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Os fãs do escritor japonês Haruki Murakami, assim como eu, sabem da influência que a música exerce grande influência nos seus livros. E sabemos também que, antes de ser escritor, ele tinha um bar de jazz em Tóquio onde ele escreveu seus 2 primeiros livros, Hear the Wind Sing e Pinball, 1973.

Pra quem ficou imaginando o bar de 1001 maneiras, eis aqui o local:
























Como podem ver não é mais um bar de jazz, e sim um restaurante... mas muito interessante, não?
Essa notícia é bem atrasada, mas por se tratar do Murakami vale a pena falar.

Mal sabia eu que "Um Amor Sublime", lançado no Brasil em fevereiro, é um filme baseado em um conto de Haruki Murakami chamado "All God's Children Can Dance" (traduzindo literalmente: Todos os filgos de Deus sabem dançar).

Abaixo segue o trailer mas a estória do filme é a seguinte: Evelyn (interpretada pela shanghainesa
Joan Chen) se refugia em uma igreja quando estava grávida de seu filho Kengo (Jason Lew). Casar com Kengo é o maior desejo de sua namorada Sandra (Sonja Kinski), mas ele se recusa em aceitar a proposta, pois acredita que é O filho de Deus. O filme então acompanha a busca de Kengo pela mais elevada expressão de amor e o confronto do segredo da sua verdadeira natureza. Parece bacana, não?


E não é a primeira vez que a imaginação de Murakami invade as telas, o 1º filme baseado em suas novelas foi "
Tony Takitani" (baseado em "Sleepy Woman"), de 2004, dirigido por Jun Ichikawa. Ainda há o curta de animação baseado em "Hear the Wind Sing".

A próxima novela do escritor japonês a ir a tela, provavelmente em 2010, será "Norwegian Wood"... já estou ansioso para ver!
Gostaria de deixar aqui registrado minha pequena homenagem ao grande escritor japonês Haruki Murakami. No final de janeiro ele recebeu das mãos do presidente de Israel, Shimon Peres, o Prêmio Jerusalém que é entregue a cada dois anos na cidade.

Esse prêmio, entregue desde 1963, tem como parâmetro autores falam sobre "a liberdade do homem na sociedade". Sem dúvida Murakami passa por esses assuntos em seus livros. Mas, é claro, houve muitas críticas por ele aceitar um prêmio desse em um país que, vamos dizer, pode ser questionado nesse tópico.

Apesar de não costumar aparecer muito em público ele foi até Israel e, durante a cerimônia declarou: “Quando me perguntaram se aceitaria o prêmio, me alertaram sobre a viagem e os combates em Gaza. Me perguntei se ao vir a Israel não estaria tomando partido. Finalmente decidi vir. Como a maioria dos escritores de Ficção, faço exatamente o contrário do que me dizem que faça”.

Não é a primeira vez que Murakami ganha prêmios por sua literatura. Em 2006 ele ganhou o Prêmio Kafka, justamente pelo livro "Kafka à Beira-Mar", que alías foi o primeiro livro dele que li. É isso aí, parabéns!

Abaixo segue uma reportagem da TV Japonesa sobre o prêmio, mas Murakami fala em inglês:

* Matéria da Revista Cult, do Brasil, que fala sobre o lançamento de "Kafka à beira-mar" do japonês Haruki Murakami pela Editora Objetiva. Esse foi o primeiro livro que li dele e que me fez ir atrás de outros dele. Excelente!

É só clicar nesse post para ir ler a matéria no site da Cult.