A gripe aviária ainda ronda a Ásia com perigo. No começo deste ano a China voltou a identificar alguns focos no país e agora o Japão, pela primeira vez desde 2007, acha uma variante da doença em seu país.
Chamada de "cepa H7" é considerada de baixo risco pois não é transmitida facilmente aos humanos. Essa variante também só acontece em aves e foi identificada em uma fazendo de codornas que, até o momento, não morreram.
Apesar desse caso não ser grave é necessário que todos por lá fiquem atentos para que o vírus não se mute e transforme-se em algo pior do que já foi.
Este ano mal começou e a China já admite 6 novos casos de infectados pela gripe aviária. Dessas, 4 já morreram. Espera-se que a SARS não consiga se espalhar pelo continente asiático mais uma vez. Desde que essa doença apareceu infectou 36 pessoas na China, matando 24.

A Indonésia é o país que mais sofre com a gripe aviária com 108 mortos em uma população grande: 240 milhões de habitantes. Por isso, em um projeto de US$ 43,2 milhões a farmacêutica estatal Bio Farma começará a produzir vacinas para humanos contra a doença a partir de 2011.
Já a partir do ano que vem a Bio Farma irá começar a fabricar as vacias, mas somente em 2011 a produção anual deve ser de 20 milhões de doses.
E o Japão será o primeiro país a ter uma vacinação em massa contra H5N1, a gripe aviária. Segundo o Ministério da Saúde japonês seis mil médicos, funcionários de alfândegas e inspetores de quarentena deverão ser vacinados contra essa doença este ano.
Segundo o ministro da Saúde, Yoichi Masuzoe, o Japão quer liderar as pesquisas contra a H5N1 já que está muito perto dos países onde a maioria dos casos aconteceram. Os dados dessa primeira vacinação em massa contra a gripe aviária serão coletados para avaliar sua efetividade, segurança e seus possíveis efeitos colaterais.
Caso essa vacina seja realmente segura o país já considera a possibilidade de testá-la em outros 10 milhões de pessoas. Uma tentativa de achar a solução para esse problema contínua na Ásia.
Com financiamento dos EUA foi inaugurado no último dia 25 na província de Chachoengsao (cerca de 50 quilômetros de Bangcoc) o primeiro centro asiático de combate à gripe aviária.

A idéia do centro é armazenar equipamentos que deverão ser usados em um eventual surto epidêmico da gripe aviária na região. O objetivo é poder agir em no máximo 24 horas e por isso conta com 45 mil roupas protetoras, 400 aparelhos para descontaminação e 10 laboratórios móveis.
A doença já causou a morte de 236 pessoas desde meados de 2003.
O Vietnã é o segundo país mais atingido pela gripe aviária com 50 mortes desde 2003. Como sabemos o primeiro é a Indonésia, com 105 mortes. Por isso Hanói considera fundamental a imunização de sua população, não somente das aves.
O Instituto de Vacinas e Substâncias Biológicas do país já testou uma vacina contra a Influenza Aviária em diversos animais como ratos, galinhas de angola e galos, entre outras e os resultados foram excelentes. Agora dispõem de 5.500 doses e pedem a autorização do Governo Vietnamita para testá-las em humanos.

Essa vacina foi desenvolvida junto a OMS, que desembolsou 1,3 milhões de dólares americanos para a construção de um laboratório que deve entrar em operação no começo de 2009 e terá capacidade de 1 milhão de doses anualmente.
É interessante notar que o Vietnã não teve nenhuma morte humana em 2005 graças à uma política de imunização das aves feita com muito rigor. Porém, aparentemente houve um relaxamento nesse processo. Em 2007 foram registrados cinco casos fatais e nesses dois primeiros meses de 2008 sete províncias do país enfrentam surtos, e, se providências não forem tomadas, esse poderá ser o pior ano para sua população.
A Indonésia é o país mais afetado pela gripe aviária, até agora foram mais de 100 vítimas. Sendo assim é uma dos países que mais compartilha material desse teor com a OMS (Organização Mundial de Saúde). Mas, segundo o Governo do país as amostras do vírus H5N1 têm como destino final alguns laboratórios privados, principalmente os americanos.

O objetivo dessa iniciativa seria claro: desenvolver vacinas humanas e vender aos países pobres afetados por um alto preço. Já há algum tempo a Indonésia se recusa a compartilhar suas amostras. Mas, segundo a Ministra da Saúde do país, Siti Fadilah Supari, as razões para a doença são, na verdade, divinas, e é também sobre isso que ela fala em seu livro “É hora de o mundo mudar. A Mão Divina por trás da Influenza Aviária”.
Apesar de não se poder lutar contra as razões divinas Supari denuncia em seu livro que a doença também está ocorrendo por causa dessa conspiração internacional onde os principais jogadores são os EUA e a OMS. Ainda segundo a Ministra o vírus do H5N1 estaria sendo colhido também para ser usado como arma biológica pelas superpotências. Essa suspeita nasceu depois que amostras enviadas pela Indonésia caíram nas mãos de uma laboratório pertencente ao Departamento de Defesa dos EUA.
O livro teve o prefácio do presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e nem os EUA nem a OMS se manifestaram sobre o assunto.
No ano passado no Japão foram registrados 1.048 novos casos de pessoas infectadas com HIV, um aumento significativo em relação à 2006 quando foram registrados 952 casos.
E na Indonésia faleceu no último dia 10 a 104ª vítima da gripe aviária, um adolescente de 16 anos. Desde 2005 o país registrou mais da metade das mortes provocadas pela gripe aviária no mundo inteiro.
Desde 2003, quando apareceu os primeiros focos do vírus H5N1, o número de vítimas foi de 221 mortes, dentro de um universo de 353 casos de infecção confirmada.
E, não pense que, apesar de todos os esforços, o problema acabou. Nessa semana um homem de 30 anos morreu na Indonésia, e outro de 34, morreu no Vietnã.