O Japão ainda é a 2ª maior economia do mundo, e também é o quinto maior emissor de gases poluentes do mundo. Uma das atitudes para sair da atual crise no Japão foi justamente incentivar produtos "verdes", que poluem e/ ou gastam menos energia.

O atual governo do país havia anunciado planos de, até 2020, reduzir suas emissões em 8%. Obviamente foram criticados. Já o novo governo de Yukio Hatoyama, que assume em 16 deste mês, prometeu em campanha e já anunciou metas muito mais ambiciosas: corte de 25% nas emissões em relação aos números de 1990. Foram elogiados.

Isso tudo é muito bacana mas, países de 1º mundo, como o Japão, já perceberam a obviedade: tecnologias verdes também podem dar dinheiro. Portanto, investir nessa tecnologia será um diferencial em um futuro não tão distante. Assim, também lutam pra manter seu diferencial e evitam disputas em áreas em que países de 3º mundo irão ganhar sem dificuldades.

Usina solar no espaço?
Parece algo de filmes de fantasia. De animés. Mas não é. A Mitsubishi Electric Corp, em parceria com a IHI Corp., anunciaram um investimento de 2 trilhões de ienes (algo como R$ 40 bilhões) para criar e colocar em prática uma usina solar na órbita do planeta terra.

O Ministério do Comércio e da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão está a frente do projeto que pretende já em 2015 lançar uma pequena placa afim de fazer testes. A placa de 4 km2, que deve abastecer 294 mil casas em Tóquio só com a energia do sol, deve ser lançada somente em 2030.

Isso me faz pensar em planos, metas que, assim como no pós-guerra no Japão, Coréia do Sul, Alemanha e afins, levaram esses países a estarem onde estão.

Apesar de caro esse sistema irá captar energia solar 24 horas por dia e será transmitido para terra via ondas prometendo não causar problemas na aviação, por exemplo.

Comments (2)

On 8 de setembro de 2009 11:19 , Natan disse...

Países asiáticos como o Japão e a China são exemplos de como um país pode se desenvolver rapidamente. Agora essa idéia de um painel solar em pleno espaço é incrível, daqui a algumas décadas vai valer cada centavo.

 
On 8 de setembro de 2009 12:03 , Luiz Barretto disse...

Olá Natan,

Não gosto de comparar países, etc. Cada um tem sua história que deve ser compreendida. Mas não posso deixar de pensar que os países que você citou tem uma visão de longo prazo maior que nós aqui no Brasil.
Esses planos no Japão prevêem começar a dar resultado somente em 2020. Aqui no Brasil o planejamento não passa de 4 anos. Temos muito o que aprender.