* Do The New York Times, traduzido no UOL Internacional.
Interessante, vale a pena ler.
É só clicar no post para ir direto ao site.
Em todo lugar do mundo está cheio daqueles brinquedinhos "Made in China" ou o moderno "made in P.R.C", não?
Pois com a crise financeira que começou no ano passado essa indústria, que era uma das maiores exportadoras da China, caiu pela metade!
No começo de 2008 registrava-se 8.610 empresas que fabricavam e exportavam brinquedos, no final do mesmo ano esse número já era de 4.388. Quantos empregos perdidos nessa história toda?
Outro fato que agravou a situação do setor na China eram as constantes reclamações sobre a qualidade dos produtos. Eis então a oportunidade que a crise oferece: rever, planejar e talvez produzir menos, mas com melhor qualidade para crescer novamente.
O turismo na Tailândia está passando por sua maior crise dos últimos tempos: instabilidade política, gripe suína e a crise financeira que abalou o turismo também.
Nas palavras do chefe do Conselho de Turismo do país, Kongrit Hiranyakit: "O preço dos combustíveis estão subindo, a gripe está se espalhando. E os protestos políticos são ruins para a imagem do país".
Parece que está pior que o "day after" do Tsunami. Então, o que fazer?
A Thai Airways, a companhia aérea mais sorridente da terra, está oferecendo vôos domésticos gratuitamente para turistas de fora da Ásia, por exemplo. Em hotéis na maravilhosa ilha de Phuket a quarta noite é grátis! Golfs, spas também estão inclusos nos pacotes.Como eu não vou lá tão cedo, aos que puderem ir é só entrar no site da Thai Airways e aproveitar!
* Há o "buy american" e o "buy China" também. Em época de crise o países devem ou não fechar seus mercados?
Matéria do Le Monde, é só clicar no post para ler a tradução feita pelo UOL.
Crises são sempre boas oportunidades de se reaprender e o governo japonês está demonstrando isso apostando no crescimento de produtos ecológicos.
A estratégia de dar desconto em produtos que poluem menos parece estar dando certo por lá e deve ajudar o país a ter um segundo trimestre melhor que o primeiro no campo econômico.
Clique nesse post para ver essa matéria, em vídeo, do Jornal Nacional que vale a pena até para comparar com as engenhosas maneiras do governo brasileiro de sair da crise de uma maneira ecológica como acabar com o IPI dos carros.
Fazendo um resumo: apesar da queda na exportação de minério de ferro para a China os chineses continuaram a ser o maior parceiro comercial do Brasil no mês de maio.
Foi uma queda acentuada: de 817 milhões de toneladas do minério brasileiro em abril para 480 milhões em maio.
Se olharmos os principais parceiros comerciais do Brasil fica fácil notar a importância chinesa. As exportações para os EUA caíram 40,7% nos cinco primeiros meses de 2009 ante o mesmo período do ano passado, as vendas para a União Européia caíram 28% e as chinesas aumentaram 35,6%.
Assim a Ásia, em grande parte por causa da China é óbvio, se torna o principal bloco comprador de produtos brasileiros. Vamos aos números: 25,7% das exportações "made in Brazil" tem a Ásia como destino, sendo 13,9% só a China; outros 23,1% foram exportados para a UE e os EUA compraram somente 10,8% do total exportado pelos brasileiros.
Com essa crise, sendo a China um importante motor para o mundo sair dela, a tendência é que os chineses se firmem cada vez mais nessa posição, não?
Se a crise asiática de 1997 afetou e muito a região a atual crise é a pior desde a segunda guerra mundial e os países da região não estão dispostos a cometer erros anteriores.
Na última reunião do BAD (Banco Asiático de Desenvolvimento) os países da ASEAN, junto do Japão, China e Coréia do Sul decidiram criar um fundo emergencial contra a crise de US$ 120 milhões.
O país que mais contibuiu é justamente um dos mais afetados, o Japão, com U$ 38,4 bilhões e mais US$ 60 bilhões de swap em ienes para os vizinhos.
China e Hong Kong darão outros US$ 38,4 bilhões e a Coréia do Sul, que já demonstra estar saindo da crise, dará uma contribuição de US$ 19,2 bilhões.
Tailândia, Indonésia, Malásia e Cingapura contribuirão com US$ 4,77 bilhões cada e as Filipinas mais US$ 3,68 bilhões.
Uma iniciativa necessária para uma região que não pode nem sonhar em parar sob risco de colocar em situação de miséria milhões de pessoas.
Enquanto isso no Brasil o governo abaixa IPI pra carro...
Para ajudar as nações mais pobres da Ásia o BAD (Banco Asiático de Desenvolvimento) anunciou que irá aumentar os empréstimos de US$ 10 bilhões para US$ 32 bilhões nos próximos 2 anos.
O presidente do Banco, do japonês Haruhiko Kuroda, prometeu fornecer créditos rápidos e a curto prazo com preço mais barato. Uma maneira de aliviar a crise, sem dúvida.
A Associação Brasileira de Dekasseguis (ABD), calcula que os brasileiros morando no Japão que retornaram ao Brasil mais que quadriplicou neste ano. E as remessas de dinheiro enviadas por eles, que já chegaram aos US$ 5 bilhões, estejam hoje entre US$ 800 milhões e US$ 1,5 bilhão.
Uma queda natural entendendo que a economia japonesa só encolhe e, segundo o FMI, deve cair 5,8% em 2009.
* Matéria mais "técnica" de Antônio Machado publicada no Cidade Biz, sobre os porque da Coréia do Sul, assim como na crise asiática, é o 1º país a sair da crise. Muito interessante.
É só clicar no post para ir ler direto.
As principais economias asiáticas, Japão e China, estão obviamente sofrendo muito com a crise devido à sua cultura exportadora, no caso chinês o "baque" é muito grande.
Em fevereiro deste ano as exportações chinesas atingiram uma queda recorde de 25,7%, o que não acontecia há pelo menos uma década. No mês de março já se vê uma diminuição dessa queda que ficou em 17,1%. Um sinal que pode ser positivo mas que tão pouco dá alguma certeza de melhora pois já é o 5º mês seguido que suas expotações caem.
Com isso as importações chinesas também caíram, 25,1%, o que deu ao país um superávit de cerca de 19 bilhões de dólares. Apesar de todos os pacotes de estímulo que o governo possa pensar só uma coisa pode "salvar" os empregos de milhares de chineses: o aumento do consumo norte-americano.
Já no Japão o governo parece ter esgotado sua criatividade para enfrentar a recessão que ameaça o país. Hoje o governo nipônico apresentou mais um pacote de estímulo no valor de 15,4 trilhões de ienes (US$ 154 bilhões). Isso se soma aos pacotes dos últimos meses que já somaram 25 trilhões de ienes (US$ 249,1 bilhões). É uma boa grana!
Esse pacote agora promete a criação de mais dois milhões de postos de trabalho no período de três anos e promete ajudar as empresas com problemas de "liquidez". Mais uma medida pra tentar frear a pior crise que atingiu o país em 50 anos.
* Sou obrigado a indicar essa matéria do Le Monde sobre o caminho indiano contra a crise. É só clicar no post para ler direto no UOL.
* Matéria muito interessante do jornal Herald Tribune, traduzido e publicado pelo UOL, vale a pena dar uma lida. O título já diz tudo. É só clicar no post para ir direto à matéria.
12:45 |
Tags:
Crise Financeira
|
Observem os números do crescimento médio da economia asiática:
2007 - 9,5%
2008 - 6,3%
2009 - 3,4%
Neste ano esse crescimento é o previsto pelo BDA para região. Ou seja, 1/3 do que era antes da crise. Lamentável para uma região exportadora mas o banco diz que, se tudo melhorar, 2010 deve ver um crescimento de 6%. Claro, economia é mais imprevisível do que gostaríamos como essa crise nos ensina.
Com a economia afetada o número de pessoas vivendo na faixa de pobreza (leia-se com apenas US$ 1,25 ao dia) também deve aumentar: de 60 milhões no ano corrente para 100 milhões ano que vem.
Se a Ásia sempre foi uma região turbulenta, imagine agora, com menos dinheiro...
A gigante de materiais esportivos, Nike, possui hoje 640 fábricas tercerizadas em todo mundo. Um número impressionante. Ao que consegui colher de informações é que 150 delas estão na Ásia, empregando 450 mil pessoas.
Os países que mais produzem são: China, Vietnã, Indonésia, Tailândia e Coréia do Sul. Também é no continente asiático que a Nike encontra o maior mercado emergente do planeta. Então não precisamos pensar muito na importância da Ásia para essa empresa.
Mas é óbvio que a empresa também não está passando ilesa dessa crise internacional e acaba de anunciar o cancelamento das encomendas de 3 fábricas na China e de mais uma no Vietnã. E aqui vale lembrar as diversas acusações de trabalho escravo em suas fábricas na Ásia que acontecem há muito tempo e, ao que sei, nunca foram muito aprofundadas. Então a única conclusão é que nesses tempos de crise é cada um procurando sua própria bóia.
A Coréia do Sul é um dos países que mais sentem essa crise que o mundo está passando, estava lendo aqui algumas ações que seu governo está tomando para aliviar seus impactos.
A primeira ação que muitos países estão adotando conforme o tamanho do impacto e suas possibilidades é injetar dinheiro na economia. Nesta terça-feira o governo lançou um pacote de US$ 20,7 bilhões (3% do PIB do país), que, vale ressaltar, ainda deve passar pela aprovação da Assembléia Nacional. Com isso espera-se criar 550 mil novos postos de trabalho ao longo do ano.
Outra ação é de aumentar o fluxo de seu comércio exterior e, para tanto, está em fase final uma TLC com a UE. Essa negociação, é verdade, não é nova, está acontecendo desde 2007, mas, apesar do protecionismo, deve ser finalizada em abril. Como toda TLC aborda tarifas de diversos produtos e visa uma redução preferencial das mesmas.
Mas os sul-coreanos, japoneses, europeus e americanos devem sim estar com inveja do Brasil e de nosso governo que, até agora, não lançou pacote de estímulo algum e tão pouco fecha algum acordo binacional. Afinal, como Lula nos disse, aqui, a maior crise dos últimos 80 anos, é só uma "marolinha".
A província japonesa de Gifu concentra a 4ª maior população brasileira no país com quase 20 mil pessoas. A maioria deles trabalhava em fábricas de autopeças e eletrônicos que foi extremamente afetada em um dos países que mais está sentindo a crise financeira, por isso muitos deles ficaram desempregados e até foram obrigados a morar na rua por falta de dinheiro.
Para evitar tal situação o governo local irá financiar a passagem dos brasileiros que querem voltar ao país mas estão sem condições financeiras. Uma atitude extremamente interessante que coloca a "humanidade" em 1º lugar, na minha opinião.
Cerca de US$ 980 milhões serão destinados ao projeto e cada família poderá receber no máximo US$ 5,8 mil. Para receber tal benefício é necessário ter a nacionalidade brasileira, morar em Gifu há pelo menos 7 meses, não ter dinheiro em banco, estar desempregado e ter dependentes.
Os beneficiados poderão pagar o valor em até 5 anos com um juros de 1,5% ao ano (menor que a taxa de muitos bancos brasileiros, se não me engano) com uma remessa mínima de US$ 100 ao mês.
Não sei dizer se esse benefício será estendido à outras comunidades de estrangeiros no Japão mas achei esta ação muito válida e só fortalece a amizade dos dois países.
Esse ditado vale para as instituições financeiras asiáticas. No continente de maior crescimento econômico do mundo é natural que a perda de dinheiro nessa crise mundial também seria enorme.
Segundo o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD) somente em 2008 as instituições financeiras da Ásia perderam US$ 9,6 trilhões. Isso é a soma do PIB de quase todo o continente, excluindo o Japão.
Na atual crise financeira aposta-se muito na Ásia, principalmente China, para que a economia se recupere o mais rápido possível. Na Ásia os países começam a se mexer para evitar um impacto maior do já previsto.
Um acordo interessante e inteligente que achei será feito na cidade de SuiFenHe, na China, onde os chineses, junto com os russos e sul-coreanos, irão construir um terminal de cargas de 200 mil metros quadrados.
O objetivo é implícito: diminuir custos na importação e exportação para o nordeste da China. Hoje o trajeto praquela região passa por Dalian (na China) e percorre 1,7 mil quilômetros. Com o projeto pronto as cargas irão passar por Nakhodka (Rússia) e Busan (Coréia do Sul) fazendo um trajeto de 260 quilômetros. Quanta diferença!
Deixo a palavra com Roh Gi-Tae, Presidente do Porto de Busan: "Este projeto será um novo e importante capítulo na história do comércio e da logística no nordeste asiático porque, não apenas ajudará a aumentar o volume de comércio, mas também vai contribuir para que haja mais cooperação entre os países de nosso bloco econômico".
Disso tudo penso que algumas soluções, não só para crise, passam por "detalhes" como esse. E aproveito para lembrar que os portos estão na Ásia: Cingapura e Shanghai. Enquanto isso no Brasil caminhões pegam trânsito para chegar até o maior aeroporto do país, em Santos. O que nossas autoridades estão fazendo pela logística do país? (Não é uma pergunta retórica).
Vale a pena registrar a queda na produção industrial na Coréia do Sul, a maior desde 1970, e que aponta para uma recessão antes do previsto. Em dezembro passado a queda foi de 18,7% e, agora em janeiro foi de 25,6%, sempre em comparação ao mesmo período do ano anterior.