A Ásia está crescendo e, cada vez mais, se torna uma grande concorrente para outros países que até então eram únicos em uma determinada área, em um determinado mercado. Hoje vamos falar um pouco sobre a corrida espacial.

Quando pensamos em tecnologia espacial logo nos remetemos aos EUA, ou até mesmo a União Soviética, não é verdade? 50 anos depois do lançamento do Sputnik (dia 4 de outubro de 1957) não é somente um país que ameaça a hegemonia dos EUA, mas sim, vários.

Vamos nos ater em alguns poucos fatos. Em 2003, a China fez sua primeira viagem espacial tripulada, o taikonauta Yang Liwei virou herói nacional. Pois é, até o fim deste ano os chineses irão lançar outra missão e desta vez o destino é a lua. Alías, quem abriu as portas da lua para a Ásia foi ninguém menos que o Japão neste último 14 de setembro, quando sua sonda lunar foi lançada e, em 2012 e 2018 mandará novas missões para a lua. Até a primeira metade de 2008 será a vez da Índia que tem 60 projetos lunares planejados até 2013.

Para termos uma idéia como está sendo a disputa pelo espaço basta olharmos os seguintes números: em 2004, cerca de 500,000 engenheiros se formaram na China, esse número é de 200,000 na Índia e "apenas" 70,000 nos EUA. Aqui a preocupação americana se justifica.

Tanto a Índia quanto a China e o Japão já cogitam mandar homens para a lua na próxima década, enquanto os EUA apontam seu retorno 48 anos depois de sua primeira visita, em 2020.

Cientistas americanos alegam que não conseguiram fazer com que as novas gerações se interessassem pelo espaço e que isso afetará seus planos e dificultará a posição de pioneiros nessa área. Neil DeGrasse Tyson, diretor do Planetário Hayden, disse:"Na América, ao contrário da nossa imagem, não somos mais líderes mas simples jogadores".

Talvez isso não seja 'culpa' dos EUA, assim como acontece em outras áreas muitos países começam a sentir a concorrência asiática e isso se deve à competência e planejamento deles.
No ocidente não se gosta do número "13" e cada lugar tem suas superstições. Quando morei na China percebi que muitos prédios não tem o número "4", pulam do "3" ao "5" direto. E a razão para não gostar do número é muito simples, a pronúncia do "4" em mandarim é a mesma que "morte" ("si"). Então, imagine o azar em morar no 4º andar, no apartamento 44? Que azar!


Pensava eu que isso era superstição chinesa. Não é. No Japão não é uma boa idéia presentear algo que tenha 4 unidades, leitos de hospital com o número então seria crime. Pelo mesmo motivo, com uma pronúncia um pouco diferente: "shi".

E, conversando com amigos coreanos, eis a minha supresa: a mesma superstição com o tal número "4" foi alegada e pelos mesmos motivos. A pronúncia de "4" nos números sino-coreanos é "sa".

Interessante não?
Durante a visita de uma delegação de Laos na Coréia do Sul, foi assinado um acordo entre Phouphet Khamphounvong, Presidente do Banco do Laos PDR, e o CEO da Coréia Exchange Inc., Young-Tak Lee, onde se estabeleceu que ambas partes irão estabelecer uma joint-venture para a instalação de uma bolsa de valores na República Democrática Popular Lao.

Antes do estabelecimento da Bolsa de Valores de Lao obviamente que haverá estudos e leis locais terão de ser modificadas para tal e, antes, a Coréia Exchange irá ajudar Laos a inserirem suas grandes empresas na Bolsa de Valores coreana.

O Banco do Laos PDR disse que a Bolsa será fundamental para arrecadar fundos para as empresas locais, permitindo que elas contribuam para o crescimento sócio-econômico local de acordo com metas levantadas pelo governo. Essa joint-venture com certeza irá ajudar não somente essas duas empresas mas também fortalece os laços entre os países.
Já foram postadas diversas notícias sobre as Coréias neste blog mas nenhuma até agora foi tão surpreendente. Neste tímido e cada vez mais constante processo de reaproximação dos países esta semana foi dado mais passo.

A Corporação de Terra Coreana fez um plano de desenvolvimento para que seja estabelecido diversas zonas econômicas, industriais e de turismo especiais na Coréia do Norte. Ele identifica 6 cidades que poderão ser as primeiras designadas como "zonas econômicas especiais" quando o país do norte se abrir, são elas: Nampo, Haeju, Hamheung, Wonsan, Shinuiju, Najin e Sunbong. Vale lembrar que a cidade Kaesong já funciona dentro desse acordo e várias empresas sul-coreanas já se estabeleceram por lá.

Falando mais a fundo sobre esse plano. As propostas são que a cidade portuária de Nampo se torne mais internacional, com um parque industrial e princiaplmente que seja uma ponto de logísitica e comércio com o Mar Amarelo. Em Haeju a proposta é que tenha um parque industrial para indústrias leves, de eletrônicos e chips, enquanto que em Hamheung seria o lugar de indústria pesada e centro químico. Devido sua localidade a cidade Shinuiju pode servir como base para o comércio com as 3 cidades fronterícias chineses e a área de Najin-Sunbong seria uma zona de cooperação entre aRússia e a China. Por fim, a cidade de Wonsan se tornaria um centro de turismo. Veja a foto.

É claro, os custos seriam astronômicos já que o projeto necessitaria de grande investimento em infra-estrutura. O valor estimado seria de 10 trilhões de wons. Esse plano será usado como base de discussões que irão acontecer em um encontro de cooperação econômica no começo de outubro.
Já sei, não sabe o que é a Bimstec? Então, primeiro vamos para as explicações. A BIMST-EC nada mais é que um "pequeno" bloco econômico integrado pelos seguintes países: Bangladesh, Índia, Sri Lanka, Tailândia e Mianmar. Parece pouco mas esse bloco mexe com 1.3 bilhões de pessoas, ou seja, 21% da população mundial.

Em um encontro que durou 3 dias feito em Dhaka, Bangladesh, novos consensos foram acordados e que prometem melhorar o ambiente de negócios entre os países membros. Um dos passos dados foi a redução de produtos negativos de 15% de uma lista com 5,226 tarifas.

Outro ponto de consenso foi que os países menos desenvolvidos (chamados de LDCs em inglês) irão tentar adicionar 30% a mais de valor agregado em seus produtos, enquanto que os mais desenvolvidos trabalharão com 35%. As 40 delegações representantes dos países membros também decidiram que as ligações terrestres entre eles, especialmente aqueles que não tem acesso ao mar, serão tratados entre cada um dos países, além de outros assuntos tarifários.

Manel da Silva, diretora do Comitê de Negociação e também diretor geral do Departamento Comercial do Sri-Lanka, disse que o próximo encontro deve acontecer em Nova Déli entre os dias 12 e 15 de novembro para finalizar os pontos dessa reunião. Ela afirmou: "O Encontro de Dhaka foi muito construtivo, nós estamos otimistas para assinar um acordo de livre-comércio no próximo encontro da Bimstec".

Sobre esse tratado de livre-comércio: um estudo de 2004 mostra um potencial de US$ 43-59 bilhões caso isso seja efetivado. Para saber mais sobre a Bimstec é só acessar o site: http://www.bimstec.org/ em inglês.
Mais uma dos cientistas japoneses. Desta vez é um sapo transparente, criados através dos marrons, comuns por lá. Isso é um grande avanço pois pode permitir o estudo de, por exemplo, crescimento e desenvolvimento de câncer no corpo, uma vez que se pode ser os órgãos internos.

O responsável pelo projeto no Instituto de Biologia Anfíbia da Universidade de Hiroshima, Masayuki Sumida, disse: "No passado, não houve qualquer registro de animais quadrúpedes transparentes", é realmente inédito e impressionante.
Na Revista Super Interessante deste mês de outubro tem uma matéria escrita por Maurício Horta sobre trabalho no Japão. Indico, no site: http://super.abril.com.br/super2/revista/materia_revista_253555.shtml
A história é mais simples do que parece porém com algumas curiosidades. A ZTE (Zhong Xing Telecommunication Equipment), gigante chinesa no setor de telecomunicações, ganhou uma concorrência e assinou um contrato de US$ 330 milhões com o Governo Filipino para ampliar a tecnologia de banda larga no país.

O problema é que muitas pessoas dizem que houve corrupção nesse contrato, inclusive Jose de Venecia, cuja empresa Amsterdam Holdings, também estava concorrendo. Agora isso caiu na mão de um grupo de ativistas chamado TXTPower. E é aqui que a parte curiosa começa. Esse grupo considerou esse acordo um pouco estranho e está divulgando no Youtube um vídeo de 18 segundos sobre o caso, e até criaram uma versão para 'ringtone' sobre isso. A música lembra muito o sucesso "ABC" dos Jacksons 5.

Giovanni Tapang, um dos integrantes do TXTPower, disse: "Isso é como dar placas eletrônicas para todas carregarem aonde for. E está ficando mais criativo já que agora temos música e vídeos. E isso mostra que as pessoas acham diversas maneiras de se espressarem... esse ringtone é um exemplo de como ser criativo e militante sobre o assunto".

O fato é que o caso não é brincadeira, Jose Miguel Arroyo, marido da Presidente Gloria Arroyo é acusado de ter facilitado o acordo e a comoção nacional levou o Senado a suspender o projeto e investigar as acusações, sob óbivos protestos da ZTE que afirma que tal atitude não é legal e o contrato tem de ser respeitado. E isso se junta a outras acusações do Governo ter executado adversários políticos também.

Claro, não se sabe onde isso vai parar, mas é uma forma de protesto no mínimo interessante que começa a pegar na ásia já que, muitos dos protestos que (por incrível que pareça) acontecem na China, são organizados pela web e mensagens de telemóveis.

Para ver o vídeo basta acessar:
http://www.youtube.com/watch?v=TRmHHo0aFlQ
Conforme foi mundialmente publicado na imprensa, sim, Angela Merkel, a Chanceler Alemã encontrou o líder espiritual do Tibet, Dalai Lama.

É claro, Beijing não gostou, disseram que prejudicou as relações Alemanha-China e acusou de Berlim de interferir em assuntos internos. Cancelaram reuniões, etc. Da parte alemã, governo e oposição aprovaram a atitude de Merkel. Os empresários disseram que isso não tem chance de afetar as relações dos países, afinal o comércio deles chega a 76,27 bilhões de euros.

Aqui acredito que merece mais uma reflexão, além da atitude de Merkel, cada vez mais inserida no mercado global, será que a China vai optar por posições políticas ou econômicas?
Pode até parecer estranho, mas o ex-presidente da China, Jiang Ze Min, também é cantor de ópera e teve uma honra para poucos: inaugurou uma nova casa de ópera em Beijing, localizada perto da Praça da Paz. Alías, essa casa já foi batizada de "casca de ovo" devido sua forma semi-esférica.

Nessa oportunidade Jiang Ze Min cantou trechos de ópera ocidental e chinesa para convidados vip's, somente os funcionários do Grande Teatro Nacional estavam presentes.

Olhando para Jiang Ze Min talvez não se consiga imaginar seu talento artístico. Ele gosta de recitar poesias, tocar piano e erhu (o chamado "violino chinês"). E, quem diria, já dividiu o palco com ninguém menos que Luciano Pavarotti em 2001, cantando "O Sole Mio".

Em 1996 também cantou "Love Me Tender" de Elvis Presley depois de um jantar com o presidente filipino Fidel Ramos. Isso faz lembrar Koizumi, ex-presidente do Japão, que em visita aos EUA visitou a Graceland, a casa do Rei do Rock, e não somente arriscou cantar a mesma música, mas também lançou um CD com suas músicas favoritas de seu ídolo.

Tudo é pop.
Amigos, segue abaixo um vídeo vinculado no terratv sobre a invasão de mosteiros onde a ditadura militar prendeu diversos monges.

Depois de anunciar um toque de recolher após as 21h, as forças militares começam a apelar para repressão física. É um sinal que uma mudança está por vir.

http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2487&contentid=182113
O Departmento do Trabalho Vietnamita deu 448 novos vistos de trabalho para estrangeiros e renovou mais 199, mas nenhum foi registrado como "CEO". E porque? Nenhuma empresa conseguiu tal façanha e culparam a dificuldade em conseguir um certificado de residência. E o que um visto de trabalho tem de ver com um certificado de residência? Segundo uma circular emitida em março de 2006 o Ministério de Planejamento e Investimento exigue que um estrangeiro tenha um certificado permanente de residência para conseguir tal visto.

E é justamente aí que se tem problema. Em 1999 o Governo decidiu que para um estrangeiro ser apto a conseguir um visto permanente de residência é necessário que ele tenha lutado pela liberdade e independência vietnamita ou ter feito contribuições significantes para a construção e segurança nacionais ou ser casado, ser filho/a ou pai de um vietnaminta vivendo no país.

A maioria concorda que não é fácil de achar um estrangeiro com um visto permanente de residência no país, mas, o mais difícil é achar um que consiga administrar uma empresa por lá. O Governo Vietnamita já está se mexendo para resolver o problema e já fez um decreto para guiar as empresas em como proceder nesses casos.

Outro problema na contratação de CEO's no Vietnã é a diferença de salários entre os estrangeiros e os locais. Porém, como o Governo não pode interferir nisso as empresas que podem contratá-los terão uma grande vantagem já que muitas estão sendo encorajadas a entrar no mercado global seguindo a entrada do país na Organização Mundial de Comércio (OMC).Vale lembrar que, depois de 12 anos de negociação, O Vietnã foi admitido oficialmente na OMC em novembro de 2006.

Em um recente seminário sobre Recursos Humanos na cidade Ho Chim Min, diretores e empresas discutiam sobre o poder que os CEO's poderão ter dentro de uma empresa vietnamita. O consenso foi que, indiscutivelmente, é crucial que eles possam contratar e montar sua própria equipe. Com um crescimento médio de 8% nos últimos anos o “Tigre Asiático Vermelho” terá ainda que mudar muitas coisas para continuar com esse crescimento.
Nunca falamos das Filipinas nesse blog e estrearemos o assunto com o Joseph Estrada, presidente deposto e condenado a 40 anos de prisão por roubo no país.

Na próxima quarta-feira, dia 26, Estrada irá se encontrar com o Secretário do Interior, Ronaldo Puno, para discutir sobre o "perdão absoluto" pela atual Presidente Gloria Macapagal-Arroyo. Porém, Estrada não quer se declarar culpado para receber tal benefício.
Puno disse que tal assunto não deve preocupar a Presidente e acrescentou: "Estamos preocupados com os interesses nacionais. Não precisamos que ele assuma a culpa".

Em entrevista para o jornal Philippine Daily Inquirer, Estrada disse: "Agora estou mais preocupado com minha mãe. Eu só preciso estar com ela nos próximos meses. Você sabe o quanto sou próximo a ela". Explica-se. Sua mãe, Mary Ejercito, uma Sra. de 102 anos está internada desde 10 de agosto e só vive porque conectada em aparelhos.

Estrada disse que está pronto para conversar e receber a oferta de perdão, porém ressaltou que oficialmente ainda não há nada. Puno completou que para o perdão acontecer será necessário que os dois lados dêem um passo para frente.

Iremos esperar os próximos capítulos.
Conforme previsto e até adiantado pelo nosso blog no última dia 15, Yasuo Fukuda será o novo Primeiro-Ministro japonês substituindo Shinzo Abe.

O Partido Liberal Democrático (PLD) escolheu nesse domingo Fukuda como seu novo líder com 330 votos, contra 197 de Taro Aso, ou seja, sem dificuldades. Agora os principais desafios de Fukuda será lidar com a Câmara alta do Parlamento (o que corresponde a um Senado) que é dominada pela oposição e também terá de lidar com o crescente sentimento a favor da antecipação das eleições que poderiam ameaçar o domínio que o PLD tem da Câmara baixa. “Eu lutarei para reviver o PLD, para reconquistar a confiança do povo japonês e trazer o progresso à política” disse ele.
Há 54 anos as Coréias estão em guerra. É, pelo menos no papel. Depois do fim da Guerra da Coréia (1950-53) não foi assinado nenhum tratado de paz declarando o fim dela e agora Seul quer oficializar isso.

O plano foi anunciado na semana passada pelo ministro das Relações Exteriores da Coréia do Sul, Song Min-soon, que declarou: "Com o progresso rumo à solução da questão nuclear da Coréia do Norte por meio das negociações multilaterais, eu planejo promover até o fim deste ano o início das negociações em torno de um regime de paz na Península Coreana".

Depois de um adiamento da parte chinesa, esta semana deve haver uma reunião entre a da China, Estados Unidos, Japão, Rússia e Coréias do Norte e do Sul para discutir um prazo para o desmantelamento definitivo das instalações nucleares norte-coreanas depois de terem desligado seu único reator nuclear em julho.

O grande sonho é ver as duas Coréias mais uma vez unificadas e já houve diversas tentativas para tanto, porém especialistas afirmam que a dispariedade econômica é tanto que a do Sul poderia ser prejudicada por uma migração em massa dos norte-coreanos. Um primeiro e tímido passo para a unificação foi a criação da zona franca de Kaesong, na Coréia do Norte, onde muitas empresas sul-coreanas estão se instalando.
Mianmar (antiga Birmânia) é uma país com cerca de 43 mil habitantes e que está passando por grandes turbulências políticas. Governado através de uma Ditadura militar há mais de 40 anos, os protestos estão se intensificando no país.

A ícone da democracia local, Aung San Suu Kyi (que está em prisão domiciliar), apareceu em público no último sábado pela 1ª vez em quatro anos para cumprimentar os milhares de monges que protestavam na capital do país, Yangon. Agora, a comunidade internacional querem fazer uma "cruzada diplomática" pela democracia no país.

O Secretário de Relações Exteriores britânico, David Miliband, já adiantou que deve levantar o assunto na Assembléia Geral da ONU em Nova York. Seus parceiros de União Européia, organização que bloqueou pactos de livre comércio com Mianmar devido seu histórico de direitos humanos, devem fazer o mesmo. Em seu discurso o presidente americano George W Bush, também deve falar sobre o assunto.

Nessa mesma campanha a Secretária de Estado Americana, Condoleezza Rice, deve conversar com os membros da Asean para usarem sua influência para soltar Aung San Suu Kyi e começar uma real democracia no país. Vale relembrar que a Asean é composta por Brunei, Indonésia, Cambodia, Laos, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietnã.

Um dos grandes desafios dessa "cruzada diplomática" é aumentar o diálogo com a China, que é seu maior parceiro. Se sabe que uma das políticas internacionais chinesas é de não interferir nos outros países, mas em um gesto raro de se ver Tang Jiaxuan, um dos grandes diplomatas de Beijing, disse em reunião com o Ministro dasRelações Exteriores de Mianmar, U Nyan Win:"A China sinceramente espera que Mianmar pode trazer a estabilidade doméstica de volta... e lutar por avanços na democracia de acordo com a situação do país".

Esse com certeza não é um assunto fácil e rápido de se resolver e a Comunidade Internacional terá de conversar bastante com a China, que aumenta sua influência regional a cada dia.
Você está em Nova York? Em Londres? Então já teve a oportunidade de participar do chamado "Brazilian Day", agora, quem esteve em Tóquio nos últimos 8 e 9 de setembro participu do "Brasil Matsuri", a versão japonesa deste evento.

Quem ajudou na organização, pela primeira vez, foi nada menos que a Globo Internacional junto com Câmara de Comércio Brasileira no Japão (CCBJ). Serginho Groismann esteve por lá apresentando e fazendo matérias especiais para seu programa "Altas Horas" e, surpreendentemente, o festival mobilizou uma platéia de 250 mil pessoas nos dois dias.

Realizada no Parque Yoyogi o evento contou com shows do Asa de Águia e Neguinho da Beija-Flor além de uma praça de alimentação com pratos típicos do Brasil e vários estandes que vendiam roupas, acessórios, DVDs, jóias, pedras e calçados.

A relação Brasil/ Japão é cada vez mais forte. O Brasil possui a maior colônia nipônica do mundo, hoje estima-se que 300 mil brasileiros vivem na terra do sol nascente, e, ano que vem terá diversas comemorações marcando o centenário daimigração japonesa no Brasil.
O Bairro chinês de Nova York, o famoso "Chinatown" não é somente a maior concentração de chineses dos EUA, também é a maior do ocidente! O bairro fica localizado ao lado de "Little Italy", tem uma população estimada entre 70,000 e 150,000 e atualmente virou destino de Dominicanos, Porto-Riquenhos, Vietnamitas, Filipinos, entre outros.

Tudo isso começou na metade das décadas de 1840/50, quando comerciantes e pescadores começaram a ir para os EUA, primeiro em pequenos números, depois em números cada vez maiores atraídos pela "busca do ouro" (isso na Califórnia). Apesar de irem com o pensamento de fazer dinheiro rápido, voltar para a China e casar muitos ficaram nos EUA também para trabalhar na construção de, por exemplo, ferrovias.

Com o passar do tempo, os lucros das minas de ouro foram caindo e a competição para achar o que sobrava, aumentando e a mão de obra chinesa, então mais barata que a dos ocidentais, começou a levantar a ira dos americanos, que consideravam que eles estavam roubando seus empregos. A história avança e é por causa da violencia e discriminação que os chineses começaram a se mudar para cidades maiores, onde as oportunidades de emprego eram maiores e a adaptação, no meio de tantos imigrantes, mais fácil.

Um fato interessante de se notar nessa "chinatown" é que, ao contrário de muitos getos de imigrantes, ela se construiu de maneira 'auto-sustentável', muito também devido a cultura chinesa de permanecerem unidos. Com a assimilação dos imigrantes pela sociedade local geralmente esses guetos se dispersam, mas a "chinatown" foi crescendo cada vez mais, com os chineses locais arranjando quartos (geralmente para 5 a 15 pessoas) para os recém-chegados que continuaram a chegar apesar do decreto do ato "Exclusão Chinesa" em 1882.

Um pouco de história
O decreto "Exclusão Chinesa" vale algumas palavras a serem decidadas. Ele durou de 1882 até 1943, e foi a única lei federal americana que excluia imigrantes baseados em sua nacionalidade e, obviamente, representava uma parcela da sociedade que não queriam os chineses por lá. Essa lei não permitia a naturalização de nenhum chinês, mesmo que já estivesse morando nos EUA; também barrava a imigração de qualquer chinês e, por fim, não permitia a imigração de mulheres e crianças de qualquer trabalhador que já morasse por lá. Esse decreto foi se tornando cada vez mais rígido, também para pegar os imigrantes ilegais, e só terminou durante a II Guerra Mundial quando, tal ato contra um país aliado não fazia o menor sentido.

Como seria natual, isso levou também a falta de mulheres na sociedade chinesa americana (para se ter uma idéia eram cerca de 150 mulheres para...7.000 homens!) e isso fez com que eles se fechassem ainda mais, criando associações que ajudava a trazer mais imigrantes ilegais e para as quais todos os cidadões chineses tinham de pagar impostos. Uma grande economia erguida às margens da sociedade.

Foi só depois do fim deste decreto que a comunidade chinesa realmente começou a crescer, primeiro com pequenas cotas e foi com seu aumento em 1968 que a "chinatown" explodiu, invadindo até o bairro de little italy. Claro, temos de considerar que esse aumento veio muito graças aos imigrantes vindos da China Continental, fugidos do regime comunista.

Hoje a "chinatown" é um bairro de alta densidade populacional e que continua a crescer, apesar outra comunidade chinesa também estar crescendo no Queens. Ainda assim é uma atração turística da cidade que oferece inúmeros serviços para seus visitantes.

Museu Chinês nas Américas
O Museu Chinês nas Américas (MoCA em inglês) é o primeiro dedicado a conservar a cultura e memória chinesa no ocidente. Foi fundado com o nome de Projeto História da China Town de Nova York, em 1980, mudando para seu nome atual em 1995. Fica localizado no segundo andar de um antigo prédio no coração de "chinatown" e possui um grande acervo, produzindo muitas exposições interessantes não só para a comunidade mas também para todos interessados no assunto.


Conheça mais no site:
www.moca-nyc.org (em inglês)

Caso você queira contribuir com essa seção, contando a história da imigração de asiáticos espalhados pelo mundo, é só me contatar!

* As fotos dessa matéria foi uma contribuição de Mauro Giaconi.
Depois no enorme sucesso mundial os musicais "Les Miserables" e "O Fantasma da Ópera" estão de olho em um dos mercados de entretenimento que mais crescem no mundo: a China. Para tanto terão a missão de criar versão em mandarim para eles.

Para tanto Cameron Mackintosh, o produtor dos musiciais, assinou um acordo com um agência ligada ao Ministério da Cultura Chinês para levar versão chinesas dos musiciais e para treinar os atores locais a fazerem esse tipo de performance.

A produção inaugural, "Les Miserables", que terá a direção dos diretores originais, Trevor Nunn and John Caird, estreará no Grande Teatro Nacional perto da Praça da Paz em Beijing em novembro de 2008. Depois irá se apresentar em Shanghai e outras cidades.

A Cameron Mackintosh company e seu parceiro chinês, a China Arts and Entertainment Group também irão selecionar e treinar escritores, atores e produção para outros musiciais como "Cats", "Mamma Mia", "Miss Saigon", "Mary Poppins", "My Fair Lady" e "O Rei Leão", além de incentivar a criação de musicais chineses.

Cameron descreveu o projeto como "extremamente excitante", e acrescentou: "Desde minha primeira viagem para a China nos anos 90, eu fiquei fascinado com o país e seu povo. Estou muito orgulhoso de poder introduzir os melhores musicais ocidentais para um país com sua própria tradição de musicais".

Neste último dia 19, no 1º aniversário do golpe militar que derrubou o Ex-Primeiro-Ministro Thaksin Shinawatra, que foi eleito duas vezes na Tailândia, ativistas e políticos alertaram que o retorno do país à democracia está sob perigo.

Como era de se esperar foi o próprio Thaksin Shinawatra quem começou as acusações, dizendo que a comunidade internacional está ignorando o que está acontecendo em seu país. Em um artigo publicado no site do The Wall Street Journal (http://online.wsj.com/public/us), Thaksin acusou os militares de gastar mais tempo tentando impedir que ele e seus seguidores retornem ao poder do que promovendo desenvolvimento econômico e restaurando os direitos do povo.

"A Comunidade Internacional está com tanta repugnância da falta de administração da junta militar que quer isso passe o mais rápido possível. Mais que pequenas brigas sobre os detalhes da democracia, o mundo parece preparado para desviar seu olhar para não dar motivos para a junta militar adiar as eleições" disse Thaksin.

O General Sonthi Boonyaratglin disse que derrubou Thaksin para acabar com o tumulto político, reunificar uma nação dividida e acabar com os políticos corruptos na Tailândia. Mas o caminho para a re-democratização não parece estar indo bem.

A ONG Human Rights Watch, de Nova York, afirmou que a Junta Militar deu alguns passos para trás no que diz respeito a proteção dos direitos humanos e acrescentou que as próximas eleições continuam incertas.

Brad Adams, Diretor da Ásia da Human Rights Watch, disse: "O desprezo pelos direitos humanos e a democracia do Thaksin era evidente, mas a Tailândia está pior agora. Não há leis em muitas áreas do país, a imprensa tem mais restrições, e muitas instituições chaves como o Parlamento, a Tribuna Constituinte a Comissão de Eleição se tornaram meras ferramentas sob a Junta Militar".

Alías, coincidência ou não, as eleições do próximo 23 de dezembro só foi anunciada pelo novo Primeiro-Ministro Surayud Chulanont uma semana depois do referendo popular de 19 de agosto onde foi aprovada (por 58% dos eleitores) uma nova Constituição Nacional. Chaturon Chaisang, um ex-líder do partido de Thaksin, o Thai Rak Thai, disse que a Junta falhou em justificar o golpe e só destruiu a ecônomia do país e se afastando da democracia.

"Um ano após o golpe, o povo só conseguiu uma coisa: uma constituição anti-democrática", disse Chaturon. Brad Adams e até a Aliança de Impresa do Sudeste Asiático (SEAPA em inglês) concordam.
De seu exílio na Grã-Bretanha, Thaksin disse à BBC que deve retornar para a Tailândia depois das eleições.

Em uma reunião com a imprensa durante a abertura da 62ª Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas na última terça-feira (dia 18), seu Secretário-Geral, o Sul-Coreano Ban Ki-moon, afirmou que a entrada de Taiwan na entidade é legalmente impossível.

Se referindo ao pedido das autoridades Taiuânesas de entrar nas Nações Unidas sob o nome de "Taiwan", Ban Ki-Moon foi categórico: "Sob a Resolução 2758, não é legalmente possível receber sua candidatura". Ele ainda reafirmou que as Nações Unidas reconhece a República Popular da China como o único representante chinês. "Essa é a posição oficial das Nações Unidas, e não mudou desde 1971", acrescentou.

Ele ainda disse a afiliação da Ilha da Formosa será discutido com os países membros para saber se a pauta será incluida em um próximo encontro. É bom lembrar que, desde 1993, o Comitê Geral das Nações unidas vem impedindo a entrada de Taiwan na entidade. Ou seja, foi a filiação foi rejeitada, incluindo mais esta, pela 15ª vez seguida.

Apesar desta vez Taiwan ter alguns aliados como as Ilhas Salomão e alguns outros países ficou provado mais uma vez a força política de Beijing. Apesar de tal aprovação ser muito difícil o Governo Taiuânes continua insistindo e diz ter "muita paciência".

Site da ONU em português (versão brasileira):
www.onu-brasil.org.br
O Ministro de Desenvolvimento Internacional para Assuntos Asiáticos, Shahid Malik, em visita ao Primeiro Ministro Girija Prasad Koirala disse que a Grã Bretanha está pronta para auxiliar financeiramente o Nepal.

Após o encontro, o Dr. Suresh Raj Chalise, Conselheiro para Relações Internacionais do Nepal, disse que o dinheiro será administrado por um fundo criado pelo governo para ajudar o processo de paz.

Sobre o processo de paz iniciado pelos 8 países locais, Malik disse que a atitude do movimento Maoísta de sair é "infeliz" e tem a esperança que os partidos alcançem logo um acordo nos próximos dias.

Vale ressaltar que os Maoístas saíram do Governo (onde tinham 4 ministérios) pois a exigência de que fosse declarada uma República através do Parlamento Interino não foi atendido pelo Primeiro Ministro Girija Prasad Koirala. As negociações da volta dos Maoístas ainda continuam.

Falando em uma reunião com os líderes dos oito-partido, Malik ainda opinou que, caso as Eleições Constituintes marcadas para o próximo dia 22 de novembro, não forem realizadas os partidos políticos locias não iriam perder somente a confiança de seu povo, mas também da comunidade internacional. “Tal circunstância seria trágica para o Nepal”, disse Malik.
O Sr. Norio Kato, diretor-presidente da matriz da NGK Japão (empresa de Cerâmica e Velas de Ingnição), recebeu esta semana a Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria do estado de São Paulo.

O motivo dessa honraria é justamente os constantes investimentos da companhia em ecologia, cidadania e preservação, principalmente na região de Mogi das Cruzes, onde a fábrica da empresa está instalada.

Em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes a NGK também dôou um terreno de 32 mil m² onde já está funcionando diversos serviços públicos de assistência aos cidadãos.

Site: http://www.ngkntk.com.br/
A Autoridade Regulatória Paquistanesa de Mídia Eletrônica (PEMRA em inglês) alertou diversos canais de Televisão privada que publicar material negativos de países amigos do Paquistão é contra a lei e que qualquer um a violar as leis do PEMRA irá encarar as consequências.

Há três meses atrás os Repórteres Sem Fronteiras chamaram a atenção para uma lei que daria mais poder de censura para a PEMRA. No último dia 6 de setembro, o Primeiro Ministro Shaukat Aziz disse durante um evento que o Governo deu para a imprensa liberdade sem precedentes. Em troca, acredita que a imprensa deve usar esse direito em prol dos interesses da nação.

Entretanto, os últimos avisos do PEMRA e os violentos ataques aos jornalistas que cobriam uma viagem do último Primeiro Ministro, Nawaz Sharif, trouxe esse bom relacionamento à tona novamente. O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ em inglês) mandou uma carta ao Presidente Musharraf no último dia 11 de setembro condenando as forças de segurança nacional que atacaram jornalistas Paquistaneses na chegada de Sharif em Islamabad. Muitos jornlistas, que estavam afastados em uma área de segurança de 5 km, disseram que os guardas foram extretamente agressivos.

Nesse episódio dois repórteres, um chamado Fakhar ur Rehman, que é correspondente da Aaj TV, e o outro de nome Talat Farooq, que é câmera da Dawn TV, foram assaltados pela força nacional em incidentes separados no aeroporto aquela manhã. De acordo com a CPJ, 5 homens bateram em Rehman por 15 minutos antes de arrastá-lo para um quarto pequeno e continuar a espancá-lo. Seus ferimentos foram tão graves que ele está com dificuldades para andar.

Joel Simon, Diretor Executivo da CPJ, disse na carta encaminhada para Musharraf: "Ataques como esses feitos pelo força de segurança nacional são inaceitáveis. O Governo tem de agir imediatamente para investigar como e porque foi permitido que a força nacional perdesse o controle, e então responsabilizar os responsáveis. Até lá, a afirmação do Governo de ter aumentado a liberdade de imprensa no Paquistão continuará a ser oca" .

Para ler a carta de protesto na íntegra é só acessar:
http://www.cpj.org/protests/07ltrs/asia/pak11sep07pl.html. Ela está redigida em inglês.
Em abril deste ano a Coréia do Sul fechou um tratado de livre-comércio com os EUA e os resultados já estão começando a aparecer. Depois da assinatura de livre-comércio com o Chile em 2004 os negócios entre os dois países duplicaram e agora o governo Sul Coreano quer fechar acordos semelhantes com a União Européia, México e Mercosul.

Na terceira rodada de negociação com a UE que acontece em Bruxelas (Bélgica), os dois lados tentam acabar com certas divergências que aconteceram na segunda rodada de negociações. Os Europeus propõem acabar com "100% das tarifas aos exportadores sul-coreanos", mas claro, esse tratamento deve ser recíproco. Essa eliminação de tarifas aconteceria depois de um período de 7 anos.

Porém, Seul quer manter certas tarifas em setores como produtos agrícolas e pesqueiros e ainda adiar por dez anos a abertura dos setores químico e de maquinaria, já que consideram que nestas categorias, os produtos da UE têm mais vantagem.

Ao mesmo tempo, durante a abertura do Fórum de Comércio e Investimento da Coréia do Sul, América Latina e Caribe, o Ministro das Finanças Sul-Coreano, Kwon O-kyu disse: "Vamos acelerar as negociações para chegar num tratado de livre-comércio com o México e começaremos as negociações com o Mercosul uma vez que analisemosos estudos econômicos".

De acordo com o governo da Coréia do Sul, em 2006 o país exportou ao México US$ 6,28 bilhões, enquanto a importação ficou em US$ 790 milhões. Aqui fica claro que o México também tem grande interesse nesse acordo uma vez que suas exportações também devem aumentar com um acordo desse tipo.

Já o comércio com os países latino-americanos cresceram a uma média anual de 16% nos últimos cinco anos e o investimento direto sul-coreano na região aumentou 38% graças à empresas como LG e Samsung.

Fica aqui uma lição de que, muitas vezes, procurar por acordos bilaterais pode ser parte de uma política de comércio exterior consistente e com resultados visíveis em curto prazo. Não se lamentar tanto e sempre procurar oportunidades deve ser a tônica em comércio exterior.
Segundo um grupo humanitário, a forte demanda por jovens garotas virgens por homens que patrocinam a prostituição em Cambodia alimenta a entrada de menores no mercado de sexo.

Em uma entrevista com 203 mulheres e garotas que trabalham em bares ou boates, mais de 1/3 disseram que entraram nesse trabalho vendendo sua virgindade.

"Como outros asiáticos, eles (os Cambodianos) tem um grande desejo cultural pela virgindade", disse Eleanor Brown, autora do estudo. Algumas culturas asiáticas acreditam que transar com garotas virgens ajuda a preservar a virilidade e vitalidade.

Esse estudo ainda disse que as garotas venderam sua virgindade com uma média de 16/ 17 anos de idade e, apesar de algumas terem vendido voluntariamente, a maioria foram enganadas por amigos e parentes ou foram forçadas graças à pobreza e violência doméstica.

"Enquanto na maioria das situações esse comércio aparenta ser voluntário para mulheres e garotas vendando sua virgindade, ouve grande uso de força e debilitação através de drogas e álcool na hora do sexo" afirma Eleanor Brown.

O estudo afirma que 18% das entrevistadas estão debilitadas de alguma maneira, enquanto 10% estavam totalmente inconscientes.

Ainda foi indicado que 49% dos clientes eram homens Cambodianos, outros 42% dos clientes são de outros países asiáticos como os Chineses, Japoneses, Coreanos, Taiuaneses, Tailandeses e Filipinos. Os ocidentais correspondem a 9%.

O estudo foi feito nas províncias de Siam Reap, Koh Kong e na cidade de Sihanoukville, que são lugares de grande incidênciade exploração e tráfico sexual e mostra também que 38% das entrevistadas foram vendidas por terceiros e a média do valor foi de US$ 482. A maioiria dos clientes são homens de meia idade endinheirados.

O tráfico de mulheres e garotas para exploração sexual é difundido em Cambodia, cuja lei é muita fraca nesse assunto. Nos últimos anos as autoridades vem fazendo esforços para barrar esse tipo de ação, mas o foco ainda é ocidentais que fazem turismo sexual, muitas vezes até gravando e publicando em websites.
Os muçulmanos de todo mundo estão em jejum pelo mês do Ramadã e na Indonésia, onde a maioria é muçulmana, esse mês sagrado requer certos ajustes ao dia-a-dia das pessoas.

Para os muçulmanos o Ramadã não é somente um mês onde não se deve comer, beber e ter relações sexuais do amanhecer ao anoitecer, mas é também um período onde se requer certas adaptações.

Por exemplo, os restaurantes tem de ser mais discretos, colocando cortinas em suas janelas para que aqueles que estão em jejum não vejam seus clientes. A maioria dos bancos encerra suas atividades as 14h, uma hora mais cedo do usual, mas, para compensar alguns abrem meia hora mais cedo.

Yustinus Mahu, Diretor do Banco BNI em Jacarta disse: "Nós diminuimos nosso horário de almoço. É melhor para nossostrabalhadores. Permite que eles voltem mais cedo para casa e façam as rezas noturnas com a família".

Com 4 milhões de servidores públicos o Ramadã também significa um horário de trabalho menor, pois as 14h30 todos estão prontos para voltar para casa.

Ao mesmo tempo o trânsito também começa mais cedo, as 15h, quando todos estão voltando para casa. Assim também como os motoristas querem evitar pegar a lei "3 em 1", onde, a partir das 16h30 todos os carros devem carregar pelo menos 3 pessoas, uma maneira de tentar aliviar o trânsito intenso.

Até mesmo as atividades noturnas são menores, mesmo em Jacarta e outras grandes cidades pois os bares diminuem as horas de trabalho.

Rezas especiais, chamadas de Tarawih, são feitas em grandes mesquitas pelo país inteiro que conta com 190 milhões de muçulmanos.
Já faz algum tempo que a Ásia vem apostando na popularização de 'esportes ocidentais'. No tênis há cada vez mais torneios de ATPem cidades asiáticas e, recentemente, a Associação Asiática de Tênis ameaçou criar torneios paralelos caso a ATP não permita que,em torneios organizados por lá, não seja permitido um número maior de participantes locais. Há 3 anos o circuito de Shanghai já faz parte do calendário oficial da F1, além do Japonês, Malasiano e, para 2010, a Coréia do Sul terá o seu também.

Agora, mais uma aposta para popularizar as corridas por terras asiáticas será um campeonato de GP2 Series chamado "Asia Series".A idéia é começar logo em janeiro de 2008, contando com exceção da menos a Racing Engineering (que dará lugar à asiática Meritus Racing), com todas as equipes participantes do GP2.

A idéia é que esse campeonato aconteça no intervalo da GP2, por isso deve começar em janeiro e terminar em abril e duas provas, da Malásia e de Bahrein, serão realizadas como preliminares das corridas da Fórmula 1.

Abaixo segue o calendário:
18 a 19 de janeiro - Dubai (teste)

22 a 23 de janeiro - Dubai (teste)
25 a 26 de janeiro - Dubai
15 a 16 de fevereiro - Indonésia
*22 a 23 de março - Malásia
5 a 6 de abril - Bahrein
11 a 12 de abril - Dubai

* circuito sujeito à aprovação da FIA
Com mais de 600 milhões de pessoas usando celular na China, isso significa que, em cada 5 usuário, 1 é chinês. Segundo o jornal Shanghai Daily, esse número aumenta 6,76 milhões de unidades por mês.

A China ainda produz 470 milhões de celulares, metade da produção mundial.

A Seguradora Bao Viet, líder no mercado no ramo vida e geral de seguros do Vietnã, teve 10% de suas ações compradaspelo banco inglês HSBC.

De olho em um mercado em expansão, O HSBC desenbolsou 255 milhões de dólares e já irá providenciar assistência técnica e até transferir algunsfuncionários para a Bao Viet que está baseada em Hanoi.

Alías, o Hong-Kong Shanghai Banking Corporation mostra que está mais que atento ao mercado asiático já que há algumas semanas comprou 51% do KEB, 6º maior banco da Coréia do Sul e também assinou um acordo de seguro com dois bancos estatais indianos.

Site da Bao Viet (em inglês): http://www.baoviet.com.vn/default.asp?lang=EN
Nos últimos anos a Coréia vem se popularizando ao redor do mundo através de suas novelas. Seu turismo aumentou, o número de pessoas interessadas em aprender coreano também, isso tudo graças à novelas como "Dae Jang Geum" ("Jóia no Palácio", estrelado pela maginífica Lee Young Ae de "Lady Vengance").

Devido à esse enorme sucesso os salários das estrelas e custos para fazer cada episódio está cada vez maior. E o que é pior, há sérios indícios de que a audiência de mercado interno e externo estão caindo.

No começo deste mês o CODA (Associação Coreana de Produção de Dramas), um grupo das 40 maiores produtoras de novelas, incluindo as líderes KimJongHak Production, Olive Nine e Chorokbaem Media, fizeram uma reunião na Associação Coreana de Radiodifusores em Yangcheon-gu, onde enfaticamente anunciaram: a indústria de novela coreana irá morrer se as condições atuais continuarem.

Kim Seung-soo, secretário geral da CODA disse: "Os radiodifusores pagam uma empresa de produção apenas de 40 a 60 por cento dos custos de gastos de fabricação reais. E os salários para atores e escritores estão crescendo de maneira alarmante. Além disso não há mais nenhuma novela experimental há muito tempo".

A empresa disse que os atores e escritores ganham aproximadamete 30 milhões de Wons por episódio (US$1=W939). Com isso nos últimos 5 anos o custo de produção pulou de 90 milhões de won para 150. "Hoje em dia fazer novelas traz, inevitavelmente, grande prejuízo na produção", disse um produtor executivo. "E o que é pior, na maioria dos casos os Radiodifusores obtém os direitos autorais das novelas, tomando vantagem de sua posição".

As exportações também estão em queda. Segundo o Instituto Coreano de Transmissão em 2005 atingiu-se um pico de US$101.62 milhões, mas isso foi reduzido para $85.891 milhões em 2006 - a primeira vez que as exportações cairam desde o ano 2000.

Na Coréia, as novelas estão raramente conseguindo mais de 20% de audiência. De acordo com uma pesquisa da Nielsen Media Research, houve 11 novelas com média de 20% em 2004 e 2005, mas apenas 6 em 2006 e 7 até agora em 2007.

O pesquisador da Instituto Coreano de Transmissão, Kim Young-duk, acrescenta: "Devido ao aumento de custos, as novelas Coreanas estão mais caras que as americanas no Japão, e como resultado elas não são mais competitivas. A Onda Coreana original já foi consumida em toda a Ásia nos últimos anos, então a tendência é das exportações continuarem a cair".


Nos países em que não há novelas Coreanas a única maneira de achá-las é através da Internet, por isso indico sites como http://www.yesasia.com/ para quem quiser comprar os DVD's.
Como todos sabem a história entre o Tibete e a China já é bem antiga. Depois do Governo Chinês assinar um acordo de que Tibete seria uma parte separada da China e não cumprí-lo, o Dalai Lama se exilou na Índia em 1959, depois de um levante frustrado contra Beijing, já comunista.

Com o crescente poderio econômico e político da China muitos países, assim como não reconhecem Taiwan como um país, também não reconhecem Dalai Lama como Chefe de Estado e portanto não o recebem 'oficialmente'.

Porém, no próximo dia 23 de setembro um novo capítulo deve ser escrito quando a Primeira-Ministra Alemã, Angela Merkel, irá se encontrar com o Líder Espiritual do Tibete.

É claro, o Governo Chinês já chamou o Embaixador Alemão, Michael Shaefer, para conversar.

Essa pressão diplomática do Governo Chinês é muito clara. Nesse exato momento o Dalai Lama Tenzin Gyatso está em Portugal a convite de variadas instituições como Casa da Cultura do Tibete, Fundação Kangyur Rinpoche, União Budista Portuguesa, Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e Câmara Municipal de Lisboa, mas não foi recebido pelo Presidente Português, Cavaco Silva, que alegou não ter recebido qualquer pedido de audiência.

Yasuo Fukuda, ex-chefe de gabinete, se candidatou oficialmente para suceder Shinzo Abe como Primeiro-Ministro do Japão e já recebeu o apoio de oito das nove facções do PLD (Partido Liberal Democrático - governista).

Yasuo Fukuda também está liderando uma pesquisa de opinião feita pela agência de notícias Kyodo. Entre 1.059 entrevistados 28% acham que Fukuda seria o mais indicado para ser o chefe do governo, enquanto 18,7% acham que seria Taro Aso, o ex-chanceler e atual secretário-geral do PLD. Essa pesquisa mostra que a popularidade de Fukuda não foi afetada pois, em setembro de 2006, quando Junichiro Koizumi renunciou de seu cargo, ele também foi considerado favorito para as eleições, mas decidiu não concorrer.

Ambos candidatos são de famílias de políticos, porém há algumas diferenças que devem ser notadas.

Taro Aso é mais conservador, inclusive já sugeriu que Taiwan se beneficiou de ter sido colônia do Japão na 1ª metado do século XX. Enquanto isso Fukuda, se opõe às visitas de chefes do governo ao templo Yasukini, em Tóquio, onde estão os criminosos de guerra japoneses enterrados, o que lhe garante mais simpatia em outros países asiáticos.

As festas do Centenário da imigração japonesa no Brasil já começaram e agora ganham um reforço.

Em visita ao Japão a Ministra do Turismo Brasileira, Marta Suplicy, confirmou a visita do presidente brasileiro e também convidou a família real japonesa para visitar o Brasil. Essa visita é justamente para atrair turistas japoneses ao Brasil (por ano chegam 74.000 ao país, em um grupo potencial de 14 milhões). Em se tratando da maior colônia japonesa no mundo (perdendo, obviamente para o Japão), acredito que temos como melhorar nosso relacionamento.

Para acompanhar mais sobre os preparativos da grande festa que será o Centenário da Imigração em 2008, o site do Bunkyo (http://www.bunkyonet.com.br/sites/bunkyo/index.php) com certeza é uma boa dica. Alías, vale a pena visitá-los na Rua São Joaquim, em São Paulo. A programação é ótima, pode-se fazer aulas de japonês além de visitar o Museu da Imigração Japonesa no Brasil que promove cursos também.

Esperamos que a festa seja a altura da influência japonesa no Brasil!
O Governo Tailandês liberou o funcionamento do Youtube no país depois do Google concordarem bloquear os vídeos que quebram as leis locais ou são ofensivos ao povo tailandês.

O Youtube estava bloqueado no país desde o último dia 3 de abril, quando um internauta americano, sob o pseudônimo de "Paddidda", postou material ofensivo à Monarquia Tailandesa.

Agora o Ministro da Informação Tailandês disse que o Youtube desenvolveu um programa que bloqueia esses tais vídeos 'sensíveis', vale ressaltar que, desde o ano passado, a Tailândia é governada por um Governo Militar.
Concordando em pagar até metade dos custos das construções o Governo Japonês oficializaa proposta de sua capital para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

É bom ressaltar que Tóquio foi a primeira cidade asiática a sedir uma edição dos JogosOlímpicos, em 1964. Podemos até especular que, 19 anos passados da 2ª Guerra Mundial,o Japão queria fazer fazer o que Seoul fez em 1988 e Beijing fará ano que vem: mostrar-se ao mundo.

Dessa vez Tóquio irá concorrer com Madri, Rio de Janeiro, Praga, Chicago e Doha. Osprazos finais para a inscrição nesse dia 13 e a cidade escolhida deverá sair em 2009.

"É um projeto nacional, que deixará fortunas tangíveis e intangíveis aos cidadãos japoneses", disse o governador de Tóquio, Shintaro Ishihara.
JACARTA, Indonésia - Um terremoto de 8,2 graus na escala Richter - que mede a intensidade dos tremores - ocorreu, nesta quarta-feira, no sul da ilha de Sumatra, na Indonésia, arquipélago no Sudeste da Ásia. Conforme as agências de notícias, sete pessoas morreram e 17 feriram-se. As autoridades chegaram a dar dois alertas de tsunamis (ondas gigantes).

Segundo a agência EFE, o anoitecer e a falta de eletricidade e de serviços de telefonia na região de Bengkulu, a 130 km do epicentro (onde a intensidade do sismo foi máxima), dificultam os trabalhos de resgate e a divulgação de informações sobre a situação da área.

A Indonésia fica no chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica, que cerca de 7.000 tremores sacodem por ano. Em 26 de dezembro de 2004, um forte terremoto em Sumatra criou uma série de tsunamis que destruíram dezenas de países banhados pelo oceano Índico e causaram a morte de 226.000 pessoas.


Fonte: http://www.otempo.com.br/emtempo/noticias/?IdNoticia=20986
O atual premiê japonês, Shinzo Abe, anunciou hoje, 12 de setembro, que irá renunciar ao seu cargo depois de seu primeiro ano de mandato, que começou no dia 26 de setembro do ano passado.

Entrando no lugar do popular Junichiro Koizumi, Abe nunca conseguiu grande popularidade no Japão que chegou a apenas 30%. Vale ressaltar que Abe é o primeiro premiê japonês nascido depois da 2ª Guerra mundial e desde que assumiu o cargo tomou medidas como a revisão do armamento japonês (mas ele sai também sem revisar o nome de alguns 'heróis de guerra' como foi seu avô, que, em outros países asiáticos são considerados criminosos de guerra) que foi impulsionada pela corrida armamentista depois dos testes nucleares norte-coreanos. Alías, independentemente de quem irá sucedê-lo, a revisão armamentista japonesa deve continuar a ser tendência.

O premiê ainda teve sua imagem abalada por casos de corrupção de seus ministros e, mais recentemente pela derrota do partido nas eleições de 29 de julho, na qual a oposição obteve o controle do Parlamento.

"Na atual situação, é difícil seguir com políticas efetivas, que ganhem o apoio e a confiança do público", disse Abe em discurso. "Decidi que precisamos mudar essa situação".

Abe já havia anunciado que, caso não conseguisse prorrogar a missão de apoio logístico (pela 12ª vez) que as tropas japonesas fazem aos EUA no Afeganistão, ele renunciaria. Com maioria no parlamento o Partido Liberal Democrático (PLD, da oposição) não aprovou tal medida.

A votação para o sucessor deve ocorrer no próximo dia 19, e os prováveis candidatos são: Taro Aso (ministro das Relações Exteriores), Kaoru Yosano (ministro da Economia) e Sadakazu Tanigaki (ex-ministro das Finanças).

Taiwan é um país ou uma província especial da China?
Muito mais que uma simples polêmica, é 'questão de honra' para os dois lados. Se tiver a oportunidade de perguntar para um taiuanês se ele se considera chinês ele poderá ficar até nervoso por essa comparação. Perguntando para um chinês a provável resposta será: "Taiwan faz parte da China".
Abaixo segue a excelente entrevista da Folha de S. Paulo com Lu Siu Lien, vice-presidente de Taiwan.
Boa leitura a todos!
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por LUCIANA COELHO - Enviada da Folha De S.Paulo a Taiwan

Se Lu Siu-lien desmanchar o sorriso simpático e erguer o tom da voz, ela estará muito provavelmente falando sobre a China. O país está no centro de suas funções como vice-presidente de Taiwan, as quais acabaram por englobar boa parte da árdua diplomacia da ilha que Pequim chama de Província rebelde, mas que a nova geração de taiwaneses quer cada vez mais chamar de país.

Política independente, escolhida para compor a chapa do Partido Progressista Democrático com Chen Shui-bian, ela se tornou em 2000 a mulher a conquistar o mais alto cargo no Executivo do país, sendo reeleita quatro anos depois.

Aos 63 anos, com um histórico que inclui uma passagem por Harvard e o governo do condado de Taoyuan, Lu --que adotou o prénome Annette em sua temporada no exterior-- ficou conhecida pelo falar franco e a aversão a alianças políticas. Ao se referir a Pequim, passa longe da sutileza diplomática.

"Aqueles que não estão familiarizados com o comunismo, com a autoridade chinesa podem até ter a expectativa de ter a China como parceiro. Mas uma vez conscientes disso, muitos se arrependem", disse ela à Folha no Palácio Presidencial em Taipé. E quanto a Taiwan na ONU? "Nós somos pacientes", sorri.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.

Folha - A sra. viajou à América Central e ao Paraguai, no momento em que Taiwan acabara de perder o apoio da Costa Rica. Quais os principais resultados dessa viagem?
Annette Lu -
Depois do que fez a Costa Rica, decidimos fortalecer nossos laços com os parceiros na América Central. Acabamos [dias 13 e 14 de agosto] de ter a segunda assembléia da União Democrática do Pacífico [UDP], a qual compareceram 33 países, o que consideramos um sucesso. O consenso adotado foi o de condenar a posição do presidente da Costa Rica, Óscar Árias, de quebrar sua relação de 33 anos com Taiwan contra a vontade de seu povo.

Folha - Esse rompimento surpreendeu Taiwan?
Lu -
Sempre tivemos conhecimento de sua inclinação pela China e pensávamos que havia uma possibilidade de ele romper conosco. Ele chegou a tentar esconder o fato de que tinha entrado em um acordo com a China em 1º de junho. Isso não é uma atitude diplomática. [...] Mas quero enfatizar que nossas relações atuais com a América Latina hoje são muito fortes, o presidente Chen [Shui-bian] está lá agora.

Folha - A sra. vê a decisão costarriquenha como resultado de algum tipo de pressão econômica da China?
Lu -
É claro que existem interesses econômicos. Parte de nossos aliados na América Central mantêm algum tipo de ligação econômica com a China. Mas não chegam a lucrar com essa relação, pois a China exporta bens de baixa qualidade para eles _agora está todo mundo falando disso, aliás. Um chefe de Estado me disse: "nosso país é pequeno, a única vantagem que a China pode ter aqui é ferir Taiwan, pois uma vez que você firma relações com a China você tem de dizer adeus a Taiwan, e nós nos recusamos a fazer isso."

Folha - A sra. tem sido uma força diplomática do país. Qual a estratégia para expandir os laços oficiais ante a pressão chinesa?
Lu -
Aqueles que não estão familiarizados com o comunismo, com a autoridade chinesa podem até ter a expectativa de ter a China como parceiro. Mas uma vez conscientes disso, muitos se arrependem. Houve casos assim. Alguns países na área do Pacífico romperam laços com Taiwan sob a promessa de que a China contribuiria com dinheiro. Mas, uma vez firmadas as relações, a China simplesmente esquece tudo. E alguns países nos procuram de volta, pedindo perdão. É por isso que eu acredito que todos os chefes de Estado na América Central já sabem como lidar com a China e como consolidar suas relações com Taiwan. Há alguma preocupação quanto à Nicarágua, mas o vice-presidente Jaime Morales, a pedido do presidente Daniel Ortega, esteve na cúpula da UDP.

Folha - Mas como a sra. acha que Taiwan pode confrontar o poder econômico da China para estabalecer novas relações...
Lu -
A China tem poder econômico, mas Taiwan também tem. Taiwan é muito importante no setor de alta tecnologia. Ninguém pode negar. E nós temos "soft power".

Folha - Como Taiwan tem usado esse "soft power"?
Lu -
Por soft power eu entendo direitos humanos, paz, democracia e tecnologia, pois esses são os baluartes de nosso povo. Aqueles que têm soft power devem dividir e colaborar com otros países. Assim todos ganharão. Esse é o maior trunfo de Taiwan, e foi sobre essa base que eu fundei a União Democrática do Pacífico.

Folha - Qual o apoio popular hoje ao referendo para reivindicar a entrada de Taiwan na ONU?
Lu -
Ninguém diz não ao referendo. Todo país tem direito de ser representado na ONU sob seu próprio nome. Exceto Taiwan [que aperece como república da China, parte potanto da China]. Não porque nós não nos qualificamos para tanto, mas simplesmente porque a China goza de poder de veto. Isso é injusto. Fui eu que comecei essa campanha, já em 1992.

Folha - Que resultado o governo espera da campanha?
Lu -
Sabemos que pode demorar muito. Para as Coréias, levou 15 anos apenas para conseguirem unir-se à ONU. Para a China, levou 23 anos. Nós somos pacientes o bastante.

Folha - A sra. pessoalmente acredita que a China aceitará a total independência de Taiwan algum dia?
Lu -
Se consolidarmos essa independência internamente, sim, pois hoje os políticos dividiram as opiniões [populares]. Acho que um consenso ainda pode ser obtido para mostrar que o povo de Taiwan quer isso.

Folha - Como estão as divisões em relação à total independência?
Lu -
Antes, estavam no poder políticos que não haviam nascido em Taiwan, que vieram da China e estavam ligados à história chinesa, que tinham memória daquele país. Mas para a geração que nasceu aqui, cresce o consenso de que Taiwan é independente. Nossa marcha começou em 1996, quando, pela primeira vez, permitiu-se ao povo taiwanês eleger um líder nacional [até então Taiwan vivia sob ditadura do Kuomintang]. Mas aí a China nos ameaçou novamente, apontando seus mísseis para cá. Os EUA, o ex-presidente Bill Clinton, sabiamente intervieram para nos proteger. E a verdade é que Taiwan tem sido independente desde 1996.

Folha - A China continua a dizer que está preparada para reprimir milirtamente qualquer tentativa de independência de Taiwan. E Taiwan, como reagiria?
Lu -
Comparativamente, somos um país muito pequeno ao lado da China. Mas ainda assim nós nos recusamos a nos rendermos à China. Nós resistimos com o progresso. Não temos razão para ter medo.

Folha - Já as relações comerciais entre os dois países vão bem...
Lu -
Sim, são países muito próximos entre si. Além disso, não há barreira de linguagem. Agora, hoje já há indícios de que milhares de empresários taiwaneses estão presos na China. É assim, se você chega para fazer negócio com eles, eles sorriem para você, te dão tudo... Mas quando você começa a lucrar, a história é outra. Eles querem checar sua renda, taxar tudo... Há sempre um modo ou outro de te pegarem. E há as propinas. E a situação de direitos humanos na China é precária.

Folha - O governo taiwanês agiu?
Lu -
Temos colocado algumas regras para restringir determinadas indústrias.

Folha - As relações também vão bem com outros países com os quais Taiwan não mantém relações diplomáticos, como os EUA e países europeus. Não há certa hipocrisia?
Lu -
Em 2002 Taiwan e China entraram para a OMC [Organização Mundial do Comércio]. Economicamente somos parte do mundo.

Folha - As eleições são no próximo ano. Qual a expectativa da senhora e o quais seus planos futuros?
Lu - Meu dever por enquanto é ajudar o presidente Chen a cumprir nossas tarefas até o fim do mandato, principalmente no lado diplomático. Eu fui eleita para dirigir a UDP por dois anos, e posso ser reeleita, então estarei ocupada com isso. Depois, fui convidada para visitar vários países. Um dos países para o qual definitivamente quero ir é o Brasil.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u326726.shtml

Campinas, SP, 10 (AFI) – O técnico Marcos Falopa continua fazendo uma ótima campanha frente à Seleção de Myanmar e sagrou-se vice-campeão da Copa da Independência, tradicional competição realizada na Malásia, durante as festividades de independência do país. O torneio é um dos mais importantes da Ásia, realizando neste ano sua 39ª edição. Disputam a Copa da Independência, seleções tanto da Ásia quanto da África, colocando em campo sempre um dinamismo e um futebol diferente dessas duas escolas.

Marcos Falopa começou o torneio jogando cinco partidas, sendo quatro vitórias, inclusive duas contra países africanos: Zimbawe e Lesotho. Na final, enfrentou a Malásia com 60 mil torcedores no estádio e em um jogo muito disputado, acabou perdendo por 2 a 1.“Foi uma partida muito equilibrada, com chances para os dois lados. Foi uma pena que não conseguimos sair com a vitória”, disse o treinador ao Futebol Interior. Esse resultado fez com que o experiente comandante fosse elogiado por toda imprensa asiática.

Fonte: http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=21050
JACARTA (AFP) — A Suprema Corte da Indonésia condenou nesta segunda-feira a revista Time Asia a pagar uma multa de 106 milhões de dólares por ter difamado o ex-ditador indonésio Suharto, informaram fontes judiciais.

Suharto exigia 27 bilhões de dólares da revista americana por um artigo de 1999 que o acusava de ter ocultado grandes quantidades de dinheiro e tê-lo desviado para o exterior.
O octogenário ex-ditador governou a Indonésia durante 32 anos. Em 1998 deixou o poder em meio a uma onda de manifestações.

As tentativas posteriores de julgá-lo por crimes presumíveis de corrupção sempre fracassaram. No último, no mês de julho passado, o Ministério Público indonésio abriu processo contra Suharto para tentar recuperar mais de 1,5 milhão de dólares que o ex-ditador teria se apropriado durante suas três décadas de governo.

A organização Transparência Internacional classificou Suharto como o dirigente mais corrupto do mundo.

Fonte: http://afp.google.com/article/ALeqM5hOowA_Rru_LDsY3OjKUpVb5Fxuaw
Pequim, China, 11 Set - O comércio entre o Brasil e a China ascendeu a 12 mil milhões de dólares no primeiro semestre, um crescimento de 30,1 por cento em relação ao período homólogo de 2006, informou segunda-feira em Pequim o Ministério do Comércio.Dados do ministério citados pela agência noticiosa chinesa Xinhua indicam que as exportações da China para o Brasil foram de 4,54 mil milhões de dólares e que as importações do Brasil ascenderam a 7,46 mil milhões de dólares.

O Brasil é o maior parceiro comercial da China na América Latina, o terceiro principal destino das exportações chinesas e sua segunda fonte de importações.O intercâmbio comercial entre os dois países alcançou os 20,3 mil milhões no ano passado, segundo dados oficiais.No final de Junho, a China tinha investido quase 100 milhões de dólares no Brasil, principalmente em mineração, telecomunicações, comércio, serviços, processamento de madeira e linhas de montagem de electrodomésticos, de acordo com dados do Ministério de Comércio chinês.O Brasil investiu na China cerca de 210 milhões de dólares, destinados aos sectores industrial, imobiliário e hidroeléctrico. (macauhub)

Fonte: http://www.macauhub.com.mo/pt/news.php?ID=4030