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Em discurso aos representantes de 24 países e instituições internacionais que estão, ao menos em teoria, comprometidas com a reconstrução do Afeganistão, o Japão anunciou uma ajuda de US$ 110 milhões ao país. Esse anúncio vem logo depois do país anunciar um pacote emergencial de 2,75 milhões de euros ao Quênia.

Deste valor somente US$ 13 milhões já está aprovado e será enviado através da Unesco, outros US$ 9 milhões serão investidos na melhoria da gestão de fronteiras. Os outros US$ 90 milhões restantes ainda está sujeito à aprovação do Parlamento e deve ser destinado a ajuda à refugiados, reforma policial e apoio ao Governo.

Essa ajuda ao Afeganistão faz parte da política de alinhamento à política norte-americana, mas é interessante notar que o Japão também está correndo atrás da África, para oferecer contra-ponto à China e Índia e para continuar a ser um representante regional.
Depois de 5 anos de presença no Afeganistão a Coréia do Sul retira suas tropas. Cerca de 2.100 militares do país fizeram parte dessa missão ao longo deste tempo, mas os últimos 195 retornaram à Seul em um avião fretado ainda ontem, antes do previsto.

A decisão da retirada foi impulsionada pela opinião pública coreana depois do seqüestro de 23 missionários cristãos sul-coreanos, sendo que 2 foram mortos, em julho pelo grupo Talibã. Na ocasião a libertação dos missionários foi condicionada à retirada das tropas.

Apesar disso a Coréia do Sul ainda enviará uma missão civil do começo do ano que vem como parte da equipe de Recontrução Provincial (PRT) e que contará com vários militares para trabalhos de coordenação.
Primeiro vamos falar então um pouco da Coréia do Sul e seu poderio militar. Lá na década
de 50 do século que já se foi, quando a Guerra da Coréia acabou, o governo da parte sul da península coreana entregou o comando de suas tropas para os EUA e à ONU. Até se entende pois os EUA já era uma grande potência, lutou contra os norte-coreanos. Já a ONU era uma instituição nova que procurava sua consolidação.

Em 1994 a Coréia do Sul recuperou o comando de suas tropas e, em uma de suas missões, enviou 210 soldados para o Afeganistão. Agora, a má notícia para os EUA é que essas tropas serão retiradas em meados de dezembro, antes das eleições presidenciais do país.

E, isso é anunciado pelo Ministério da Defesa logo depois do Japão, tradicional aliado, encerrar sua missão de apoio militar no país, causando constrangimento para o novo primeiro-ministro, Yasuo Fukuda, que é um grande entusiasta do assunto.

No caso da Coréia ainda se planeja aumentar o número de soldados no Iraque, e a estadia pode ser até prolongada caso a Assembléia Nacional aprove o pedido do governo em dezembro. De qualquer maneira algo está mudando.

Todos sabem que há uma base militar americana na Coréia do Sul, assim como em outros país, para 'assegurar' a paz na península. As tropas estão lá mais graças à Coréia do Norte e seu programa nuclear que já está sendo desmantelado do que qualquer outra coisa. Então, até 2012, Seul continuará sob a tutela norte-americana em tempos de guerra, até lá o país não terá o controle militar total.