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Já fiz duas matérias sobre o assunto por aqui, uma sobre crianças entrando nesse mercado de exploração sexual e outra um vídeo sobre uma ex-protistuta lutando contra isso. Mas é um assunto que não deve sair de pauta nunca devido à seriedade e o absurdo.

No Brasil muitas crianças sofrem com isso e, de pouco tempo para cá, algo a mais está sendo feito. Leis mais punitivas e operações de maior porte estão prendendo esse tipo de "gente".

As crianças asiáticas sofrem com isso, especialmente os países mais pobres. Um dos que se "destacam" é justamente Cambodia.

E ao menos alguma coisa começa a ser feita no país. Muito pouco, mas pode ser um começo. Depois de anos pressionados pela comunidade internacional o Governo local começou a agir.

Baniram, por exemplo, o casamento entre estrangeiros e cambodianas. Especialmente os sul-coreanos casavam com mulheres pobres do país para tê-las como escravas em sua casa. Algo que o governo da Coréia do Sul, caso saiba de tais casos, também tem de agir contra.

O Governo de Cambodia também começou a fazer blitz nas ruas para combater a prostituição, muito pouco em um país que não há leis contra a prostituição infantil.

A UNICEF estima que no país há entre 50,000 e 100,000 prostitutas sendo que 52,2% são menores de 17 anos. Um absurdo que não pode ser considerado normal.

Abaixo quero compartilhar um vídeo (em inglês) sobre o assunto:


* Matéria triste mas interessante do El País.

É só clicar no post para ler a notícia direto no site do UOL.
Em 2006 a Índia aprovou uma lei que proíbe casamento de crianças, algo tradicional por lá. Essa lei pegou? Pelo jeito não.

Em cidades como Rajasthan 41% das mulheres continuam casando antes dos 18 anos, idade legal para tal. Algumas "mulheres" casam muito cedo, com 6 anos de idade...

Isso nos faz pensar nas razões que não podem ser justificadas somente numa tradição.

Uma das principais razões, como em toda relação humana, é garantir o futuro financeiro de sua filha e assim não ter essa preocupação. Quanto mais cedo casarem suas filhas mais fácil será, financeiramente, já que o pai da nova terá de pagar um dote também.

Outro aspecto interessante que é levado em consideração é o "medo" da filha se tornar muito educada, inteligente, e ser mais difícil de achar um parceiro "a altura" dela. Outra justificativa é de garantir a virgindade da garota.

Então, casando tão cedo assim, assim que a menina começa a se tornar em mulher já é hora de ter filhos. E depois?

Depois elas correm o sério risco de ficar trabalhando para a família do marido, literalmente, como uma empregada. Imagine os riscos para a saúde de uma criança viver assim.

O Governo vem tomando ações para diminuir e conscientizar o quão prejudicial isso pode ser para a vida da criança. Mas, em um país tão antigo e tão populoso como a Índia imagine só o trabalho para ter alguma mudança.
Na Conferência Sobre Turismo Sexual Infantil no Sudeste Asiático, Frans van Dijk, do grupo "Terra dos Homens - Holanda" disse que o número de crianças asiáticas que estão envolvidas em turismo sexual é entre 60.000 e 70.000 mil. Um número aproximado e que, segundo o estudo apresentado, só cresce.

Já sabemos do absurdo da suposta crença local de que transar com crianças aumenta a longevidade que contribui para esse número. Ontem mesmo li a notícia de um empresário indiano que abusava de sua filha pois um guru (que por sua vez abusava da outra filha do empresário) lhe disse que isso traria boa sorte nos negócios.

Outro fator que contribui para o número mencionado acima são as crianças órfãs que moram em lugares de risco como as áreas afetadas pelo tsunami em 2004. O silêncio dos pais, das crianças, seja por vergonha ou "incentivo fiscal" também dificulta a prisão do tipo de pessoas que promovem isso. Em muitos casos os pervertidos pagam a educação da criança em troca de favores sexuais.

Os principais países atingidos no continente são: Cambódia, Indonésia, Filipinas e Tailândia. Na foto ao lado crianças filipinas participam de protesto contra a pornografia infantil. Fonte: AFP.
Na China é muito comum ver cabeleleiros que não cortam o cabelo. Eles tem um "serviço diferenciado". Nesses lugares ninguém estudou a arte de cortar cabelo nenhum, lá é ponto de prostituição, de "massagem" como gostam de dizer.

E mal sabia que agora isso está sendo exportado! Na Espanha mais de 15 salões de beleza, todos de chineses, foram fechados por servirem de fachada para a prostituição. Presumo eu que a maioria dos clientes fossem da comunidade chinesa, mas vai saber os espanhóis também devem ter experimentado tal serviço.

Lamentável exemplo de como representar teu país no estrangeiro. A maioria envolvida nesse esquema deve ser ilegal, vamos ver se o governo espanhol será tão rígido nesse caso quanto é em outros casos envolvendo estrangeiros. Confiram a reportagem aqui.
* Matéria publicada no UOL Vídeos.


Esta notícia é digna de nota. Todos devem saber as terríveis histórias das chamadas "mulheres de conforto" usadas pelo exército japonês quando invadiram a China, Coréia e tantos outros países asiáticos. Vale também dizer que muitas mulheres japonesas sofreram com essa escravidão sexual.

No Japão esta continua a ser uma questão polêmica, muitos políticos importantes do país chegam até a negar a existência dessas mulheres. Esta também é uma questão que, de tempos em tempos, causa animosidades entre o Japão e os países que sofreram na época do "Império Japonês".

Pois bem, um passo rumo à inteligência, ao entendimento e uma homenagem às vítimas da época promete começar a mudar essa história toda. No último dia 8 foi inaugurado, depois de 63 anos do final da 2ª guerra mundial, o primeiro memorial às escravas sexuais.

Na verdade é um monumento erguido na ilha de Miyako, no sul do Japão. Contém inscrições em 12 línguas diferentes, incluindo a dos países que sofreram com isso. Que isso irá ajudar todos a entender melhor e passar para frente essas histórias para que não se cometa o mesmo engano não há dúvidas. Mas o interessante é essa atitude partiu da sociedade civil.

O terreno em si foi doado por um dos residentes da região, o Sr. Hirotoshi Yonaha, e, a iniciativa, tomada por pesquisadores japoneses e sul-coreanos.
Vamos para o sudeste da Ásia, para os Emirados Árabes Unidos. Focaremos em sua capital, em sua maior cidade que cresce 19% ao ano. Em um lugar que desponta como grande potência econômica, que atrai não apenas milhares de turistas, mas também trabalhadores que ganham mais do que em sua terra natal, e onde ¾ de seus moradores são originários de outros países, um problema assombra: a prostituição/ tráfico humano.

Abaixo vamos conversar sobre histórias reais e sobre o preço humano que se paga por lá pelo crescimento econômico.

Prostituição forçada
Essa é a história de Fei Fei, uma jovem chinesa de 22 anos, que foi para lá estudar. Ela exibe marcas de cigarro em suas costas e braços, resultado de sua recusa em se prostituir enquanto morou 8 meses em Dubai.

Mas a jovem garota acabou cedendo à gangue quando eles lhe ameaçaram de mandar suas fotos peladas para sua família. Essa desonra, disse ela, seria pior que vender seu corpo. Então, sob o nome de “Lucy” ela se vendia nos bares por 500 dirhams (USD $130), um preço alto para conseguir sua liberdade.

Sua história é apenas um exemplo do ‘lado escuro’ da cidade que ficou conhecida por seus altos prédios, ilhas artificiais e muito dinheiro.

Medo de estupro
Anne Valdez, 25 anos, saiu da cidade de Quezon, nas Filipinas, para trabalhar como empregada doméstica em Dubai. Seu trabalho durou 4 meses antes que fugisse.

Valdez foi à procura de um futuro melhor para ela e seu filho de 1 ano de idade. Ela foi para lá através de uma agência de emprego cujo contrato previa US$ 200 ao mês. Porém, seus patrões lhe davam US$ 160 e a obrigavam a trabalhar 19 horas por dia.

Ela não podia sair de casa em nenhum momento, “Eu não podia nem ligar para a minha família. Eu tinha medo de ser estuprada.” Depois de fugir e passar mais 10 meses trabalhando meio-período em hotéis e afins, se escondendo da polícia, ela conseguiu voltar para seu país, mas da mesma maneira que foi.

Valdez pode se considerar ‘sortuda’, pois, apesar de todos com quem trabalhou tentarem leva-la para cama ela nunca foi estuprada nem forçada a se prostituir.

Estima-se em 10,000 as vítimas de tráfico humano em Dubai. O Governo afirma que esses números são super-estimados e que eles já começaram a agir aprovando a primeira lei anti-tráfico do Oriente Médio.

Muito dinheiro
Dubai, uma antiga vila comércio, se transformou no ponto financeiro e turístico do Golfo Pérsico. Isso tudo atraiu muitas pessoas, hoje sua vida noturna não deixa nada a desejar a qualquer bar das grandes capitais mundiais.

Sauditas ricos, americanos que pegam seu dinheiro no Iraque, e banqueiros de Londres freqüentam os bares de Dubai. O grande crescimento também atraiu trabalhadores de obras e faxineiras, mas as leis não acompanharam esse ritmo para protégé-los diz a Organização Internacional do Trabalho.

Mulheres da ásia, Africa também assinam seus contratos para trabalhar como secretárias e cabeleleiras e vêem seus passaportes serem confiscados e forçadas a trabalhar como prostitutas, disse um relatório americano. Outras trabalham sob ameaça física e psicológica ou são abusadas até pagarem o custo do contrato.

Como isso acontece em Dubai acontece em tantos outros lugares, principalmente nos países em desenvolvimento onde a população ainda é pobre, infelizmente o bom senso do ser humano não é tão confiável assim, então, a única pergunta que fica é: quantas pessoas terão de sofrer para que esse tipo de situação acabe de uma vez?
Segundo um grupo humanitário, a forte demanda por jovens garotas virgens por homens que patrocinam a prostituição em Cambodia alimenta a entrada de menores no mercado de sexo.

Em uma entrevista com 203 mulheres e garotas que trabalham em bares ou boates, mais de 1/3 disseram que entraram nesse trabalho vendendo sua virgindade.

"Como outros asiáticos, eles (os Cambodianos) tem um grande desejo cultural pela virgindade", disse Eleanor Brown, autora do estudo. Algumas culturas asiáticas acreditam que transar com garotas virgens ajuda a preservar a virilidade e vitalidade.

Esse estudo ainda disse que as garotas venderam sua virgindade com uma média de 16/ 17 anos de idade e, apesar de algumas terem vendido voluntariamente, a maioria foram enganadas por amigos e parentes ou foram forçadas graças à pobreza e violência doméstica.

"Enquanto na maioria das situações esse comércio aparenta ser voluntário para mulheres e garotas vendando sua virgindade, ouve grande uso de força e debilitação através de drogas e álcool na hora do sexo" afirma Eleanor Brown.

O estudo afirma que 18% das entrevistadas estão debilitadas de alguma maneira, enquanto 10% estavam totalmente inconscientes.

Ainda foi indicado que 49% dos clientes eram homens Cambodianos, outros 42% dos clientes são de outros países asiáticos como os Chineses, Japoneses, Coreanos, Taiuaneses, Tailandeses e Filipinos. Os ocidentais correspondem a 9%.

O estudo foi feito nas províncias de Siam Reap, Koh Kong e na cidade de Sihanoukville, que são lugares de grande incidênciade exploração e tráfico sexual e mostra também que 38% das entrevistadas foram vendidas por terceiros e a média do valor foi de US$ 482. A maioiria dos clientes são homens de meia idade endinheirados.

O tráfico de mulheres e garotas para exploração sexual é difundido em Cambodia, cuja lei é muita fraca nesse assunto. Nos últimos anos as autoridades vem fazendo esforços para barrar esse tipo de ação, mas o foco ainda é ocidentais que fazem turismo sexual, muitas vezes até gravando e publicando em websites.