Depois da posse do Presidente Lee no último dia 25, a Assembléia Nacional da Coréia do Sul votou e aprovou a nomeação de Han Seung-soo para o cargo de Primeiro-Ministro.

Han Seung-soo, que foi indicado por Lee Myung-bak um mês atrás, trabalhava atualmente como enviado especial para a Mudança Climática das Nações Unidas e obteve a aprovação com 174 votos a favor e 94 contra.

Lee ainda está acabando de formar seu gabinete.
Eu não estava lá, mas ouvi dizer. Thaksin Shinawatra, 58 anos, ex-primeiro-ministro e deposto em 19 de setembro de 2006, desce do avião precedente de Hong Kong (que, alías, tem o Sr. aeroporto) e beijo o solo de sua terra natal.

Comoção. Forte esquema de segurança e aplausos de 10 mil pessoas no Aeroporto de Suvarnabhumi. Depois disso ele é encaminhado para prestar depoimento no Supremo Tribunal. Tensão? Não. Já estava no script. Thaksin fica por lá 20 minutos, paga uma fiança de 250.000 dólares, promete não sair do país, e volta para casa.

E começa mais um episódio na política tailandesa. Thaksin, antes de ser político é um empresário de sucesso. Começou sua carreira na polícia, depois fundou a Shin Corporation (que, se a memória não me falha, foi vendida mais tarde para um grupo de Cingapura) e também a “Advanced Info Service”, a maior empresa de celulares (telemóveis para os portugueses) do país. Começou sua carreira política em 1994 no Partido Phalang Dharma Party e em 1998 fundou o agora extinto Thai Rak Thai (TRT). Mesmo fora da política ele ainda tem grande importância no país e ninguém espera que ele realmente não faça alguma coisa no atual governo.

Ao longo de sua carreira de empresário ele construiu uma fortuna de 73 bilhões de bahts (2,28 bilhões de dólares), mas não foi isso que lhe deu fama internacional. Os holofotes internacionais começaram a lhe mirar quando foi deposto pelo suposto envolvimento em dois casos de corrupção.

Mas Thaksin diz que já se aposentou da política e sua estadia no país tem como objetivo rever sua mulher e seus três filhos (na foto vocês podem vê-lo em uma reunião com a imprensa no Hotel Península. E, esse parênteses é para falar: que filhas bonitas hein Thaksin!). Garantiu que está focado no Manchester City, segunda razão pelo seu sucesso internacional quando pagou 164 milhões de dólares por 75% do time.

Dois jogadores do Manchester City o acompanharam de Hong Kong até Bangcoc e Thaksin revelou planos para o clube, tais como: "securitização" (títulos vinculados à renda da bilheteria, por exemplo) para arrecadar mais fundos. Irá também usar o clube para divulgar o futebol na região através de escolinhas que quer abrir na China e no Japão. Alías, a seleção tailandesa já até foi treinar no campo de seu time.

Os críticos (e eu concordo) são unânimes ao dizer que a Tailândia agora só precisa de paz para continuar seu caminho. Que a volta de Thaksin seja aproveitada para provar, ou não, seu envolvimento em corrupção e assim a democracia e o atual governo sejam fortalecidos.
A política do “filho único” foi estabelecida no começo dos anos 70 pelo Governo Chinês e, segundo estatísticas, evitou o nascimento de 400 milhões de crianças. Podem ser considerados números importantes no combate ao aumento populacional, mas tem seus efeitos colaterais e pode ser um "tiro no pé" no campo econômico.

Se essa política tem como objetivo impedir uma explosão demográfica maior é porque, até então, as famílias chinesas tinham 4, 5 filhos e mudar isso não é fácil. No começo dos anos 70 a fertilidade das mulheres era de 5,8 e atualmente é de 1,7.

A restrição que essa lei impôs levou muitos casais a não registrar seu primeiro filho ou, por questão cultural especialmente no interior do país, abandonar se for menina. Vale lembrar que são os filhos que levam o nome da família adiante e são eles que têm a obrigação de cuidar dos país quando estes envelhecem, daí a preferência por meninos.

Como resultado atualmente há uma disparidade entre homens e mulheres, a proporção é de 106 homens para 100 mulheres. A queda de fertilidade das mulheres chinesas também causou um envelhecimento da população o que pode trazer problemas econômicos em um futuro não tão distante e isso preocupa as autoridades chinesas.

Segundo a vice-ministra da Comissão de Planejamento Familiar e População Nacional, Zhao Baige, o governo chinês já começa a pensar em uma revisão da política do “filho único”. Não há previsão para mudanças e nem se sabe como serão feitas, mas a anulação da lei já está descartada.

Para a mudança nessa lei há três aspectos que o governo chinês vai levar em consideração: recursos humanos, proteção social e os costumes.

A área fértil do país é muito pequena e poderá não garantir alimento para todos. Com isso, terá de importar cada vez mais alimentos, gastando mais dinheiro. O governo chinês já tem programas de investimento na tecnologia agrária e quem anda pelas estradas do país vê plantações que disputam lugar com o asfalto.

Dentro desse assunto ainda tem de se considerar que a migração para cidades aumente anualmente, pois os salários no campo são três vezes menores que o da cidade. No plano qüinqüenal o governo contempla mais ajuda para a população rural e terá de se esforçar mais ainda para manter trabalhadores nesse setor e alimentar o país.

A proteção social chinesa ainda não consegue cobrir toda população sendo muitas pessoas colocadas à própria sorte. Uma tendência que está despontando é da previdência privada. Mas o que se teme com o envelhecimento da população é que tenha mais aposentados do que trabalhadores ativos e então a situação fica insustentável.

E, os costumes de cada região também têm de serem levados em consideração. Alguns grupos étnicos já são permitidos ter mais de um filho, na zona rural também. Mas Zhao Baige destaca que em regiões como Henan que tem mais de 100 milhões de habitantes, a política do “filho único” é necessário, pois o meio-ambiente local é frágil.

Mas uma pesquisa poderá ajudar a traçar o futuro dessa lei. Ela apontou que 60% dos chineses com menos de 30 anos querem no máximo 2 filhos e muitos poucos querem mais de 3. Essa é uma tendência do mundo atual e se faz valer também na China.

Estatísticas oficiais prevêem que o auge da expansão populacional chinesa ocorrerá em 2033 quando atingirá 1,5 bilhões de habitantes, depois disso o número deve começar a cair. Uma lei com mais de 30 anos já pode e deve ser revista não somente para o bem da população, mas para o bem do país como um todo.
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, está acabando sua visita ao Vietnã e Cingapura e irá voltar com alguns protocolos embaixo dos braços.

No Vietnã Amorim assinou um protocolo que prevê a cooperação entre os dois países na produção de etanol. Isso faz parte do Brasil de apresentar esse bio-combustível como uma das soluções para o aquecimento global e que, no Vietnã, tem muito potencial de crescer. Devo ressaltar que é apenas um protocolo de intenções e nada de concreto.

O que houve realmente de concreto e que vem se firmando metas na diplomacia brasileira. O Brasil mantém relações diplomáticas com o Vietnã desde 1989, mas somente a partir de 2002 que o comércio bilateral realmente cresceu e desde então aumentou 7 vezes. Agora a meta é mais ambiciosa: até 2010 os países querem comercializar US$ 1 bilhão, três vezes mais que os atuais US$ 323 milhões.

As relações entre o Brasil e o Vietnã estão realmente em um momento especial. Ano passado foi aberta no Rio de Janeiro a Câmara de Comércio Brasil-Vietnã o que mostra a importância que os dois países dão para o outro. As principais áreas que querem englobar são: infra-estrutura, aviação civil, produção de etanol, automação bancária e software. Amorim também convidou o Vietnã a integrar o “G20” (grupo de países em desenvolvimento). Para os brasileiros vale lembrar que o Vietnã cresce a taxas de 8% ao ano.

Já em Cingapura, Amorim afirmou querer tratado de livre-comércio entre Mercosul e Asean. É um belo passo “querer” um TLC já que durante o atual governo brasileiro o Itamaraty conseguiu não assinar nenhum acordo desse tipo com país algum. As más-línguas dizem que, se passar 2008 sem assinar nenhum TLC, o Brasil irá entrar no Livro dos Recordes como o único dos grandes em desenvolvimento que não usam esse recurso.

Vamos lembrar que a ASEAN é formada por: Brunei, Mianmar, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Tailândia e Vietnã. Já o Mercosul é formado por: Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e a Venezuela em processo de adesão.

Não há dúvidas do potencial e do benefício que um TLC poderia trazer entre esses dois blocos que reúnem países essencialmente em desenvolvimento. Há diversas áreas de cooperação e a diplomacia brasileira diz querer diversificar os mercados de exportação para não ficar dependente de seu maior parceiro: os EUA. Com a crise americana já não se trata de uma opção e sim de uma necessidade, então, que o Itamaraty aproveite o “momento propenso” para, efetivamente, diversificar os parceiros e não ficar amarrado somente ao Mercosul.
Apesar de todos os problemas políticos o relacionamento econômico de China e Taiwan vai muito bem. O comércio no estreito de Formosa cresceu 16,1% em 2007 registrando um novo recorde de US$ 102,3 bilhões.

Números como esse faz com que muitos taiuaneses não queiram a independência da ilha, principalmente grandes executivos. A China representa 21,9% do comércio exterior da ilha apesar de Taiwan limitar os investimentos na parte continental do estreito.
No ano fiscal 2006/07 o crescimento da Índia foi de 9,6%, se mantendo como a terceira economia asiática. As primeiras você e eu já sabemos: Japão e China.

Neste ano fiscal, que terminará em 31 de março, é esperado que o país feche com uma expansão com 8,7%. No quarto trimestre de 2007 a Índia cresceu 8,4% em relação ao mesmo período de 2006.
Saiu na Yonhap e farei uma pequena nota. Quatro empresa sul-coreanas adquiriram os direitos para explorar quatro jazidas de gás no Golfo do México. O valor total da operação é de US$ 195 milhões.

As empresas são: Corporação Nacional de Petróleo da Coréia do Sul, que ficou com 35% de participação, a Keangnam Enterprises com 30%, SK Corp. e Hanwha Corp. com mais 10% cada.

Os trabalhos devem começar ainda este ano e o contrato valerá até 2018.
Os chineses como regra, estão ficando mais ricos, estão conhecendo outros países, descobrindo que o capitalismo pode ser bom e que eles são bons nisso. Então, eles querem cada vez mais e é natural que assim seja. Estão mais conscientes do sistema em que vivem e, se algo os afeta, irão protestar.

As potências ocidentais reclamam da falta de liberdade na China, dos direitos humanos e, principalmente, do senso não democrático. Mas, o Partido Comunista Chinês não parece se importar tanto com a opinião de outras potências, mas sabem que, se os preços do arroz, da carne de porco, de moradia chegar a níveis muito altos eles estarão em uma enrascada.

Por isso, gradualmente, os líderes chineses apontam para uma reforma política e nesta quarta-feira a imprensa divulgou os próximos passos que serão dados.

A idéia do PCC é de formar quatro “superministérios” que absorverão muitos órgãos do governo e serão os encarregados de orientar o sistema econômico. A idéia também é diminuir a conhecida burocracia e acelerar o processo de decisão e de ação.

Segundo o jornal Ta Kung Pao os “superministérios” serão encarregados de energia, indústria, transporte e meio-ambiente. Segundo alguns políticos chineses isso é apenas mais um passo rumo à uma reforma maior que incluirá mais influência ao Parlamento do país. Mas, para quem está pensando que isso quer dizer o fim do sistema unipartidário eu aconselho tirar isso da cabeça. Não somente segundo políticos, mas também cidadãos comuns o PCC é o pilar do desenvolvimento e da estabilidade do país.

Mais do que qualquer analista político ou qualquer governo de outro país o PCC sabe que reformas são necessários para, ao menos, acalmar o povo. Em um ato raro a ata da reforma publicada admite que há insatisfação popular com o governo. Acrescenta que o controle do Partido Comunista é essencial, mas que o Parlamento e autoridades não-comunistas devem ser ouvidas.

Segundo especialistas outras reformas devem ser feitas ainda este ano, pois os olhos de todo mundo estão voltado para eles e porque marca os 30 anos do Congresso onde Deng XiaoPing iniciou as reformas do país.
China, em chinês, quer dizer "país do meio". A partir dessa simples constatação podemos falar um pouco da cultura do país. Para os chineses antigos seu país nunca dependia de outros e era um mundo dentro de si. Talvez por isso a abertura chinesa tenha sido tão complicada.

Mas, isso não significa que os chineses não foram olhar o mundo em sua volta, afinal, em períodos de sua história tiveram as ciências mais avançadas do mundo. Quando lançou seu livro "1421: O ano em que a China descobriu o mundo" o britânico Gavin Menzies abalou algumas estruturas. Então os grandes pioneiros do mar não foram os portugueses? Os chineses fizeram isso antes de qualquer um?

Para ter uma idéia do conteúdo do livro o site O Globo Online fez um infográfico muito bacana e é isso que quero compartilhar com vocês, é só acessar: http://oglobo.globo.com/servicos/pop_infografico.asp?p=/mundo/info/china/default.swf&l=730&a=564

E, isso nos leva a pensar mais ainda na cultura chinesa, porque, se tinham a tecnologia, não conquistaram outros países como fizeram os europeus? Já pensaram em um mundo colonizado pelos chineses?
Com a vitória nas urnas da oposição o presidente Musharraf começa a perder o seu, até então, incontestável poder. Está em uma verdadeira corda bamba, pois agora só tem o apoio do seu enfraquecido partido. Há pouco tempo atrás ele também tinha o cargo de chefe das forças armadas, mas renunciou a favor da presidência. Agora, as Forças Armadas não irão protegê-lo prontamente.

E a oposição finalmente conseguiu o que queria: tirar o poder de Musharraf. E, para governar Zardari (do PPP que liderou as eleições, ele é o viúvo de Benazir Bhutto e atual chefe fo partido) e Nawaz Sharif (do PML-N, ele é o presidente deposto por Musharraf) já estão traçando uma aliança. Agora que começará o verdadeiro teste desses dois partidos que tem como principal missão a reconstrução política em um país tão instável.

O governo de Musharraf não pode ser tão criticado no campo econômico. O PIB do Paquistão vêm crescendo em uma média de 7,5% ao ano. Mas, para resumir a situação no país há uma “piada” por lá que resume a situação: Um homem vai pescar e leva para casa um peixe grande e pede para sua esposa cozinhar. Mas ela se recusa. Diz que vai gastar muito óleo e fogo.

Isso representa um país onde, por exemplo, falta luz elétrica nas casas. Faltam coisas muito básicas no país e o resulto e participação nas eleições mostrou que o povo quer mudança.

Mas, por trás do interesse do povo há, acima do interesse dos EUA e UE em combater o terrorismo na região, o conflito entre Musharraf e a nova aliança do Governo. É de se duvidar que os desafetos do atual presidente não queiram uma “vingança” contra Musharraf por tudo que ele fez durante seu governo contra eles. E, claro, isso só pode trazer mais instabilidade ao país.

Todos esperam que a morte de Benazir Bhutto traga uma mudança sincera para o Paquistão, que um sistema democrático, que começa a renascer, se estabeleça de uma vez. Agora está na mão desse tripé político: Musharraf, Zardari e Sharif em encaminhar o país para o bem de todos e não entrar em assuntos de cunho pessoal.
Números da italiana Ferrari na região Ásia Pacífico: em 2007 teve aumento de 38%, vendendo 376 modelos. Isso representa 5,8% do total de vendas no mundo inteiro da marca.

Para aumentar sua presença na região a empresa irá abrir uma loja no Japão cuja inauguração deve acontecer em 1º de julho deste ano.
A situação política de Mianmar (ou Burma, como queiram chamar) é delicada, para dizer apenas o óbvio. Mas, desde as manifestações e opressões em setembro do ano passado, quais foram os avanços?

Alguns membros da ASEAN, da qual o país faz parte, censuram a Junta Militar que governa o país. A ONU mandou Ibrahim Gambari para conversar com os militares e qual foi a resposta? Aung Suu Kyi, principal opositora à Junta no país, não poderá concorrer as eleições marcadas para... 2010! O motivo? Ela foi casada com um estrangeiro. (Leia mais na matéria: http://giganteasia.blogspot.com/2008/02/aung-suu-kyi-no-poder-concorrer-em.html )

Postos os fatos na mesa fica bem claro que a Junta Militar de Mianmar praticamente ignora a opinião da comunidade internacional e que, ao marcar as eleições para daqui 2 anos (vale dizer que o sistema eleitoral do país foi banido em 1990 no país) iria encontrar duas opiniões: os que dizem que é um avanço e os que dizem que nada significa. E, assim, a Junta ganha tempo para pensar no que fazer.

Do lado ocidental os EUA e a UE se mostraram decepcionados com os “passos” dados por Mianmar rumo à um modelo com mais liberdade para seus cidadãos. Mas, será que a opinião deles já tem o mesmo peso de outrora quando China e Índia, os maiores parceiros do país, parecem tomar essas atitudes como progresso?

E então entra no jogo a já quarentona ASEAN. Na época em que as repressões aconteceram seus membros foram severos em seus discursos. E agora? O atual secretário-geral Surin Pitsuwan disse que marcar uma data para as eleições já foi um avanço. Somente as Filipinas mantém sua posição para que Aung Suu Kyi e outros prisioneiros políticos sejam libertados e que os direitos humanos tenham melhora.

A Indonésia foi severa, mas não já mantém sua posição tão firme. O que é positivo é que Jacarta lidera um grupo de estudos para formular um setor de direitos humanos independente na ASEAN.

Mas se a posição da ASEAN até agora pode ser considerada até crítica uma grande interrogação surge no futuro próximo. Hoje é Cingapura quem preside a Associação, mas, a partir de julho, será a Tailândia e, historicamente, Bancoc é amiga de Mianmar.

Em 2003 o então Presidente Tailandês Thaksin Shinawatra defendeu em uma reunião da ASEAN mais paciência com o Primeiro-Ministro de Mianmar Khin Nyunt e convenceu os membros a esperar para ver os esforços da Junta Militar rumo à democracia.

Mas, quem acaba de assumir o governo tailandês? Justamente o amigo de Thaksin: Samak Sundaravej. Quando assumiu seu cargo como Ministro das Relações Exteriores Noppadon Pattama já declarou que a situação de Mianmar é um assunto interno. Ou seja, mudanças não devem aparecer pela ASEAN.

A regra de “não-interferência” faz parte da ASEAN e isso só está ajudando, neste caso, a Junta de Mianmar, que seja como for não vê seu poder abalado.
O Vietnã é o segundo país mais atingido pela gripe aviária com 50 mortes desde 2003. Como sabemos o primeiro é a Indonésia, com 105 mortes. Por isso Hanói considera fundamental a imunização de sua população, não somente das aves.

O Instituto de Vacinas e Substâncias Biológicas do país já testou uma vacina contra a Influenza Aviária em diversos animais como ratos, galinhas de angola e galos, entre outras e os resultados foram excelentes. Agora dispõem de 5.500 doses e pedem a autorização do Governo Vietnamita para testá-las em humanos.

Essa vacina foi desenvolvida junto a OMS, que desembolsou 1,3 milhões de dólares americanos para a construção de um laboratório que deve entrar em operação no começo de 2009 e terá capacidade de 1 milhão de doses anualmente.

É interessante notar que o Vietnã não teve nenhuma morte humana em 2005 graças à uma política de imunização das aves feita com muito rigor. Porém, aparentemente houve um relaxamento nesse processo. Em 2007 foram registrados cinco casos fatais e nesses dois primeiros meses de 2008 sete províncias do país enfrentam surtos, e, se providências não forem tomadas, esse poderá ser o pior ano para sua população.
Yao Ming, a maior estrela e referência do esporte chinês e que atualmente joga no Houston Rockets nos EUA, sofreu uma fratura em seu pé esquerdo e não poderá mais atuar nessa temporada da NBA.

Segundo especialistas essa lesão pode ser tratada através de uma cirurgia o que exigiria 4 meses afastado das quadras e permitiria que ele jogasse as Olimpíadas em agosto. Mas, a mera possibilidade dele ficar fora dos jogos em solo chinês já parece ter virado uma questão de honra nacional.

Hu Jiashi, diretor da Associação Chinesa de Basquete, chegou a proibir a presença de jornalistas estrangeiros em uma entrevista que concedeu ontem, declarou: “Esta é uma questão muito sensível para a China, e pedimos que não sejam enviados estrangeiros para a conferência de imprensa”.

Obviamente os fãs chineses não querem que sua maior referência fique fora dos jogos, mas Yao Ming parece manter esse pensamento bem longe: “Se não poder disputar os Jogos Olímpicos será, neste momento, a maior perda na minha carreira. Nem quero tentar imaginar e, sinceramente, nem quero pensar muito nisso”.

Sua ausência é ainda mera cogitação, somente depois da tal cirurgia que poderá se ter alguma conclusão sobre sua recuperação, mas Hu Jiashi já declarou: "Dois anos atrás, nós planejamos duas táticas, incluindo uma com Yao e outra sem ele. Agora vamos focar mais nas táticas e treinamentos sem Yao".

De cá torcemos para que o shanghainês se recupere e ajude os Jogos Olímpicos de Beijing a ser um grande evento.