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Maurício de Sousa está apostando em mudanças para a Turma da Mônica desde que mudou para a Editora Panini. Assumidamente amante do estilo oriental, a Turma já conta com dois personagens nipônicos (Nimbus e Do Contra, baseados em seus filhos), e também lançou outros dois na comemoração dos 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil. Sua mais nova aposta é o mangá.

O estilo japonês de fazer quadrinhos agora vai contar as estórias de Mônica e sua turma na adolescência e muitas mudanças foram feitas para atingir um público mais velho.

Mônica não é mais gorducha, Cebolinha só troca o "l" pelo "r" quando está nervoso, Magali controla sua gula e Cascão, de vez em quando, toma banho. A 1a. edição sairá em agosto e terá frequência mensal com 128 páginas.
Muitos não tem idéia da história e dos sentimentos que envolvem a crise tibetana e mesmo assim assumem uma posição radical, seja para qualquer um dos lados, e não muda. É necessário ver os lados da história.

Nós, ocidentais, estamos vendo essa crise através dos olhos das grandes agências de notícias que são, de maneira geral, americanas ou européias. E, se eles reclamam que tem pouca informação eles filtram tudo da maneira que lhes convéem, e o que nós recebemos?

Então, este post é para indicar um website que um amigo chinês me mandou: www.anti-cnn.com. Só pelo nome podemos ter uma idéia sobre o que é, não?

Grande parte do material é em chinês mas não é necessário entender a língua para entender o propósito do site. Marca o "anti-ocidentalismo" que há na Ásia (aqui na América Latina podemos confundí-lo com anti-americanismo) e foca em como os grandes veículos ocidentais estão retratando a crise no Tibete.

Para aqueles que irão falar: "Com que moral os chineses, que tem sua mídia censurada e controlada, pode falar de nós?", eu diria para acabar com essa visão. Vale a pena visitar pois retrata a visão de chineses que tem acesso a mídia ocidental, logo, presumo eu, são de classe média, etc. e apontam diversas falhas que, se não forem tendenciosas, são, no mínimo, amadoras.

E, sob qualquer hipótese, mostra que ainda não sabemos lhe dar com a China e, em extensão, com a Ásia.
No último dia 14 Li Yuanlong saiu da cadeia, depois de passar dois anos na prisão. No mês passado também foi libertado outro jornalista, Zhao Yan, que foi condenado a 3 anos de prisão.

Se sabe que o controle da mídia na China é muito severo, portanto, sem moralismos vamos somente ao fato, quem é e porque Li Yuanlong foi preso?

Li era um repórter do diário estatal Bijie Ribao e fazia reportagens sobre a pobreza e desemprego, certa vez, para falar sobre as condições de vida de uma comunidade rural chamada Guizhou, Li fez uma reportagem em sites estrangeiros usando o pseudônimo de Ye Lang (Lobo Noturno).

Bom, isso foi descoberto, censurado pelos editores do próprio jornal e os políticos locais reclamaram de sua atitude. Li foi preso no dia 9 de setembro de 2005, condenado a 2 anos em maio de 2006 solto agora e afirma inocência: "Nunca fiz nada contra minha consciência, nem ilegal... Eu sou inocente".

Sobre o caso a Federação Internacional de Jornalistas (IFJ em inglês) fez uma carta ao Governo Chinês apelando que os direitos de Li de trabalhar como jornalista sejam devolvidos. Leia aqui essa carta em inglês:
http://www.ifj.org/default.asp?Index=5314&Language=EN

"É lamentável que um jornalista seja preso por demonstrar sua dedicação a fazer uma reportagem aberta e clara" disse Jacqueline Park, Diretora Asiática da IFJ.

Devido ao grande controle que o Governo Chinês tem sobre a internet, muitos internautas chineses escolhem hospedar seus blogs e reportagens em sites estrangeiros que, por sua vez, correm risco de serem censurados. Independente da censura cada país tem seu próprio tempo e maneira de exigir o que acha correto, a China não é exceção.