E foi necessário o ex-presidente da Coréia do Sul, Kim Dae-Jung, morrer para isso acontecer. Ou, ao menos, o fato está sendo usado como justificativa.

Mas nesta sexta-feira a Coréia do Norte começou a abrir suas fronteiras com o Sul permitindo a passagem de trabalhadores e trens de carga passarem. É o primeiro passo para uma possível mais integração econômica.

Assim uma barreira feita em 1953 começa a cair, mas, claro, não se sabe até quando. Talvez até a próxima dor de cabeça de Kim Jong-il.

Vale lembrar que uma tentativa como essa foi suspensa pelos norte-coreanos como boicote a política do presidente sul-coreano Lee Myung-bak. Ou seja, certeza não há.

Por exemplo, a Coréia do Norte quer conversar com os EUA a sós. Os americanos também querem conversar com os norte-coreanos, mas só na famosa mesa a 6 (incluindo aí a Coréia do Sul, Japão, Rússia e a China). Claro, os chineses não gostariam nada de serem "atropelados" nesse caso.

A pergunta parece se repitir: será que mudanças irão acontecer por lá mesmo ou é só teatro?

* Ainda em tempo, se tiver curiosidade, lei aqui as mensagens de condolência do presidente Lula e de Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores do Brasil.