente. Votou e aprovou por unanimidade a data de uma nova festa datada para dia 28 de março que foi batizada com o sutil nome de "Dia da Libertação da Escravidão". Traduzindo pro lado do governo chinês: dia em que o governo de Dalai Lama foi oficialmente abolido no Tibete. Motivo de comemoração, certo?

Traduzindo pro lado tibetano: uma ofensa e uma tentativa de ofuscar as comemorações do levante de março de 1959 quando eles se levantaram contra o então governo chinês que ocupava a região desde 1950 com medo que eles assassinassem o jovem Dalai Lama Tenzin Gyatso, que acabou se exilando na Índia. E lá permanece até hoje.

Beijing não admite conversar com o 14º Dalai Lama, não admite tornar Tibete em estado independente conforme foi acertado no começo turbulento do século 20, não admite a "hanização" (termo que inventei agora) que está sendo feita desde então. Tudo bem. Mas é ofensivo para qualquer um de bom senso e noção histórica instituir tal festa. Diria eu que dá um passo atrás em relação ao Tibete e dá desculpas para haver outro levante ainda esse ano, seguindo o exemplo do ano passado.

Por fim, quem será que controla essa tal Assembléia Tibetana....? Inútil responder, não?
O ano de 2008 foi muito difícil para a China e para o Partido Comunista do país. Apesar dos desastres naturais, dos protestos pró-Tibete e afins, as Olimpíadas de Beijing conseguiu um belo êxito sendo colocada entre as maiores da história.

Já este ano marca uma data "interessante" que muitos ativistas farão questão de lembrar e protestar: o 20º aniversário da manifestação estudantil na Praça da Paz. E, claro o PCC (Partido Comunista Chinês) não quer perder o controle de nada.

Nessa "esteira" entra uma campanha iniciada há pouco tempo na China Continental para censurar o conteúdo digital com "material inadequado", leia-se pornografia.

Até agora foram fechados mais de 1.250 sites, 3 milhões de itens de informação apagados e 40 pessoas presas. Os maiores sites de busca no país, Baidu e Google, foram censurados publicamente pelo Governo Chinês por demorarem a apagar esse tipo de material.

Anote aí no seu calendário: entre 15 de abril e 4 de junho será comemorado o "aniversário" dos protestos.

um PS: a Praça da Paz Celestial é muito bonita e tem como atrações, entre outras coisas, o Museu da Revolução e o Maosoléu de Mao ZeDong (sim, seu corpo está lá). Se você ainda não foi pra lá faça um tour virtual visitando o link: http://www.thebeijingguide.com/tiananmen_square/index.html
Nem todos gostaram do discurso de posse de Barack Obama nos Eua. O Governo chinês foi um deles.

Enquanto Obama falava: "Lembrem-se que gerações anteriores encararam o comunismo e o fascismo não apenas com mísseis e tanques, mas com vigorosas alianças e convicções duradouras", a rede estatal chinesa, CCTV, cortou o áudio e similares aconteceram quando as palavras "comunismo" e "dissidentes" apareciam.

Os motivos são mais que óbvios mas, vale ressaltar, essa censura aconteceu em meios de comunicação da China continental, em Hong Kong todos tiveram a transmissão na íntegra, inclusive em websites.
Uma pesquisa divulgada hoje mostrou que, entre dezembro e janeiro, o índice de popularidade do atual governo japonês caiu 6,3 pontos chegando assim aos 19,2% de aprovação. A taxa de desaprovação bateu 70,2%.

Pode-se atribuir isso à crise mundial que afeta a 2ª maior economia também, mas o primeiro-ministro Taro Aso já sinalizou que, tão cedo aprovem o orçamento deste ano assim como o extraordinário do ano passo, ele deve antecipar as eleições para seu sucessor.

O que deveria acontecer somente em setembro, deve acontecer entre abril e junho. Com essa queda de popularidade o líder do principal partido da oposição, Ichiro Ozawa, ganha cada vez mais força.