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Um país da dimensão da China tem de investir em transporte de maneira permanente, seja focado em passageiros, seja para diminuir custos de exportação, etc. E o governo faz isso, colocando o transporte ferroviário como prioridade no país.

Recentemente inauguraram o trem mais rápido do mundo entre Wuhan e Guangzhou, o que inclusive lhes permite participar de concorrências internacionais no segmento. Os chineses devem entrar na disputa para fazer o trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Para se ter uma idéia qual é a importância da expansão do sistema ferroviário no país somente nos próximos 5 anos o país planeja investir aproximadamente 480 bilhões de euros no setor.

E, o mais "louco" é a idéia de ligar via trem Beijing a Londres nos próximos 10 anos!

A linha passaria por 17 país em um trecho de 8 mil quilômetros. Parece ser difícil de sair do papel pois passaria por regiões delicadas com conflitos armados e afins. Mas não duvide que isso possa acontecer.

E os chineses também sugeriram outras 2 linhas para seus vizinhos asiáticos:
1ª) Ligando Kunming com Cingapura via Vietnã, Tailândia e Malásia;
2ª) Saindo de Urumqi, passando por Cazaquistão, Uzbequistão e, possivelmente, terminando na Índia;

É capaz de tudo isso sair antes do esperado trem-bala brasileiro! Esse é um dos motivos que os torna cada vez mais competitivos, apesar de todos os problemas que o país tem.
Desde que saiu do poderoso Chelsea o técnico brasileiro Luís Felipe Scolari estava em férias forçadas. Teve diversas propostas nesse período e acaba de fechar com o Bunyodkor, do Uzbequistão.

Chega a surpreender que Felipão tenha fechado com o futebol asiático? Em suas palavras: "A opção foi feita em razão de uma série de detalhes, que é muito difícil de explicar através de uma entrevista, mas principalmente, aquilo que me foi oferecido de projeto. A idéia do presidente da equipe, a forma como fui recebido pelas pessoas nas duas vezes que estive no Uzbequistão. A forma como o clube está enfocando uma nova realidade futebolística no Uzbequistão. E por me oferecer então, uma idéia de um projeto que se assimila a alguns projetos aos quais eu já trabalhei e que são muito interessantes para mim".

Quem conhece seu trabalho sabe do conceito "família" que ele gosta de formar nos times que comanda e, se dado tempo, tenho certeza de que fará um ótimo trabalho por lá.

Quem está por lá também é o craque brasileiro Rivaldo (que chegou em agosto de 2008) e com certeza influenciou Felipão em sua decisão.

Apesar de ser um time jovem, fundado em 2005, o Bunyodkor já coleciona título como o campeonato local de 2008 e é apontado atualmente pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol como o 2º melhor da Ásia.

Ao menos em visibilidade o Uzbequistão entra no mapa, valorizando também o futebol Asiático. Boa sorte pro Felipão!
As Eliminatórias para a Copa da África do Sul já começam a se definir e venho trazer-lhes novidades sobre o lado asiático.

Nesse momento os asiáticos estão na 4ª fase que reúne apenas 2 grupos, os que estão se classificando são:

Grupo 1
(1) Japão com 11 pontos

(2) Austrália com 10 pontos
(3) Uzbequistão com 4 pontos
(4) Bahrein com 4 pontos
(5) Qatar com 4 pontos


A novidade é a Austrália que começou a disputar uma vaga pela Ásia e não mais pela Ocenia.

Grupo 2

(1) Coréia do Norte com 10 pontos
(2) Coréia do Sul com 8 pontos
(3) Irã com 6 pontos
(4) Arábia Saudita com 4 pontos
(5) Emirados Árabes Unidos com 1 ponto


Levando em conta que apenas dois de cada grupo irão para a Copa, nem é preciso dizer que está praticamente fechado os classificados, não?

A grande surpresa são os norte-coreanos. No futebol feminino sabemos que a Coréia do Norte é tradicionalmente uma potência, no masculino nunca haviam apresentado tamanho rendimento.

Ainda há mais 4 rodadas para o final das Eliminatórias asiáticas que terminam em junho. Porém ainda há a possibilidade dos asiáticos levarem mais uma seleção para a África do Sul. Os 3ºs lugares dos dois grupos irão disputar, em jogos de ida e volta, o direito de disputar com a Nova Zelândia, vencedor das Eliminatórias da Oceania (que outros países há na Oceania jogando futebol...?), a última vaga para a Copa.

Para ficar atualizado com as eliminatórias asiáticas e todo o movimento por lá pode-se acompanhar no site da Confederação Asiática de Futebol.
O Uzbequistão é o país mais populoso da ásia central com 27 milhões de habitantes. Desde 1989, quando conseguiu sua independência da ex-União Soviética quem está no poder é Islam Karimov, de 69 anos.

E, todas as vezes, ele foi eleito através de voto direto. Ele venceu as duas eleições anteriores com esmagadora maioria, 86% e 91% dos votos válidos. E, na eleição desde domingo ele ganhou também, com 88,1% de preferência entre os 16 milhões de eleitores do país que o elegeram para um mandato de mais 7 anos.

Concorrendo também ao cargo de presidente do país, que é rico em reservas de hidrocarboneto e recursos minerais, estavam outros três candidatos que também apoiavam Karimov. Ou seja, os eleitores careciam de opções, para dizer o mínimo. Segundo a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) as eleições foram, em resumo, uma marmelada, todos já sabiam do resultado antes mesmo de começar.

A oposição é inexistente e proibida, políticos que não concordam com Karimov são presos ou forçados ao exílio e o governo de Karimov chegou a reprimir manifestações contra simplesmente matando pessoas, como aconteceu em 2005 na cidade de Andizhan. Alguns ativistas dos Direitos Humanos e a própria OSCE contestaram a própria candidatura de Karimov, já que a constituição do país proíbe mais de 2 mandatos consecutivos.

Então, qual foi o truque? Em 2002 houve um referendo popular que ampliou o mandato presidencial de cinco para sete anos, então, segundo governistas, este seria apenas o 1º mandato. E não é que todos fiquem calados perante isso. A AFP entrevistou alguns eleitores do país que afirmaram que, apesar de não conhecer os outros candidatos, não votariam em Karimov e muitos expressaram o desejo de que ele se aposente.

No poder há 18 anos o povo do Uzbequistão não pode esperar atitudes diferentes de Karimov e devem continuar a ver de 2 a 5 milhões de seus compatriotas fugirem do país em busca de uma vida melhor.