O povo coreano, embora ocupe a península há mais de 2.000 anos deu forma ao seu país no século VII com a unificação dos Três Reinos pela dinastia Silla. Assim permanceu até 1953 quando se separaram e formaram dois países: um país do Norte, comunista, e o do Sul, capitalista.

O ex-presidente sul-coreano Roh Moo-hyun começou a se aproximar do norte no ano passado. Seja enviando ajuda humanitária, instalando empresas para geração de empregos, incentivando o turismo as duas partes começaram a se aproximar lentamente.

Em fevereiro deste ano Lee Myung-Bak, da direita sul-coreana, assumiu o posto de presidente do país prometendo uma recuperação econômica no país e ser mais duro nas negociações com o Norte. Desde então as negociações de aproximação vem dando lentos passos para trás.

Turismo na Coréia do Norte
Na última sexta-feira a Sra. Park Wang-Ja, dona-de-casa de 53 anos, residente de Seul, estava no Monte Kumgang, um dos poucos complexos turísticos da Coréia do Norte e tido como um dos primeiros passos de aproximação dos dois lados.

Aparentemente a Sra. Park se perdeu e entrou em uma zona militar. Soldados norte-coreanos, pediram para ela parar e, como ela começou a correr, na dúvida, atiraram nela.

O Governo Norte-Coreano não deixou funcionários do Sul fazerem uma investigação no lugar mesmo sob apelos de cooperação na investigação dos culpados por parte de Lee. Já sabendo do incidente Lee Myung-Bak fez um discurso na Assembléia Nacional e propôs retomar um diálogo com o Norte e começar a aplicação de acordos concluídos no passado. Tudo para amenizar a crise.

Consequências

Logo no sábado Kim Jung-Tae, membro do Ministério da Unificação sul-coreano, declarou que as visitas de turistas ao norte seriam suspensas. A Coréia do Norte classificou essa atitude como um "desafio".

Já sobre a proposta de Lee no domingo a resposta veio através do jornal oficial do Norte, "Rodong Sinmun", que a classificou como "um insulto intolerável" aos que esperam a reconciliação.

A Coréia do Norte ainda divulgou um comunicado dizendo que a "responsabilidade pelo incidente é inteiramente do lado Sul" e pediu as desculpas de Seul e providências para evitar que isso aconteça novamente.

Do lado norte a única desculpa que apareceu foi do sócio norte-coreano da companhia Hyundai Asan, que é responsável pelo complexo turístico.

Crise Nuclear
Enquanto passa por uma grave crise alimentar a Coréia do Norte aproveita seu programa nuclear para "chantegear" outros países. Depois de 9 meses de negociações paradas o governo de Pyongyang afirmou que agora vai.

Concordaram neste sábado em desmontar sua principal instalação nuclear antes do fim de outubro e ainda irão permitir que inspetores estrangeiros verifiquem o lugar.

A negociação que envolve seis países - Estados Unidos, Rússia, China, Japão e as duas Coréias - pode estar chegando à um final em troca de ajuda energética, retomada das relações diplomáticas com os EUA e Japão e um tratado de paz formal declarando oficialmente o fim da Guerra da Coréia.

Espera-se que a diplomacia ache uma saída para essa crise que vai se prolongando mas, como já aconteceu anteriormente, os norte-coreanos podem voltar atrás em qualquer momento. Mas em um fato eu aposto, o soldado que matou a Sra. Park não será culpado pela sua atitude.