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As Eliminatórias para a Copa da África do Sul já começam a se definir e venho trazer-lhes novidades sobre o lado asiático.

Nesse momento os asiáticos estão na 4ª fase que reúne apenas 2 grupos, os que estão se classificando são:

Grupo 1
(1) Japão com 11 pontos

(2) Austrália com 10 pontos
(3) Uzbequistão com 4 pontos
(4) Bahrein com 4 pontos
(5) Qatar com 4 pontos


A novidade é a Austrália que começou a disputar uma vaga pela Ásia e não mais pela Ocenia.

Grupo 2

(1) Coréia do Norte com 10 pontos
(2) Coréia do Sul com 8 pontos
(3) Irã com 6 pontos
(4) Arábia Saudita com 4 pontos
(5) Emirados Árabes Unidos com 1 ponto


Levando em conta que apenas dois de cada grupo irão para a Copa, nem é preciso dizer que está praticamente fechado os classificados, não?

A grande surpresa são os norte-coreanos. No futebol feminino sabemos que a Coréia do Norte é tradicionalmente uma potência, no masculino nunca haviam apresentado tamanho rendimento.

Ainda há mais 4 rodadas para o final das Eliminatórias asiáticas que terminam em junho. Porém ainda há a possibilidade dos asiáticos levarem mais uma seleção para a África do Sul. Os 3ºs lugares dos dois grupos irão disputar, em jogos de ida e volta, o direito de disputar com a Nova Zelândia, vencedor das Eliminatórias da Oceania (que outros países há na Oceania jogando futebol...?), a última vaga para a Copa.

Para ficar atualizado com as eliminatórias asiáticas e todo o movimento por lá pode-se acompanhar no site da Confederação Asiática de Futebol.
O atual Mundial de Clubes organizado pela FIFA, que sucedeu a antiga "Copa Toyota", deverá sair do Japão nos próximos 2 anos.

Isso faz parte de uma reorganização que a entidade máxima do futebol quer fazer. O prêmio irá aumentar para 14 milhões de euros, sendo 4 milhões somente para o campeão.

Agora há três países que disputam o direito de sediar o campeonato: Austrália, Emirados Árabes Unidos Unidos e Japão.

O país sede deve ser anunciado em maio, a edição deste ano acontecerá entre 11 e 21 de dezembro nas cidades de Tóquio e Yokohama.
Vamos para o sudeste da Ásia, para os Emirados Árabes Unidos. Focaremos em sua capital, em sua maior cidade que cresce 19% ao ano. Em um lugar que desponta como grande potência econômica, que atrai não apenas milhares de turistas, mas também trabalhadores que ganham mais do que em sua terra natal, e onde ¾ de seus moradores são originários de outros países, um problema assombra: a prostituição/ tráfico humano.

Abaixo vamos conversar sobre histórias reais e sobre o preço humano que se paga por lá pelo crescimento econômico.

Prostituição forçada
Essa é a história de Fei Fei, uma jovem chinesa de 22 anos, que foi para lá estudar. Ela exibe marcas de cigarro em suas costas e braços, resultado de sua recusa em se prostituir enquanto morou 8 meses em Dubai.

Mas a jovem garota acabou cedendo à gangue quando eles lhe ameaçaram de mandar suas fotos peladas para sua família. Essa desonra, disse ela, seria pior que vender seu corpo. Então, sob o nome de “Lucy” ela se vendia nos bares por 500 dirhams (USD $130), um preço alto para conseguir sua liberdade.

Sua história é apenas um exemplo do ‘lado escuro’ da cidade que ficou conhecida por seus altos prédios, ilhas artificiais e muito dinheiro.

Medo de estupro
Anne Valdez, 25 anos, saiu da cidade de Quezon, nas Filipinas, para trabalhar como empregada doméstica em Dubai. Seu trabalho durou 4 meses antes que fugisse.

Valdez foi à procura de um futuro melhor para ela e seu filho de 1 ano de idade. Ela foi para lá através de uma agência de emprego cujo contrato previa US$ 200 ao mês. Porém, seus patrões lhe davam US$ 160 e a obrigavam a trabalhar 19 horas por dia.

Ela não podia sair de casa em nenhum momento, “Eu não podia nem ligar para a minha família. Eu tinha medo de ser estuprada.” Depois de fugir e passar mais 10 meses trabalhando meio-período em hotéis e afins, se escondendo da polícia, ela conseguiu voltar para seu país, mas da mesma maneira que foi.

Valdez pode se considerar ‘sortuda’, pois, apesar de todos com quem trabalhou tentarem leva-la para cama ela nunca foi estuprada nem forçada a se prostituir.

Estima-se em 10,000 as vítimas de tráfico humano em Dubai. O Governo afirma que esses números são super-estimados e que eles já começaram a agir aprovando a primeira lei anti-tráfico do Oriente Médio.

Muito dinheiro
Dubai, uma antiga vila comércio, se transformou no ponto financeiro e turístico do Golfo Pérsico. Isso tudo atraiu muitas pessoas, hoje sua vida noturna não deixa nada a desejar a qualquer bar das grandes capitais mundiais.

Sauditas ricos, americanos que pegam seu dinheiro no Iraque, e banqueiros de Londres freqüentam os bares de Dubai. O grande crescimento também atraiu trabalhadores de obras e faxineiras, mas as leis não acompanharam esse ritmo para protégé-los diz a Organização Internacional do Trabalho.

Mulheres da ásia, Africa também assinam seus contratos para trabalhar como secretárias e cabeleleiras e vêem seus passaportes serem confiscados e forçadas a trabalhar como prostitutas, disse um relatório americano. Outras trabalham sob ameaça física e psicológica ou são abusadas até pagarem o custo do contrato.

Como isso acontece em Dubai acontece em tantos outros lugares, principalmente nos países em desenvolvimento onde a população ainda é pobre, infelizmente o bom senso do ser humano não é tão confiável assim, então, a única pergunta que fica é: quantas pessoas terão de sofrer para que esse tipo de situação acabe de uma vez?