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Achei esse projeto bacana, vale a pena conferir, só tem de instalar o Google Earth em seu computador.

"O "Google Earth Tour" é um projecto conjunto da agência das Nações Unidas para os refugiados e o gigante das pesquisas na Internet Google. Desenvolvido na sua fase inicial pela Seção de Informação de Campo e Apoio à Coordenação do ACNUR, foi finalizado pelos peritos de Google Earth. A canção dos Rolling Stones "Gimme Shelter" foi escolhida como a trilha sonora da viagem virtual, que começa no campo de refugiados de Mae La, na selva da Tailândia, para terminar em Treguine, nas terras áridas do leste do Chade passando por cinco outros campos operados pelo ACNUR."

Clica no post para ir direto ao site da Nações Unidas.
Obviamente que não é somente a China que condena o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente sudanês Omar al-Bashir. Rússia, a União Africana e a Liga Árabe também não gostaram da idéia.

Como resposta à TPI o Sudão expulsou 13 organizações não-governamentais do país. Nesse final de semana o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu para lançar uma declaração de condenação desses anos e, como previsto, foi bloqueado, principalmente por Beijing.

A justificativa para barrar a condenação foi de que era necessário também exprimir "preocupação" pelo mandado de prisão de Omar al-Bashir. Obviamente que nenhum outro membro concordou porque seria uma simples contradição, ou seja, o assunto ficou travado aí.

E isso é só o começo dessa história pois a Liga Africana e a Liga Árabe irá formar uma comissão para ir até Nova Iorque e pedir que as Nações Unidas suspenda as acusações contra al-Bashir. Apesar do Conselho de Segurança ter o poder de suspender a decisão do TPI tal ação dificilmente acontecerá pelos países ocidentais que apoiam o mandado.

Desde a primeira morte causada, oficialmente, pela Aids (ou Sida, em Portugal) na China 34.864 pessoas já pereceram devido à essa doença. Segundo o Ministério da Saúde do País, entre janeiro e setembro de 2008 foram confirmados 264.302 novos casos, um aumento significativo diante os 135 630 em 2005.

O Programa das Nações Unidas para a Aids (UNAIDS) e o Governo Chinês estimam que o número de aidéticos no país seja de 700 mil pessoas o que constrata com número declaro de infecções. É óbvio que essa diferença se dá devido ao não conhecimento das pessoas e até da vergonha de se submeter a tais testes, o que pode prejudicar o governo em uma ação mais ampla de combate.

A novidade nisso tudo é que, entre janeiro e setembro do ano passado, 6.897 pessoas morreram de Aids. Um recorde que fez com que assumisse o primeiro lugar no ranking de doenças infecciosas que mais matam no país, deixando para trás outros "medalhões" como raiva, hepatite e tuberculose.

Acredito que esse aumento também deve se dar devido ao maior número de testes e registros de infectados. Isso tudo me deixa curioso em relação ao programa chinês de combate à essa terrível doença.

Aqui no Brasil passamos por tremores de terra e ciclones tropicais. Na Ásia ondas enormes atingiram a Coréia do Sul e um ciclone chegou em Mianmar.

No caso sul-coreano pelo menos oito pessoas morreram depois que uma série de ondas gigantes se chocarem contra um porto neste domingo. As ondas foram causadas por tempestades e fortes ventos de cerca de 185 km atingindo o porto de Boryeong Namdo no Mar Amarelo. Outras 12 pessoas ainda foram resgatadas do mar.

Já em Mianmar a passagem do ciclone Nagris matou ao menos 243 pessoas causando prejuízos enormes. A região de Irrawaddy, no litoral do país, foi a mais atingida pelas tempestades mas o Governo já declarou estado de emergência em toda região sul inclusive em Yangun, a antiga capital.

Com ventos que atingiram 190 a 240 km/h muitas cidades estão sem eletricidade, com o fornecimento de água prejudicado, linhas telefônicas cortadas, estradas bloqueadas e com os preços dos alimentos cada vez mais caros.

E logo amanhã as Nações Unidas irão mandar os chefes de suas agências humanitárias terão para uma reunião com a Cruz Vermelha Internacional em Yangun para examinar a situação no país e assim preparar um plano de ajuda.

A natureza está brava, e com razão.

As fotos abaixo são de Mianmar, feitas pela AFP.



Hoje a população norte-coreana é estimada em 23 milhões de pessoas. Mas não há certeza alguma sobre esses dados já que, há 14 anos, o país não realizada um censo populacional.

Agora, com a ajuda da Coréia do Sul e do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), esse censo será realizado e tem como objetivo, entre outras coisas, entender melhor os fenômenos sociais do país o que ajudará nas políticas e políticas na península.

O projeto todo tem um custo estimado em US$ 5,5 milhões, sendo que o governo sul-coreano irá doar US$ 4 milhões e o restante deve vir do próprio fundo e de outros países. O trabalho terá começo em outubro desse ano e os resultados serão divulgados em 2009. É mais uma ação de aproximação dos dois países feita pelo Ministério da Unificação que deve ser extinto quando o novo presidente assumir em final de fevereiro.

Todo país em desenvolvimento, e com ambição de inserção internacional tem algumas prioridades básicas. Pode começar pela região em que está inserido, passando por ações bilaterais e multilaterais, indo até meios mais influentes como a ONU.

Se o país não tem diretrizes de ação para sua política e inserção internacional ficará à deriva e ao sabor da história sem objetivos. No caso do país que mais cresce nas duas últimas décadas, isso não é diferente. E as ambições são muito grandes.

Em um relatório divulgado pela Academia Chinesa de Ciências Sociais (Cass, em inglês) foi apresentado as estratégias para o país em longo prazo. Apesar de não representar a posição oficial do Governo Chinês ele é levado em consideração pelo Ministério das Relações Exteriores para desenvolver novas políticas.

“Pomba da Paz”
É curioso, mas os chineses tem muita capacidade em dar nomes de efeito, resumir situações em poucas palavras. Digo isso através do grande número de “su hua”, os ditados populares que eles possuem. Mas a “Estratégia Pomba da Paz” representa como a China vê sua inserção internacional:

- Cabeça: É a ONU, com prioridade total. O país quer, cada vez mais peso nessa instituição. Isso não necessariamente representa que o país é a favor de uma reforma na ONU como muitos países em desenvolvimento, como o Brasil, querem;

- Peito: Como sabemos a ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) é o maior fórum de discussão da região. Há algumas décadas atrás a China e a Índia tentaram lançar algo parecido e fracassaram. Agora a idéia chinesa é lançar a Associação Asiática (AA), que seria mais abrangente, sendo encabeçado por eles;

- Asas: Essas duas partes são constituídas pelo primeiro mundo: os EUA e a UE, representando que é necessário que o país ache um equilíbrio entre essas duas potências.
Na asa da direita está a APEC (Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico), da qual os EUA fazem parte.
Na asa esquerda está a União Européia, para a qual a China tem uma nova proposta. No ano corrente ocorrerá em Beijing o 7º Encontro Europa-Ásia e os chineses querem aproveitar a oportunidade para sugerir a criação da Cooperação-Econômica Ásia-Europa (AEEC, em inglês) que ajudaria a elevar, ainda mais, as conversas entre as duas partes.

- Traseiro: Estava faltando essa parte. E é nela que está a América Latina, África e Oceania. Mas caros amigos latino-americanos, africanos e demais amigos da Oceania, não julguem vocês que estamos no traseiro da pomba por pretensão chinesa. Tal conclusão só daria merda.

Parceiros Estratégicos
Até porque temos de lembrar que, sim, o Brasil (como exemplo) é um dos chamados “parceiros estratégicos” do país. A África é uma das regiões que mais recebem investimento chinês, chegando ao ponto de acusarem a China de “neo-colonialista”. E, a Oceania é a casa de muitos chineses e é uma região com enormes potenciais. Alías, o atual presidente australiano sabe até falar chinês. Então, é precipitado colocar essas regiões como “inferiores”. Mas, sem dúvida, no campo internacional ainda tem menos peso que os EUA e a UE.

Além disso, esse estudo diz que a China procura investir nas relações com países com as seguintes características: “ser inovador, ter muitos recursos, possuir uma grande população, ter cultura, ser amigável ou estar nos arredores da China”. Isso reforça o que acabo de falar, não?

E, vale sempre ressaltar, diálogo é feito sempre por duas partes. Cabe também a esses países definirem suas estratégias internacionais onde hoje, querendo ou não, a China está inserida. É preciso ir atrás antes de mais nada.

Mas está ficando cada vez mais comum dizer: “Nós precisamos da China, eles não precisam de nós” para justificar essa ‘corrida chinesa’. Muito cuidado, pois tudo há de ser feito com cuidado para que todos ganhem no resultado final.
Um estudo feito pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) divulgado nesta segunda-feira fala sobre as graves consequências pela preferência por bebês do sexo masculino em muitos países da ásia.

Essa preferência é muito enraizada na cultura asiática pois a mulher, como regra geral, não pode passar o sobrenome da família adiante e ainda é vista até como endividamento pois, quando casam, são seus pais que tem de pagar o chamado 'dote'. Ainda não pode se dizer que já é incomum o aborto ou até abandono de bebês do sexo feminino em certas regiões, apesar desta prática estar caindo principalmente nas regiões mais desenvolvidas.

Esse estudo concluiu que esse desequilíbrio poderá não somente criar dificuldades para os homens acharem esposas mas também poderá aumentar a incidência de violência sexual e até o tráfico de mulheres.

Nos quatro países estudados, Índia, China, Nepal e Vietnã, muitos pais usam o ultra-som para verificar o sexo da criança e, caso seja mulher, se preparam para abortar. Na China a proporção é de 100 bebês do sexo feminino para 120 masculino quando, o normal, seria de 100 para 105. Ou seja, essa geração já está sofrendo com falta de mulheres e ainda foi agravado pela política de "um bebê por casal" no começo da década de 80. Afim de combater o problema o Governo Chinês está fazendo campanhas de informação.

Já na Índia a sociedade civil e os médicos estão discutindo cada vez mais essa questão e novas leis contra a violência doméstica e discriminação na hora da divisão de heranças já foram aprovadas.
No Nepal e no Vietnã no entanto não há nenhum expressivo movimento para coibir esse tipo de prática e a UNFPA recomenda as ações da China e Índia como exemplo.

Como conclusão Thoraya Ahmed Obaid, diretora executiva da UNFPA, disse: "Desequilíbrios na proporção entre os sexos só levam a grandes desequilíbrios na sociedade como um todo. Como resposta, precisamos espalhar a mensagem de que todo ser humado que nasce tem o mesmo direito a dignidade, valor e direitos humanos".

É algo mais grave do que parece.