Mostrando postagens com marcador Diplomacia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diplomacia. Mostrar todas as postagens
A visita do presidente Barack Obama a Ásia, que culminará na reunião do G-20 em Seul, traz certa simbologia consigo. No campo interno depois de ser derrotado Obama sabe que, para ambicionar um reeleição em 2012, tem de fazer a economia do país voltar a crescer e, de fato, está se recuperando desde a crise de 2008.

No campo externo Obama quer aproveitar o momento de crescimento e uma das maneiras encontradas foi injetar US$ 600 bilhões no mercado para continuar a incentivar o consumo
interno e esse, alías, é um ponto de protesto de todos outros países do mundo pois um dólar mais forte só favorece os EUA e a China, que mantém moedas desvalorizadas.
A ida de Obama a Ásia marca então um "fim" da crise de 2008 e ele sabe muito bem onde deve investir para continuar a crescer: Ásia, o local que mais cresce no mundo e com maior potencial.

Para manter e conquistar mais espaço, tanto economicamente, quanto politicamente, Obama conta com o dinheiro de investimento americano e com a crescente antipatia e temor dos vizinhos do dragão asiático: a China.
Ao apoiar um assento permanente para a Índia no Conselho de Segurança da ONU Obama sabe o que
está fazendo, chama para o lado americano um dos grandes emergentes, que compartilha de um
sistema democrático comum, abre mais ainda seu mercado e, principalmente, contrabalancea a
crescente ambição, e, dizem alguns, arrogância chinesa naquela que, naturalmente, é a região
de influência chinesa.

E esse parece ser o recado principal do que será a reunião do G-20 em Seul e do próprio tour que Obama está fazendo na Ásia. Alías, a Ásia cresce na pauta americana, basta citar as recentes viagens de Hillary Clinto a região.

Reunião do G-20
Essa reunião coloca na mesma mesa simplesmente cerca de 90% do PIB mundial e pretende evitar uma contínua guerra cambial e sua escalada. O problema, aparentemente, é que só há uma proposta real na mesa e parte justamente dos EUA: limitar o superávit comercial em até 4% do PIB, passando disso o país teria de se esforçar para vender menos e comprar mais do resto do mundo.

A quem isso está direcionado? Claro, a China, que mantém seu modelo econômico amparado
justamente nisso. Uma clara demonstração que os EUA não está mais disposto a aceitar uma
China descompromissada e omissa com seu impacto no resto do mundo.

Por outro lado a China desconversa e culpa os próprios americanos por essa crise cambial. Os chineses sabem do seu poder e não estão dispostos a assumir sua culpa no cenário atual sob alegação que isso desaceleraria sua economia e, no final, isso seria pior para o mundo inteiro.

Um pouco mais sobre o Conselho de Segurança
Que o Conselho de Segurança da ONU precisa passar por uma reforma urgente não há dúvidas pois este parece parado no tempo e não reflete mais o cenário político e econômico atual. Os postulantes a um assento permanente são: Alemanha, mais uma representante européia, terceira economia do mundo, que seria barrada pela França e Reino Unido.

Brasil, um dos emergentes, um representante da América Latina mas com experiência de cooperação internacional colocada em dúvida devido a recentes aproximações com Irã e afins. É um dos fortes candidatos, mas pode "morrer na praia" facilmente.

Japão, uma das maiores economias do mundo, mas que seria barrado imediatamente pela China. Nesse sentido as chances japonesas são pequenas.

Índia, atrás da China, o principal emergente. Possui certas rusgas com os chineses mas, com o apoio
explícito dos EUA, pode conseguir entrar, em troca de apoio. Por fora ainda corre África do Sul, Egito e Nigéria, pois algum representante africano há de ter e suas economias vem se fortalecendo nos últimos tempos.

Breve conclusão
Com esse ataque duplo a China os EUA parece querer demonstrar que os chineses tem de se responsabilizar também no cenário internacional e, contando com o descontentamento e até medo de vizinhos asiáticos, irá fazer de tudo para limitar o poderia chinês na região.

E essa "briga", seja econômica ou política, deve realmente ajudar a definir o século em que estamos.
Desde 1949 os países separados pelo estreito de Formosa não fazem um acordo tão grande como este: cerca de 800 produtos terão suas tarifas reduzidas para a circulação entre os dois lados.

As negociações entre Beijing e Taipei foram feitas pela Associação para as Relações através do Estreito (ARATS) e a Fundação Intercâmbios do Estreito (SEF), respectivamente.

Mas o que isso representa para as relações sino-taiuanesas?

Maior aproximação para uma futura unificação, ou um "mal necessário" para a economia da "ilha rebelde"?


A oposição do país, que tem sua força no Partido Progressista Democrático, do ex-presidente Chen Shui-bian, diz que esse acordo representa um "cavalo de tróia" de Beijing para esse processo de unificação.

Por outro lado há o governo do Kuomitang, liderado pelo atual presidente Ma Ying-Jeou que, desde que assumiu o cargo, vem fazendo políticas de aproximação, que vê no acordo um passo necessário para a sobrvivência comercial de Taiwan.

Qualquer dessas duas versões só serão validadas por ações futuras e, tanto pode representar um grande passo para uma futura unificação, quanto um passo contra ela uma vez que uma das maiores atrações para essa ação é justamente a comercial. Com um bom acordo de livre-comércio em mãos será que Taiwan aceitaria sua unificação a China?

É esperar para ver, mas o dinheiro, num primeiro momento, continua a ser algo que supera qualquer posição política, quem sabe não será a ponte para outra ação no estreito.
A política na terra do sol nascente parece estar perseguindo algum tipo de recorde: com a renúncia do PM Yukio Hatoyama (do Partido Democrata do Japão) já são quatro Primeiro-Ministros que renunciam com menos de 1 ano no poder desde 2006. Será que o Livro dos Recordes tem alguma marca parecida?

Hatoyama chegou ao cargo quebrando quase 60 anos consecutivos do rival PLD no cargo. E uma de suas promessas de campanha era: retirar as bases militares norte-americanas do país. Aparentemente nada mais justo que um estado soberano decidir internamente sobre o caso, mas não é tão simples assim. 

Hatoyama não é o primeiro PM a querer fazer isso desde 1947 quando EUA e Japão firmaram acordo para a instalação das mesmas e os japoneses renunciaram de se armar tornando-se assim dependente dos americanos na área de defesa.

Mas como mudar a constituição de seu país em um assunto tão delicado especialmente quando essas bases são fundamentais para as pretensões da nação mais bem armada do mundo? Será que os 51% da população japonesa a favor de uma mudança constitucional na área é o suficiente?Para dificultar as pretensões de Hatoyama as tensões Coréia do Sul e Norte cresceram devido ao ataque ao navio sul-coreano Cheonan (alegadamente feito pelos norte-coreanos) e a permanente tensão China-Taiwan que, a qualquer momento, pode se tornar mais séria dependendo dos políticos locais. Ou seja, retórica e justificativas para se manter a base aonde está e como está os americanos e conservadores japoneses tem de monte.

E, pior que isso, o Japão realmente não está preparado para enfrentar, por exemplo, uma Coréia do Norte nuclear se essa for a eventualidade. No máximo poderá se defender de ataques "normais" e não por muito tempo.

Essa realidade então coloca os japoneses entre duas opções na área de defesa: ou continuar com seu plano pacífico e simplesmente aceitar a política norte-americana para a Ásia ou romper com esse plano (o que não seria fácil já que os EUA não desistiriam tão facilmente) e desenvolver seus próprios métodos de defesa. O que, devido as tensões locais, teria de ser um plano muito ambicioso e caro. Não há meio termo para essa questão.

Hatoyama, com o fracasso de sua principal proposta e uma popularidade abaixo de 20%, decidiu então renunciar para não prejudicar a imagem de seu partido nas eleições para a câmara alta do Parlamento em julho desse ano. E, se ele não é o primeiro político a não cumprir o que promete, fica essa lição: não prometa algo que não lhe cabe decidir sozinho.

Enquanto isso lá na ilha de Okinawa, onde 75% dos militares americanos ainda estão locados, os moradores, que correspondem a 1% da população japonesa, continuam reclamando e vendo barbaridades acontecerem. Já os militares dos EUA continuam com direitos quase diplomáticos: qualquer crime que cometam por lá não será julgado localmente e sim conforme as leis americanas.

Cada um pode tirar mais claramente suas conclusões sobre o futuro das bases norte-americanas no Japão agora e se até os próximos PMs do país irão falar sobre o assunto.

Matéria do Jornal da Globo sobre o encontro dos BRIC em Brasília que foi encurtado pela volta urgente de Hu Jintao para a China após o terremoto de Qing Hai.



Vale também conferir o Memorando de Cooperação entre o BNDES, China Development Bank Corporation, Export-Import Bank da Índia, e State Corporation Bank For Development and Foreign Economic Affairs (VNESHECONOMBANK) emitido após o encontro.

- Objetivos:

a) desenvolver cooperação de longo prazo entre as Partes a fim de facilitar e dar suporte a transações transfronteiriças e projetos de interesse comum;
b) fortalecer e alavancar as relações comerciais entre os países do BRIC e suas empresas;
c) organizar um plano voltado para prover serviços bancários e financeiros para projetos de investimentos que possam ser mutuamente benéficos, assim como encorajar o desenvolvimento econômico dos países do BRIC;
d) estudar a possibilidade de organizar uma entidade interbancária entre as Partes a fim de concretizar os objetivos estabelecidos aqui. 

- As Partes cooperarão para financiar, co-financiar ou garantir projetos de investimento, caso a caso. 
- As seguintes áreas oferecem potencial de sinergia e possibilidades de cooperação:
a) troca de informações sobre projetos com foco em infraestrutura, energia, indústrias-chave, indústrias de alta tecnologia e setores voltados para a exportação, assim como projetos socialmente importantes dos BRICs e projetos regionais de significância;
b) assistência mútua nos mercados locais pela troca de informações e experiências;
c) treinamento de pessoal, organização de visitas de delegações e simpósios de negócios e workshops;
d) condução de estudos e propostas de iniciativas voltadas para o fortalecimento e avanço do comércio e relações econômicas entre os países do BRIC.

- Para alcançar os objetivos, as Partes podem organizar consultas regulares e reuniões anuais.

- Tais reuniões focarão, em princípio, na seguinte agenda:
a) organização de estudos sobre, mas não limitados a, desenvolvimento regional, redução da pobreza, leis do mercado financeiro, mudança climática e questões de meio ambiente, inovação financeira e mecanismos de apoio à internacionalização de companhias;
b) troca de informações sobre infraestrutura, energia, indústrias-chave e setores voltados para a exportação;
c) provisão de assistência mútua em áreas de prática operacional;
d) troca de informações e experiências sobre padrões de procedimentos e mecanismos financeiros bem sucedidos adotados pelas Partes, incluindo o apoio à exportação de bens e serviços;
e) proposta e organização de treinamentos em atividades, habilidades, estágios, visitas de delegações e simpósios de negócios;
f) promoção de estudos de relevância e discussões relacionadas à constituição da associação interbancária mencionada acima.

- As Partes podem intercambiar informações para benefício mútuo. Essas informações podem incluir planos estratégicos relacionados ao país, setor, desenvolvimento regional, estudos ou materiais relacionados a projetos ou programas. Elas poderão tomar forma em seminários, conferências, fóruns de negócios e outros eventos.

- O Memorando não procura criar qualquer obrigação ou dar direitos. Também não prevê qualquer comprometimento legal ou financeiro entre as Partes.

- Entra em vigor na data da assinatura.

- Duração: 5 anos com renovação automática.

Ao mesmo tempo também vale a pena conferir um resumo que o portal Terra fez sobre a matéria do The Economist que diz Bric é incapaz de fazer mudanças significativas. E, devo concordar em diversos apontos da matéria mas creio que, em última análise, é muito melhor ter o BRIC, assim como o IBAS porque, sem dúvida nenhuma são as nações que terão grande relevância em um futuro próximo, assim como desafios sociais gigantes. Não há dúvidas que esse diálogo é necessário.

Isso sim é um intercâmbio prático e efetivo. Olhem que interessante.

Em um acordo firmado entre o Governo de São Paulo e a Província de Chungcheongnam-do, na Coréia do Sul, 10 atletas de cada país irá passar 1 ano no outro estudando um esporte que este se destaca.

No Brasil os coreanos virão estudar futebol e voleibol, e os brasileiros irão para lá estudar taekwondo e arco e flecha, por exemplo.

Muitas vezes se pensa em grandes acordos entre países que acabam por não trazer nenhum resultado prático. Muitas vezes a solução é tão simples como esta.
Os EUA lideram o chamado Grupo 5+1: China, EUA, França, Reino Unido e Rússia mais Alemanha e insiste em impor sansões ao Irã afim de que o país pare com seu programa nuclear. Por mais que o governo de Teerã insista em dizer que é para fins pacíficos não é tão difícil de imaginar que também não seja.

Afim de parar com o crescimento do programa nucelar os EUA e Europa tentam colocar severas sanções ao Irã para pressioná-los. Há aí um grande porém: qualquer sanção tem de ser aprovada no Conselho de Segurança das Nações Unidas e quem não vota para que isso aconteça? Isso, a China!

Junto da Rússia a China sempre se mostra reticente de adotar qualquer sanção contra o Irã alegando preferir negociar acima de tudo. Mas os chineses tem um grande motivo para não querer nenhuma sanção: Beijing é o 2º maior comprador do pretróleo iraniano.

Além disso, é claro, já comprometeu bilhões de dólares em investimento na infraestrutura do gás e do petróleo no país. Então, mesmo acreditando profundamente no diálogo, porque a China estragaria seus investimentos, não é verdade?

E os EUA?
Somente com as palavras os americanos não acham que devem convencer os chineses a adotar nenhuma sanção contra os iranianos. Então já está partindo para a ação.

Uma estratégia interessante de Washington é justamente diminuir a importação de petróleo iraniano por Beijing incentivando que países árabes aumentem suas exportações para o gigante asiático.

E, apesar de se esperar resultados em médio prazo eles já começam a aparecer: os Emirados Árabes Unidos prometeram aumentar sua exportação de petróleo para a China de 50 mil barris diários para 150/ 200 mil nos primeiros 6 meses deste ano.

A Arábia Saudita também se mostrou disposta a fazer o mesmo e ainda pensa em usar seu grande consumo de armamento e mesmo de produtos chineses para pressionar Beijing a se distanciar de Teerã.

Enfim...
A política internacional, para qualquer assunto, passa cada vez mais pela China e, infelizmente, se há algo que eles aprenderam, inclusive com essas mesmas nações que agora apelam para eles recuarem, é que eles não precisam abrir mão de nada.
Todos aqui sabem que Thaksin Shinawatra (ทักษิณ ชินวัตร) é acusado de corrupção em seu país. Diversos atos teriam ocorrido durante seu exercício político entre 2001 e 2006, alías, ele foi o 1º primeiro-ministro da Tailândia a realmente completar um termo no poder. Depois disso nós sabemos o que vem acontecendo por lá...

No começo do mês de novembro ele foi então condenado a 2 anos de prisão por esses crimes. O que fez ele? Fugiu!

E foi encontrar abrigo aonde? Em Camboja, com quem a Tailândia tem longa fronteira. Mas como? O governo cambodjano o nomeu "Consultor Econômico" pessoal do primeiro-ministro, Hun Sen. Provocação? Possivelmente.

Mas o Camboja também não quer extraditar Thaksin alegando que a condenação tem cunho político. E qual o interesse do Camboja nisso, você pergunta?

Uma raiva ainda acumulada pela Tailândia ter ocupado suas terras durante a 2ª Guerra Mundial? Pode ser. Mas há provavelmente muito mais por trás disso tudo do que podemos ver, e, por trás disso tudo deve haver dinheiro, grana, bufunfa... 

Bom, até agora os fatos são que os embaixadores dos dois países foram expulsos e que, me surpreende, Thaksin Shinawatra mudou de nome!

Segundo informação do Vice-Ministro de Relações Internacionais da Tailândia, Panich Vikitsreth, alguns países da África, como Uganda, da América do Norte (Nicaragua), mais Dubai e, claro, Camboja, cederam a Shinawatra um novo passaporte (já que seu passaporte diplomático tailândes foi revogado), onde seu nome foi mudado para: Takki Shinegra!

Isso obviamente pode dificultar quando a Tailândia pedir a extradição de Shinawatra já que, para os países que ele visitar, ele não usará esse nome. Uma atitude muito madura, não?
Como aqui sabemos 2009 marca os 50 anos da morte de Heitor Villa-Lobos, certo?

Mas marca também os 50 anos de laços diplomáticos entre Brasil e Coréia, do Sul. Por isso está rolando diversos eventos para comemorar.

Vamos conferir:

Teatro Cacilda Becker
Data: 26 e 27 de novembro
Horário: Quinta e sexta, 21h.
Programa: Park Na Hoon - espetáculo: About Three Airs
Sungsoo Ahn Pick-Up Group - espetáculo: Mating Dance

Ainda no Cacilda Becker:

Data: 28 e 29 de novembro
Horário: Sábado e domingo, 21h.
Programa: Lee Tae - Sang D.T.I. - espetáculo: The Dog Floatins In The Sky
Ahn Aesoon Dance Company - espetáculo: Circle - After The Other

Centro Cultural São Paulo
Data: 27 a 29 de novembro
Horário: Sexta a domingo, 19h.
Programa: Blue Elephant Company - espetáculo: Soloparty
(Espaço Cênico Ademar Guerra)

E no sábado, ainda no CCSP vai rolar um debate de Dança contemporânea Brasil/Coreia, as 16h.
com: Lee Jong-ho (diretor artístico do Seoul International Dance Festival, Coreia), Kim Kyung-ae (crítico de dança, publisher of dance forum, Coreia), letícia Sekito (bailarina, coreógrafa, Brasil) e ana francisca Ponzio (curadora e crítica de dança, Brasil)
Os participantes desta mesa explanarão sobre o atual panorama da dança
contemporânea no Brasil e na Coreia, traçando paralelos entre os dois países. Em seguida, o público poderá participar com perguntas.
Piso Flávio de Carvalho - Sala Zero.

Aproveitem!

"Há poucos relacionamentos internacionais tão bons quanto o de Vietnã e Cuba", essa frase é do presidente vietnamita Nguyen Minh Triet, que recebeu das mãos do presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército de Cuba Raúl Castro Ruz, a Ordem José Martí pelo trabalho em seu país e solidariedade com os cubanos.

Realmente o relacionamento entre os países é histórico, começando com Fidel Castro e Ho Chi Minh.

Mas não foi só isso que aconteceu nesse encontro entre esses dois países comunistas. Os vietnamitas doaram 3,000 toneladas de arroz, 500 televisões, 500 computadores, 8,000 laptops e 600 pares de sapatos e sandálias. Achei meio estranho, mas faz parte da boa política de vizinhança já que o Vietnã é o 2º maior parceiro asiáticos de Cuba, perdendo se sabe para quem.

Acordos na área de transporte e indústria ligeira e até de produção de arroz também foram assinados.

* Achei legal colocar essa coluna que o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, fez sobre sua viagem para a Ásia.

É só clicar para ir ao site do O Dia diretamente.
Começou nessa segunda-feira mais uma reunião da Organização de Cooperação de Shanghai. O que é isso?

É mais um organismo internacional encabeçado pela China que visa discutir a segurança na Ásia Central. Quem faz parte desse grupo? Além dos chineses, a Rússia e as ex-repúblicas soviéticas Uzebequistão, Quirguistão, Cazaquistão e Tajiquistão.

Esse grupo foi fundado em 2001 e tem como observadores o Irã, Índia, o Paquistão e a Mongólia.

A reunião deste ano está acontecendo na cidade russa Ekaterinburg e terá alguns encontros importantes como da Índia e Paquistão, o primeiro desde o atentado em novembro a Bombaim.

Mas, vendo o histórico dos países-membros eu tenho a impressão que o principal objetivo não é discutir a segurança, terrorismo e combate à extremistas na região, e sim "acalmar" os ânimos de cada um para não entrarem em guerra até a próxima reunião.

Analisando superficialmente basta dizer:
Irã x Todo mundo que tem o pé atrás com Mahmoud Ahmadinejad
Rússia x Ex-Repúblicas soviéticas
Índia x Paquistão (com tantas guerras e histórico de "amizade"...)
Mongólia, que está entre a China e a Rússia
e China, que não quer bagunça no teu quintal.
Em 12 de novembro de 2004 Brasil e China assinaram um acordo de combate ao crime organizado. No calor daquele momento em que os dois países começaram a se aproximar mais com a troca de visitas dos presidentes este é um acordo que, como tantos outros, nunca entrou em prática.

A assinatura de um acordo não o coloca em vigor, correto?


Nesta semana então foi aprovado esse tal acordo no respeitabilíssimo Senado brasileiro que visa uma cooperação dos dois países em crimes transnacionais.

Vamos aos aspectos que o acordo contempla: produção ilegal e tráfico de drogas e entorpecentes e substâncias psicotrópicas, inclusive precursores químicos; terrorismo internacional e seu financiamento; contrabando de imigrantes e tráfico de seres humanos, especialmente mulheres e crianças; exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes; lavagem de dinheiro; falsificação de dinheiro e apólices negociáveis; falsificação de passaportes, vistos e outros documentos; tráfico ilegal de materiais nucleares e outros materiais radioativos; fraude; crime cibernético; falsificação e contrabando de mercadorias.

Não sei dizer o quanto disso será colocado em prática, se ficará só no papel, mas, com tantos aspectos é difícil pensar que esse acordo não poderá ser útil algum dia. O que me pergunto é já que o Brasil é um dos poucos países que não assina acordos bilaterais, ou raramente o faz, porque um acordo como esse tem de ficar parado 5 anos nas mesas dos senadores?

Enfim...
Não poderia deixar de falar alguma coisa sobre a passagem de Lula na Ásia. E a novidade é que a respeitada/ a ser investigada Petrobrás fechou um empréstimo de US$ 10 bilhões para fornecer petróleo bruto à também estatal Sinopec nos próximos 10 anos.

Assim a China mantém saciada sua sede por energia, a Petrobrás garante um bom dinheiro e, claro, tudo isso será usado politicamente em cada país da melhor maneira possível.

Quem vai emprestar essa bolada é o também estatal Banco de Desenvolvimento Chinês. Parece que "estatais" viraram salvação nesses momentos de crise, não?

O volume também é bem grande: 150 mil barris no primeiro ano e mais 200 mil nos outros nove anos.
É uma novela engraçada de se acompanhar. Sol nasce, sol se põe e os EUA e a China trocam farpas. Na proporção que brigam sabem o quanto um é necessário para o outro econômicamente e, no final de tudo, é isso que importa.

A reaproximação dos dois países foi marcada pela chamada "política do ping-pong" com Richard Nixon há 37 anos. Desde então é essa novela sem fim e esta semana teve alguns capítulos interessantes.

Nessa quarta-feira a Câmara de Representantes dos EUA reafirmou seu compromisso com a segurança de Taiwan, em vigor há 30 anos. Ou seja, quem mexer com Taiwan terá de se ver com os americanos. O Ministério de Relações Exteriores chinês disse que o Congresso americano ignorou a posição da China. Ignorou, ignora e vai continuar ignorando para manter sua posição na Ásia, os chineses sabem disso.

No mesmo dia o Pentágono disse que o desenvolvimento militar chinês ameaça o equilíbrio regional. Regional ou americano? Pediu mais transparência dos chineses e o fato ainda é que o investimento chinês nessa área não é nem 20% do americano. Isso porque sua população é maior e divide mais fronteiras com outros países que os EUA.

Então fica assim: os EUA mantém suas posições na Ásia usando como justificativa (entre tantas outras coisas) o crescente poderio militar chinês. Os chineses investem cada vez mais em seu exército dizendo (entre tantas outras coisas também) que é necessário manter sua "integridade nacional", o que inclui a sempre possível guerra contra Taiwan. Enfim, um uso o outro e o outro usa o um para justificar suas ações.

Como resposta ao "desequilíbrio regional", presente do relatório anual da pretensa polícia mundial, o Pentágono, a chancelaria chinesa respondeu: "os EUA precisam perder a mentalidade de guerra fria". Uma boa resposta eu penso.


É necessário lembrar que a tensão militar entre os dois países aumentou no começo desse mês quando navios dos dois países se encontraram em Hainan, território chinês. Os chineses acusaram os americanos de espionagem e, sinceramente, alguém duvida?

Enquanto brigam nesse setor as duas partes sabem que dependem um do outro para sobreviver economicamente, então, a tendência é que continue esse jogo de cartas marcadas, uma grande encenação onde, nenhum dos dois lados, é tão confiável assim.
Para comemorar o 50º aniversário de Relações Diplomáticas entre Brasil e Tailândia o Sesc Interlagos irá receber um grupo de dança tailandesa do Instituto Banditpatanasilpa, ligado ao Ministério da Cultura do país.


A apresentação acontece nesse domingo, dia 29/03, às 14h, aberto ao público. O Sesc Interlagos fica localizado na Avenida Manuel Alves Soares, 1100. Parque Colonial.
Tentarei ser o mais isento possível sobre esse assunto. Dalai Lama havia sido convidado para uma conferência sobre como evitar racismo e promover a paz nos esportes que irá acontecer na África do Sul. O convite partiu de outros Nobel da Paz sul-africanos como os ex-presidentes Nelson Mandela (1993) e Frederick de Klerk (1993), e o arcebispo Desmond Tutu (1984). Pois a embaixada sul-africana na Índia, onde Dalai está exilado há 50 anos, negou o visto necessário para a viagem.

O Governo do país afirmou que esta foi uma decisão independente e soberana e que nada tem a ver com alguma possível pressão do governo chinês. Pois bem, Dalai Lama já foi para a África do Sul duas oportunidades, 1999 e 2004, então, a primeira pergunta é: o que mudou desde então para que o visto seja negado desta vez?

Por fim, para lhe ajudar, caro leitor e leitora, a tirar alguma conclusão do assunto queira saber que o investimento chinês por lá é de US$ 6 bilhões e a troca comercial desses dois países representa 20,8% do total que os chineses têm com todo o continente africano. O que será que aconteceu para Dalai Lama ser proibido de ir em uma conferência sobre esporte?
A Coréia do Norte realmente está lutando para ficar nas manchetes do mundo e dá sinais ambígos para a comunidade internacional.

O primeiro caso é das jornalistas norte-americanas Laura Ling (de origem chinesa) e Euna Lee (de origem coreana) que estavam na fronteira do país com a China para fazer uma reportagem sobre os refugiados norte-coreanos no território chinês. Esse caso ainda deve render alguns capítulos e, porque não, podem entrar na confusão que é essa negociação do desarmamento nuclear.

O segundo caso é o reestabelecimento das linhas de comunicação militares com a Coréia do Sul que haviam sido cortados como protesto ao exercício militar conjunto que o Sul fez com os EUA que os norte-coreanos consideraram como "prenúncio" de uma possível invasão.

O terceiro caso é o pedido de Pyongyang para que os EUA não doe mais alimentos ao país. Muito estranho pois, até onde sei, a situação alimentar no país é precária e os americanos doaram 169.000 toneladas de alimentos entre 2008 e 09.

Por fim há o caso do lançamento do satélite que se desconfia ser um míssil de longo-alcance. A minha conclusão é que, ou os norte-coreanos são muito inteligentes e todas essas situações irão se converter em seu benefício no futuro, ou eles são muito desorganizados!
Alguns absurdos no mundo diplomático nos a coloca pensar na relação de forças que existe entre os países. Não é necessário me estender falando sobre o poder que a nação mais poderosa do mundo, os EUA, tem em suas mãos. Porém não é possível me estender sobre os bastidores de sua diplomacia que "obriga" outros país a sediarem, cito como exemplo, bases militares em seus territórios e pagar por isso. Já aqui neste blog venho falando sobre isso e em alguns problemas acarretados de tais tratados.

Na Ásia os norte-americanos justificam sua presença militar por alguns motivos como: ameaça norte-coreana e aumento do poderia militar chinês. Me arrisco a apontar esses dois aspectos como os principais.

A presença nas Filipinas é de longa data, lembrando que o país já foi colônia americana e teve ajuda para combater os japoneses na confusão antecedente da 2ª Guerra Mundial na chamada "Batalha das Filipinas", entre 1941/42.

Pois com as Filipinas há um acordo que prevê exercícios militares conjuntos e combate à rede islâmica separatista "Abu Sayyaf" (que significa "carregador da espada"), suspeita de ter ligações com a Al-Qaeda. Esse grupo, atuante em algumas ilhas das Filipinas, pede a criação de um estado islâmico independente em um país majoritariamente católico.

Não irei me alongar muito neste assunto pois não é o objetivo deste post. Pois com toda essa cooperação militar os países assinaram um acordo, vigente desde 1999, chamado de "Acordo de Forças Visitantes".

Esse acordo diz que qualquer militar americano que cometa algum crime nas Filipinas não será julgado pela lei local, e sim pelo exército americano. Um verdadeiro absurdo e atentado contra a justiça que já acontece em outros países que tem a "honra" de ter bases militares americanas em seu território.

No último domingo, dia internacional das mulheres, o grupo ativista filipino "Gabriela" fez uma passeata em direção do Palácio de Malacañang, na capital do país. O protesto tinha, entre outras coisas, pedir o fim desse tal "Acordo de Forças Visitantes" que, na visão do grupo e eu assino embaixo, acaba com a dignidade e possibilidade de se defender das mulheres que sofreram algum abuso por parte dos militares americanos.

A secretária-geral, Emmi de Jesus disse: "não há melhor momento que o Dia da Mulher para que milhares de filipinas deem um passo adiante e reivindiquem a dignidade da mulher e defendam a soberania nacional contra a intervenção dos EUA".

Outro objetivo da passeata era (e ainda é) acabar com os acordos considerados desfavoráveis ao povo filipino. Nada mais justo do que clamar pela chamada "soberania nacional".

Por mais que o combate ao grupo Abu Sayyaf seja (não sei da visão do povo filipino) democrático não se pode ultrapassar a linha de, nesse caso direitos-humanos, em nome disso. Não se pode usar a palavra "democracia" para se tirar o direito de terceiros como foi feito na "guerra contra o terror" de George W. Bush. Espero que a presidente filipina, Gloria Arroyo, tenha a coragem de atender o clamor popular.
Obviamente que não é somente a China que condena o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente sudanês Omar al-Bashir. Rússia, a União Africana e a Liga Árabe também não gostaram da idéia.

Como resposta à TPI o Sudão expulsou 13 organizações não-governamentais do país. Nesse final de semana o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu para lançar uma declaração de condenação desses anos e, como previsto, foi bloqueado, principalmente por Beijing.

A justificativa para barrar a condenação foi de que era necessário também exprimir "preocupação" pelo mandado de prisão de Omar al-Bashir. Obviamente que nenhum outro membro concordou porque seria uma simples contradição, ou seja, o assunto ficou travado aí.

E isso é só o começo dessa história pois a Liga Africana e a Liga Árabe irá formar uma comissão para ir até Nova Iorque e pedir que as Nações Unidas suspenda as acusações contra al-Bashir. Apesar do Conselho de Segurança ter o poder de suspender a decisão do TPI tal ação dificilmente acontecerá pelos países ocidentais que apoiam o mandado.
Uma entrevista com o 1º embaixador brasileiro na Coréia do Norte, Arnaldo Carrilho, para o UOL Notícias. Muito interessante, vale a pena ler!
Como sempre é só clicar no post para ir ao UOL direto.