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O grande circo armado para o julgamento de Aung San Suu Kyi em Mianmar está em curso e demorando muito mais tempo que o previsto.

Primeiro é necessário lembrar que Aung está sendo julgada por violar os termos de sua prisão domiciliar. O que aconteceu é que um cidadão americano conseguiu chegar até sua casa pulando no lago que circunda seu "lar, doce lar".

Enfim, é aquela história que conhecemos, depois de ganhar as eleições em 1988 e não ser permitida assumir o cargo para o qual foi eleita Aung passou 14 dos últimos 20 anos presa.

Caso ela seja julgada culpada por essa violação Aung pode pegar mais 5 anos de prisão e assim não poderá concorrer as eleições que, é prometido, acontecer ano que vem no país.

O resultado do julgamento deveria sair hoje, sexta-feira, mas alegando ter de analisar diversos artigos da constituição de 1974, que foi mudada ano passado, o juiz adiou o resultado para 11 de agosto.

Veremos o que irá acontecer. Mas, vale lembrar que esse circo, ou julgamento, está sendo acompanhado por 15 diplomatas asiáticos e ocidentais. Então será que há alguma chance dessa história mudar ou a ditadura militar de Mianmar vai continuar a rir da ONU e da ASEAN?
As eleições de Mianmar estão anunciadas para 2010. Com uma junta militar no governo é óbvio acreditar que elas não saiam do papel.

Mas, para a surpresa geral e felicidade da nação, o embaixador do país na ONU, U Than Swe, anunciou: "A pedido do secretário-geral (Ban Ki-moon), o governo de Mianmar se prepara para conceder anistia aos prisioneiros".O sul-coreano Ban Ki-moon visitou o país no início do mês e vem pressionando para a libertação dos presos políticos. Mais do que na hora.
Alías, sabe quantos presos políticos há no país? A estimativa são de 2.000! Incluindo aí Aung San Suu Kyi, principal opositora. Não há datas nem quantos serão liberados, então a dúvida fica no ar.

Claro, é um primeiro passo, sem dúvida, mas daí a ser uma eleição livre e justa como tem de ser são outros quinhentos...
A grande canalhice, farsa, crime, está para acontecer em Mianmar: afinal, quem duvida que Aung San Suu Kyi será condenada?

Não irei aqui comentar sobre todos os crimes que os idiotas que governam Mianmar cometeram contra esse mulher que já até venceu eleições em seu país mas nunca lhe deixaram assumir o cargo que foi eleito pela maioria do povo.

Clicando nesse post você poderá ler a coluna de Wálter Maierovitch sobre esse caso e ele faz uma grande pergunta: cadê Ban Ki-Moon?

Afinal, qual é o papel da ONU senão o de atuar em casos como esse? O que ela está esperando acontecer, quais são os interesses por trás desse silêncio ensurdecedor desse teórico organismo internacional?

Leiam a coluna do Maierovitch e relembrem a razão para esse novo "julgamento" contra Aung San Suu Kyi que é a mais pura idiotice que se pode esperar da raça humana.

Ainda em tempo, não dá pra entender, o também asiático Ban Ki-Moon vai esperar ela morrer na sua prisão domiciliar pra fazer alguma coisa?
De maneira curta:

- Coréia do Norte lança satélite/ foguete;
- Ninguém tem certeza do que é, mas tão pouco confia nas palavras do regime do país;
- Especialmente Japão e EUA pressionam por sanções na ONU;
- China e Rússia, que fazem parte do "grupo dos 6", preferem se segurar;
- Conselho da ONU se reúne e "condena" as ações norte-coreano o que, na prática, pouco quer dizer;
- Como revide a Coréia do Norte decide sair de qualquer negociação para acabar com seu programa nuclear;

- Decide também retomar seu programa nuclear;
- Especialistas dizem que o país tem plutônio para produzir de 6 a 8 bombas atômicas;
- Também dizem que no prazo de 3 meses já podem ter suas fábricas de extração de plutônio funcionando novamente.

Em suma, é isso. Se não se pode ceder aos caprichos de um país em detrimento de outros, também fico me pergunto se essa não é uma receita para um conflito bem maior do que imaginamos.
Prezados amigos, recebi este e-mail da Avaaz.org e estou ajudando a divulgar. Se trata de uma petição online que visa a libertação de Aung San Suu Kyi, a grande líder pró-democracia em Mianmar. O objetivo é também que a ONU entre de vez na jogada e ajude a mudar a situação ditatorial no país. Achando a proposta legal, é só assinar no link abaixo.

"A líder do movimento pró-democracia e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi passou mais de 13 anos presa pela junta militar da Birmânia (ou Mianmar). Ela e milhares de monges budistas e estudantes estão presos por protestar pacificamente a ditadura militar brutal do seu país. Esta semana temos a oportunidade de ajudá-los - mesmo à distância.

Mesmo correndo um enorme risco ativistas da Birmânia se pronunciaram esta semana pedindo a libertação imediata de Aung San Suu Kyi e de todos os prisioneiros políticos do país. Eles apelaram também pelo apoio da comunidade internacional pois só assim eles terão chances de combater a junta militar. Com a crise econômica a assistência humanitária internacional é cada vez mais necessária na Birmânia, portanto os generais estão se tornando mais vulneráveis à pressão internacional. É aí que nós entramos, estamos coletando um enorme número de assinaturas na petição para o Secretário Geral da ONU Ban Ki Moon, pedindo que a Birmânia se torne uma prioridade da ONU. Assine a petição no link abaixo e depois divulgue esta campanha para todos os seus amigos.
http://www.avaaz.org/po/free_burma_political_prisoners

Os ativistas da Birmânia querem coletar 888,888 nomes para a petição. O número 8 tem um simbolismo importante na cultura deles e a junta militar é extremamente supersticiosa. Como a situação deste país não é divulgada na mídia internacional, precisamos divulgar esta campanha para o maior número possível de pessoas para alcançar esta quantidade massiva de assinaturas.
O aumento da pressão internacional está funcionando, em dezembro 112 ex-presidentes e primeiros ministros de 50 países enviaram cartas para o Secretário Geral da ONU Ban Ki Moon pedindo para ele pressionar a junta pela liberação dos prisioneiros políticos. Em fevereiro, 20 prisioneiros políticos foram soltos logo após a visita de uma delegação da ONU ao país.

A junta militar teme as consequencias da mobilização online coordenada e sua influência sobre a ONU: mais de 160 exilados da Birmânia e grupos em 24 países estão participando da campanha. Porém ainda precisamos de um grande número de assinaturas para chamar a atenção do Sr. Ban Ki Moon. Clique abaixo pelo fim das prisões e da brutalidade militar:
http://www.avaaz.org/po/free_burma_political_prisoners

Este é um momento em que podemos fazer a diferença. Vamos apoiar os corajosos ativistas pró-democracia da Birmânia que hoje estão presos e exilados, para que eles tenham sucesso em acabar com a violenta repressão militar do seu país.

Com esperança e solidariedade,
Alice, Ricken, Pascal, Graziela, Veronique, Iain, Paul, Luis, Paula, Brett e toda a equipe Avaaz
Saiba mais:

-
Birmânia: oposição denuncia prisão de cinco partidários de Suu Kyi
- ONU pede libertação de presos políticos em Mianmar
- Quem é Aung San Suu Kyi?
- Mianmar/Birmânia "
Mês de março em sua metade, abril chegando. E entre os dias 4 e 8 do próximo mês a Coréia do Norte pretende lançar seu primeiro satélite de comunicação ao espaço. Diz que é inofensivo e ameaçou qualquer país que tentar intercepitá-lo.

Porém o lançamento desse tal satélite atravessaria o território japonês, com parte do foguete de lançamento caindo no mar do Japão, e isso já está causando muito incômodo na comunidade internacional. O gabinete ministerial japonês já se pronunciou dizendo que derrubará qualquer objeto que passe pelo seu território e se apoiam em leis internacionais para fazê-lo. Aqui já pode começar a chance de uma guerra.

Mas é satélite mesmo?
A segunda possibilidade de se começar uma guerra é a dúvida de países como Coréia do Sul, Japão e EUA que se trata de um satélite e não de um foquete balístico. Convenhamos que essa desconfiança é mais que justificada.

Os países citados acima estão recorrendo à ONU para tentar barrar esse lançamento. Acredito que a ONU só poderá interferir se os norte-coreanos estiverem chantageando e querendo usar esse susposto lançamento como moeda de troca nas negociações para o desarmamento nuclear.

Alías é isso que eu acho. Pois pensemos um pouco, como um país pobre que não consegue alimentar o próprio povo consegue desenvolver tantos artefatos de alta tecnologia? Será que a mão-de-obra norte-coreana é tão especializada assim? Claro, podemos pensar que o dinheiro do país inteiro vai para esses projetos megalomaníacos; é a única possibilidade.

Vamos ver até onde a ONU vai conseguir agir. A Coréia do Sul e o Japão pedem o cancelamento desse lançamento e querem retaliações do Conselho de Segurança caso isso aconteça. Vamos ver o que a nossa querida ONU vai conseguir fazer.
Obviamente que não é somente a China que condena o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente sudanês Omar al-Bashir. Rússia, a União Africana e a Liga Árabe também não gostaram da idéia.

Como resposta à TPI o Sudão expulsou 13 organizações não-governamentais do país. Nesse final de semana o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu para lançar uma declaração de condenação desses anos e, como previsto, foi bloqueado, principalmente por Beijing.

A justificativa para barrar a condenação foi de que era necessário também exprimir "preocupação" pelo mandado de prisão de Omar al-Bashir. Obviamente que nenhum outro membro concordou porque seria uma simples contradição, ou seja, o assunto ficou travado aí.

E isso é só o começo dessa história pois a Liga Africana e a Liga Árabe irá formar uma comissão para ir até Nova Iorque e pedir que as Nações Unidas suspenda as acusações contra al-Bashir. Apesar do Conselho de Segurança ter o poder de suspender a decisão do TPI tal ação dificilmente acontecerá pelos países ocidentais que apoiam o mandado.

A diplomacia chinesa segue uma linha simples que por vezes é excelente: "Não queira interferir no meu país, que não irei interferir no seu". E, claro, muitas vezes é extremanete ruim. Hoje terei a oportunidade de falar sobre um aspecto ruim dessa diplomacia, principalmente voltada para a África, onde os chineses são acusados de fazer neo-colonialismo.

No começo desta semana o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão contra o Presidente Sudanês Omar al-Bashir. Um fato inédito por ele ainda estar em exercício mas não é a primeira vez que o TPI entra em ação: o mesmo mandado foi emitido contra o ditador chileno Pinochet quando este estava vivo.

Omar al-Bashir é presidente do Sudão desde 1989 quando assumiu o poder mediante um golpe de estado. Agora o TPI diz ter reunido provas suficientes para provar que Al-Bashir promove o genocídio no Conflito de Dafur, em seu país.

Esse mandado de prisão deverá, como se diz no Brasil sobre as ações de nossos políticos, "terminar em pizza" pois ele só irá se preso caso saia de seu país uma vez que seu próprio governo (ou seja, ele mesmo), não o irá entregar.

Pois o Ministério de Assuntos Exteriores chinês já emitiu um comunicado "lamentando" a decisão do TPI. Eis as palavras: a China "se opõe a qualquer ato que interfira na situação geral no Sudão e em Darfur" e que a tarefa da comunidade internacional "era manter a estabilidade em Darfur e continuar o processo político e a missão de paz da ONU e da União Africana (UA)", que os próprios chineses colaboram.

Esse conflito em Dafur começou, oficialmente, em 2003 e a estimativa é de até 450.000 pessoas mortas. Passados 6 anos, sem avanços significativos, fica muito claro que as partes envolvidas nessa guerra não irão se entender sozinha. A comunidade internacional finalmente tenta fazer alguma coisa, mas, você pergunta, porque a China vai contra dessa maneira?

Essa pergunta deixo para você, leitor inteligente e informado, responder. Porém, o fato da China ser contra tal "interferência" no Sudão pesa muito pois, junto da Rússia que segue a linha chinesa nesse assunto, o país tem o poder de vetar qualquer ação da ONU por lá. Enquanto isso...
Foi rápido mas aconteceu e reforça a teoria de alguns analistas que dizem que a Coréia do Norte está causando tanta polêmica com o propósito de conseguir barganhar com o governo norte-americano.

O fato dos norte-coreanos sentarem na mesma mesa com a ONU em quase 7 anos demonstra a vontade de se reinserir, de alguma maneira, no cenário internacional. Também ajuda a diminuir as tensões na fronteira do país com a Coréia do Sul e abre uma nova perspectiva de negociação na área nuclear.

Essa reunião foi proposta pelos próprios norte-coreanos e aconteceu em Panmunjom, uma zona desmilitarizada na península. Meros 32 minutos que podem valer muito mais do que todas as reuniões com os EUA, China, Rússia, Japão e Coréia do Sul.... vamos ver.

Quatro dias após o início das Olimpíadas na China, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente relata que as chuvas dos dias 10 e 11 e medidas do governo foram decisivas para que houvesse melhora na qualidade do ar na capital do país.

- Notícia retirada do Newsletter da ONU Brasil

Esse post tem muito a ver com o de ontem.

Todos ficaram sabendo que a ONU entrou através do Tribunal Penal Internacional (TPI) com um mandato de prisão contra o presidente sudanês Omar al-Bashir. A acusação é de crimes contra a humanidade e crimes de guerra que vêm se prolongando nos últimos anos (em números: 300 mil mortos em cinco anos e 2,5 milhões de refugiados).

O Governo do Sudão classificou a acusação como uma manobra política. A União Africana (que, se não me falha a memória, está tendo sua sede reconstruída e ampliada pela China) disse que acusar Al-Bashir o risco de "golpes militares e anarquia generalizada". Até o Egipto defendeu o presidente sudanês dizendo que só "uma solução política para a crise em Darfur será a única verdadeira garantia de alcançar justiça".

Mas vamos falar no âmbito internacional da discussão. Quem se manifestou "preocupado" com esse pedido de prisão foi justamente o Governo Chinês, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Interessante é notar que a China é o maior comprador de petróleo do Sudão e um importante investidor no país. Agora aparece a informação da BBC (TV estatal britânica) que, apesar do embargo de venda de armas ao Sudão imposto pela ONU em março de 2005, a China continua vendendo equipamento militar e treinando os pilotos sudaneses com os caças chineses.

Há uma matéria com essas descobertas da equipe britânica que deve ir ao ar na próxima semana e será analisada pelas Nações Unidas.

Alguns aspectos são fatos (como da compra de petróleo), outros podem ser considerados especulações (até que se prove, ou não, sua veracidade) mas há muitos interesses nisso tudo. Tanto do lado "ocidental" quanto do lado chinês. Na minha opinião "coincidências" no âmbito internacional não existem e o caso tem de ser analisado seriamente para o bem do povo sudanês.
Em que ponto chegamos. No dia de hoje uma conferência em Yangon reúne as Nações Unidas e mais 10 países da Associação das Nações do Sudeste da Ásia (Asean) que coordenam a entrega de ajuda a Mianmar (que é também membro da associação). Pretende-se reunir ao menos US$ 201 milhões em ajuda ao país, até o momento a ONU já arrecadou US$ 50 milhões em contribuições e mais US$ 42,5 milhões em promessas de ajuda.

Segundo o próprio "governo" de Mianmar os prejuízos econômicos causados pelo ciclone Nargis chegam em US$ 11 bilhões e matou cerca de 78 mil pessoas e deixou outras 56 mil desaparecidas. Presumo aqui que o país está um caos. Estou errado?

Ao ver seu país devastado, sua família e amigos mortos, seus poucos bens levados pelo ciclone o povo de Mianmar ainda tem de lhe dar com a cara de pau do "governo".

Acontence que no meio desse caos, demorando 3 semanas para deixar a ajuda estrangeira entrar no país, o "governo" de Mianmar ainda fez um referendo que "valida" uma nova constituição. Parece brincadeira.

Grande parte do país já havia votado em 10 de maio e agora outra parte, a mais atingida pelo Nargis, terminou de votar. Não se surpreenda, mas houve uma aprovação de 92,4% votos a favor dessa constituição. A oposição diz que esse referendo é uma farsa e que aqueles que se pronunciaram contra foram presos. Não é difícil de acreditar, nem se Jesus Cristo se candidatasse à presidência do Brasil teria porcentagem tão alta.

Em país já pobre antes do ciclone, onde todos procuram tentar refazer suas vidas, lutam pela comida diária, onde o "governo" demora a permitir ajuda para ao menos aliviar o impacto causado pela tragédia o egoísmo e cara de pau da Junta Militar de Mianmar só pode envergonhar todos nós. Nesse momento em que escrevo e vocês lêem esse post algumas pessoas de lá morreram por falta de acesso à comida e remédio.
* da Newsletter da ONU Brasil
Agência vai distribuir 11 mil tendas em caráter emergencial para atender parte das 5 milhões de pessoas que tiveram de deixar suas casas após terremoto.
Aquele velho ditado já dizia: "Desgraça pouca não é bobagem" (ou algo assim). E o fato é que, se no terremoto chinês o governo está agindo rapidamente, em Mianmar parece que estão se esforçando ao máximo para aumentar a tragédia.

A Junta Militar que governa o país já admite 43.318 mortos. Já a Federação Internacional da Cruz Vermelha calcula entre 68.833 e 127.990 vítimas, e a ONU começa a falar em mais de 100 mil falecidos. Isso sem contar os 1,6 (até) 2,5 milhões de desabrigados que correm risco de morrer pelas condições precárias.

As agências humanitárias que tentam enviar ajuda ao país disse que apenas 270 mil pessoas tiveram acesso à ajuda doada pela comunidade internacional. Se a Junta Militar de Mianmar está se esforçando tanto para piorar a tragédia está conseguindo, sem dúvidas.
* Da Newsletter da ONU Brasil.

Secretário-geral da ONU pede mais recursos e diz que flexibilidade do governo é muito pequena para auxiliar cerca de 2,5 milhões de atingidos pelo ciclone Nargis.
Com a séria possibilicade de ter matado mais de 100.000 pessoas em Mianmar o "irônico" disso tudo é saber que a ONU havia alertado o governo de Mianmar sobre os riscos do ciclone Nagris cinco dias antes. Cá entre nós, tempo mais que suficiente para preparar a população para sua chegada.

E, para atirar mais uma vez no próprio pé, a Junta Militar do país não está dando visto de entrada para muitas equipes da ONU que chegam com comida e medicamentos para os atingidos pelo forte ciclone.

Será que é preciso um ciclone matar esse tanto de pessoas para o mundo voltar seus olhos, de maneira mais comprometida, para a situação em Mianmar?
Começou nessa segunda-feira a 64ª conferência da Escap (Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico, na sigla em inglês) que reúne 62 países que irão discutir a crise energética mundial.

Vamos ver alguns números interessantes. Segundo a ONU, entre 1991 e 2005 o consumo de energia nos países da Ásia e Pacífico aumentou em 70%. Com um aumento anual de 2,75% até 2030 a região representará então a metade do total mundial. Algo impressionante.

Então, o que é necessário é achar a chamada "eficiência energética". Segundo a ONU a região conta com recursos naturais para produzir 40% da energia hidrelétrica e 35% da solar e geotérmica. Atualmente as energias renováveis só representarem 9% do consumo total dos países da região.

E para os asiáticos a situação fica cada vez mais preocupante, não somente pela grande poluição que está sendo gerada e seus efeitos óbvios. Segundo a secretária da Escap, Noeleen Heyzer, em 2030 cerca de 80% da energia consumida na Ásia e no Pacífico virá de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. Ou seja, os países ficarão extremamente vulneráveis à qualquer volatilidade do mercado internacional e isso custará muito, muito dinheiro para eles.

O primeiro-ministro tailandês, Samak Sundaravej, inaugurou a conferência dizendo que um dos assuntos mais importantes dessa reunião será rever os efeitos causados pela alta dos combustíveis nos países em desenvolvimento da região. E estudar mais profundamente os países onde a demanda de energia mais aumenta: Índia e China.

Sundaravej falou também da alta de preços dos alimentos, da desaceleração da economia mundial e sobre como esses fatores condicionarão o futuro dos países.

Espera-se que alguma proposta concreta saia dessa reunião.
* da Newsletter da ONU
Nações Unidas e grupo de ONGs pedem recursos para financiar projetos de recuperação e de ajuda a 155 mil deslocados internos no Timor Leste. Dinheiro também será usado em assistência de emergência a acampamentos de refugiados.
Notícia da Newsletter da ONU:

Relatório da ONU aponta que doença mata 440 mil pessoas de 15 a 44 anos por ano no continente. Até 2020, 8 milhões serão infectados, caso quadro não seja revertido. Estudo pede maior participação da sociedade para combater epidemia.
A situação política de Mianmar (ou Burma, como queiram chamar) é delicada, para dizer apenas o óbvio. Mas, desde as manifestações e opressões em setembro do ano passado, quais foram os avanços?

Alguns membros da ASEAN, da qual o país faz parte, censuram a Junta Militar que governa o país. A ONU mandou Ibrahim Gambari para conversar com os militares e qual foi a resposta? Aung Suu Kyi, principal opositora à Junta no país, não poderá concorrer as eleições marcadas para... 2010! O motivo? Ela foi casada com um estrangeiro. (Leia mais na matéria: http://giganteasia.blogspot.com/2008/02/aung-suu-kyi-no-poder-concorrer-em.html )

Postos os fatos na mesa fica bem claro que a Junta Militar de Mianmar praticamente ignora a opinião da comunidade internacional e que, ao marcar as eleições para daqui 2 anos (vale dizer que o sistema eleitoral do país foi banido em 1990 no país) iria encontrar duas opiniões: os que dizem que é um avanço e os que dizem que nada significa. E, assim, a Junta ganha tempo para pensar no que fazer.

Do lado ocidental os EUA e a UE se mostraram decepcionados com os “passos” dados por Mianmar rumo à um modelo com mais liberdade para seus cidadãos. Mas, será que a opinião deles já tem o mesmo peso de outrora quando China e Índia, os maiores parceiros do país, parecem tomar essas atitudes como progresso?

E então entra no jogo a já quarentona ASEAN. Na época em que as repressões aconteceram seus membros foram severos em seus discursos. E agora? O atual secretário-geral Surin Pitsuwan disse que marcar uma data para as eleições já foi um avanço. Somente as Filipinas mantém sua posição para que Aung Suu Kyi e outros prisioneiros políticos sejam libertados e que os direitos humanos tenham melhora.

A Indonésia foi severa, mas não já mantém sua posição tão firme. O que é positivo é que Jacarta lidera um grupo de estudos para formular um setor de direitos humanos independente na ASEAN.

Mas se a posição da ASEAN até agora pode ser considerada até crítica uma grande interrogação surge no futuro próximo. Hoje é Cingapura quem preside a Associação, mas, a partir de julho, será a Tailândia e, historicamente, Bancoc é amiga de Mianmar.

Em 2003 o então Presidente Tailandês Thaksin Shinawatra defendeu em uma reunião da ASEAN mais paciência com o Primeiro-Ministro de Mianmar Khin Nyunt e convenceu os membros a esperar para ver os esforços da Junta Militar rumo à democracia.

Mas, quem acaba de assumir o governo tailandês? Justamente o amigo de Thaksin: Samak Sundaravej. Quando assumiu seu cargo como Ministro das Relações Exteriores Noppadon Pattama já declarou que a situação de Mianmar é um assunto interno. Ou seja, mudanças não devem aparecer pela ASEAN.

A regra de “não-interferência” faz parte da ASEAN e isso só está ajudando, neste caso, a Junta de Mianmar, que seja como for não vê seu poder abalado.