Já se completaram 10 anos desde o retorno de Hong Kong à tutela de Beijing. No princípio havia muito receio, medo de instabilidade política que poderia afetar uma das economias mais abertas e dinâmicas do mundo. Esse temor passou e Hong Kong continua em seu caminho de prosperidade.
Depois de 99 anos sob dominação britânica Hong Kong voltou a fazer parte da China com a promessa de que haveria, até 2012 (portanto 25 anos depois de sua devolução), voto direto para eleger seu Chefe Executivo. O povo e os partidos já esperavam por isso, mas a Assembléia Nacional Popular (ANP) chinesa declarou que isso não está mais nos planos e que será adiado para 2017.
Atualmente, o Chefe Executivo é eleito por um comitê composto por 800 membros e, sua grande
maioria, está ligada a Beijing. A única eleição direta que há na ilha são de 30 cadeiras, ou metade do Parlamento local, a outra metade são também ligados ao Governo Central.
Mas, vale relembrar que, nos tempos de dominação britânica quem governava era também indicado por Londres, sendo então a democracia um conceito novo.
Sobre essa decisão o atual Chefe Executivo, Donald Tsang disse que Hong Kong "deve agradecer pela decisão e dar as boas-vindas a Pequim", mas a argumentação da ANP para tal decisão é vaga e disse que a democratização em 2017 só acontecerá "se as condições adequadas forem cumpridas". E, ainda segundo Tsang, o objetivo é chegar até 2020 como uma democracia absoluta.
Como era de se esperar essa decisão já causou protestos. Segundo Audrey Eu, do Partido Cívico "Essa foi uma decepção desanimadora. Muitas pessoas agora concentram-se no ano de 2017 e pensam haver esperança. Mas [a China] dizer que haverá sufrágio universal naquele ano não significa que de fato haverá".
Realmente, pode ser apenas mais uma estratégia de ganhar mais 5 anos. Tanto Macau quanto Hong Kong são governados por “um país, dois sistemas” de Deng Xiao Ping, mas, seria essa uma decisão inteligente tendo em vista que isso pode, e deverá, ser usado pelos taiwaneses que querem independência de Beijing e votaram em um referendo popular pela entrada na ONU como “República de Taiwan”? ==================================
Então, aproveito a oportunidade para desejar um ótimo ano novo, de mais sucesso ainda para todos nós! Essa é a última postagem deste ano, mas em 2008 continuaremos nossa conversa.
Abraços para todos!
Costumava pensar que a história era imutável, que fatos não podem ser mudados, escondidos e negados. No mundo real, não é assim. E, quando se fala sobre os tempos do Japão Imperial e o papel do país na II Guerra Mundial há um grande tabu, seja em setores da sociedade civil ou no governo.
Depois da II Guerra a Província de Okinawa permaneceu sob a administração dos Estados Unidos por 27 anos, até 1972. Lá os americanos estabeleceram diversas bases militares e assim é até hoje. Há, porém, um pedaço da história da província que não está nos livros escolares. Mas, agora, o Governo Japonês aponta para sua correção.
O fato aconteceu ainda no calor da II Guerra quando foi dito aos moradores de Okinawa que eles seriam mortos pelos americanos. Conforme propagado pelo Ministério da Guerra de então, era preferível cometer o suicídio a cair nas mãos do inimigo. Seria uma ofensa até para o Deus-Imperador Hirohito se algum japonês fosse capturado com vida por esses inimigos, por isso, era preferível o suicídio. E foi isso mesmo o que aconteceu nessa província japonesa: um suicídio em massa.
Um detalhe é que esses suicídios ocorreram realmente antes da ocupação americana, com apenas a presença de soldados japoneses na área. Muitos "sobreviventes" afirmam também que havia coerção para o suicídio e não apenas essa "obrigação moral" propagada pelo Império Japonês.
Agora o Ministério da Educação anunciou que irá permitir a inclusão de militares japoneses nesses suicídios em massa nos livros de história. Um avanço para um país que chega a negar que qualquer coisa tenha ocorrido em Nanjing há 70 anos atrás.
Mas, nem a população de Okinawa ficou satisfeita com a correção que entrará nos livros escolares a partir de 2008, afirmando que não esclarece o acontecido por inteiro e, tão pouco agradou um grupo de acadêmicos nacionalistas que lideram uma campanha para apagar dos livros de história essas alusões aos crimes de guerra cometidos pelos militares japoneses. O Ex-Primeiro-Ministro, Shinzo Abe, é uma dos que lideram a campanha.
Toda essa falta de flexibilidade, pelo menos até hoje, já causou alguns transtornos em outros países da área. Entre 2001 e 2006 a China simplesmente cortou seu relacionamento com os nipônicos, pois o então primeiro-ministro, Koizumi, visitava anualmente templos em homenagem a esses criminosos/ heróis de guerra.
O fato de não admitir a existência das "mulheres de conforto" na época das ocupações japonesas em diversos países asiáticos também causou protestos na China e Coréia do Sul há 2 anos. E, acima de tudo, só prejudica as gerações futuras do país que não tem a oportunidade de estudar e entender sua própria história e correm o perigo de até cometerem os mesmos erros do passado.
Não quero ser repetitivo, mas quero compartilhar essa notícia com vocês. A China, entre outras coisas, está investindo pesadamente em tecnologia por entender, enxergar que o futuro está por aí. Se hoje o país é visto com ambigüidade nessa área não precisamos dar mais de 10 anos para essa imagem mudar. Alías, isso vem acontecendo historicamente na Ásia.
E, como forma de mostrar independência também, o Governo Chinês decidiu investir em seu próprio modelo de celulares (telemóveis) banda larga "de nova geração", batizado de TD-SCDMA. Uma resposta, até um grande “tapa na cara” aos padrões norte-americano (CDMA 2000) e europeu (WCDMA). Isso só irá ajudar as empresas chinesas nessa área e deixará os estrangeiros a ver navios, assim como no caso dos trens de alta-velocidade que conversamos há pouco por aqui.
Isso é muito interessante de ver, pois mostra, entre outras coisas, um investimento e planos de longo prazo no próprio país, habilitando suas empresas a competir internacionalmente. No Brasil, antes de instalar a TV Digital, me parece que o Governo Brasileiro investiu na criação de um padrão próprio, mas, no final, acabou optando pelo padrão japonês. Quem saiu ganhando com isso e, isso não mostra um pouco da atitude desses dois países emergentes? Ah, a estréia dessa tecnologia deve acontecer nos Jogos Olímpicos.
01:00 |
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Uma pesquisa realizada pelo Centro de Informação da Rede de Internet na China divulgou que já são 47 milhões de blogues no país, ou seja, ¼ dos usuários. Você está lendo este blogue e talvez até tenha o seu e sabe que é difícil atualiza-lo constantemente. Esse estudo também revelou que apenas 36% atualizam com cerca freqüência.
O primeiro blogue chinês “estreou” somente em 2002, então, são apenas 5 anos nesse ramo. E esse número atualizado segue uma tendência de aumento já que, no ano passado, se calculava algo em torno de 34 milhões de blogues. Já conversamos aqui sobre a internet e seu controle na China. Esse blogue, por exemplo, não pode ser acessado por lá. Mas, a realidade é que está se tornando uma ferramenta cada vez mais usada no mundo inteiro, inclusive na China.
O ambiente de censura da mídia tradicional, a falta de acesso à mídias estrangeiras, até pela dificuldade da língua, faz com que um número crescente de estudantes ou jovens no início de carreira profissional utilizem essa ferramenta para divulgar ou ler informações diferenciadas. De acordo com esse relatório eles já são 30% dos autores. Se olharmos o número de chineses, cerca de 1.3 bilhões, o número de blogueiros representa apenas 3,6%, ainda muito pouco.
As autoridades chinesas promovem um rigoroso controle sobre o conteúdo divulgado para o 2º maior país com internautas. Há “policiais virtuais” em muitas páginas. O conceito de “influências negativas” usado pelo governo chinês como justificativa é muito difícil de ser definido, por isso, somente em 2005, cerca de duas mil páginas da internet foram fechadas.
Mas, apesar do aumento no número de blogues, que tratam dos mais variados assunto, é claro, a maior ferramenta usada pelos internautas chineses ainda são os fóruns de discussão online onde podem expressar suas opiniões sobre o assunto levantado. É interessante também ver que, apesar de ser um mercado em franco crescimento, o Governo o vê com certo cuidado, tanto que uma lei que obrigará todos os blogueiros a se cadastrarem com seus nomes verdadeiros poderá ser decretada em breve. Mais censura ou um caminho natural já que, para citar um exemplo, para usar um cyber café, é necessário apresentar sua carteira de identidade?
Há cerca de um mês atrás o Japão começou a implementar em seus aeroportos um sistema de impressões digitais. É claro, houve protestos mas o sistema parece estar com sucesso pois não foi ninguém se recusou a deixar suas impressões. (E, uma pergunta, se a pessoa se recusa, o que acontece?)
Até agora 95 estrangeiros tiveram a entrada recusada no país. O tempo de espera nessa fila está entre 26 e 39 minutos, mas os planos é de diminuir para menos de 20 minutos.
E o sistema é bem simples, compara as impressões digitais com uma lista de 800 mil pessoas e mais 14 mil procurados pela polícia. Uma maneira de proteger o país, sem dúvida. Desses 95 estrangeiros que foram barrados 94 pertenciam a uma lista de deportados, onde 77 deles haviam alterado dados como nome ou data de nascimento nos passaportes e outros 17 estavam com passaportes falsificados. O outro que sobrou foi barrado por fazer parte de uma lista de procurados pela polícia.
Amigos,
O link que segue abaixo fala, através de fotos, um pouco mais da ex-primeira-ministra Paquistanesa. Um belo trabalho do UOL e muito fácil de aprender um pouco mais: http://noticias.uol.com.br/ultnot/album/071227bhutto_album.jhtm
E realmente aconteceu. Quando Benazir Bhutto voltou ao Paquistão depois de 8 anos de auto-exílio sabia do sério risco de ser assassinada e decidiu arriscar. É uma daquelas situações que, por mais que todos saibam que tem probabilidades de acontecer, nunca realmente se acha que irá. Infelizmente, aconteceu.Bhutto encerra o ciclo de sua família dedicada ao Paquistão. Seu pai, também ex-Primeiro-Ministro do país, foi, como ela, assassinada. Seus dois irmãos também. Benazir por sua vez foi em duas oportunidades Primeira-Ministra Paquistanesa, sendo a 1ª mulher a comandar um país islâmico aos 35 anos. Nessas duas oportunidades foi afastada por acusações de corrupção nunca confirmadas.
O Paquistão é um dos países mais instáveis da atualidade, desde sua 'criação' em 1947 houve golpes militares, governos civis e mais golpes militares. Dessa vez Bhutto voltava ao país, em princípio, para se aliar ao atual Presidente Pervez Musharraf, aliança esta incentivada pelos EUA e tantos outros países. Mas, no meio do caminho Musharraf decretou "estado de exceção" que durou cerca de 1 mês, prendeu diversos oposicionistas, advogados e a própria Bhutto.
Assim, Bhutto se desvinciliou de qualquer aliança com Musharraf e era apontada como a virtual vencedora das eleições de janeiro do ano que vem. Ela foi morta em um atentado na cidade de Rawalpindi, cidade próxima da capital Islamabad por um grupo terrorista ou indivíduo ainda não-identificado e em uma situação ainda não esclarecida. O fato é que morreu a caminho do hospital e já está virando martir da democracia no Paquistão. Uma maneira triste de entrar na história mas, talvez assim, a situação do país poderá mudar.O também ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, da Liga Muçulmana do Paquistão-N (PML-N), partido rival do Partido Popular do Paquistão, de Bhutto, já acusou Pervez Musharraf de ter planejado a morte da ex-primeira-ministra e aproveitou para convocar uma greve geral em protesto e também disse que seu partido irá boicotar as eleições de janeiro e cobrou a renúncia do presidente. Manifestações já se espalham pelo país e o medo é que isso acarrete em uma guerra civil.
É difícil ninguém imaginar que Musharraf não tem culpa alguma nessa história, o que deve esquentar ainda mais os ânimos dos partidários de Bhutto. Se a repercusão internacional for tão 'intensa' como se está vendo, e se a resposta da ONU for seguir o modelo da crise em Mianmar, então o povo paquistanês estará realmente sozinho nisso, até porque Musharraf ainda tem o apoio dos EUA.
Como em uma premonição Benazir Bhutto disse em seu último discurso: "Coloco minha vida em risco para vir aqui porque sinto que este país está em perigo."
Segundo estudo divulgado pela empresa Munich Re, os prejuízos provocados por desastres e catátofres naturais foram de US$ 75 bilhões no ano de 2007. Foram registrados 950 catástofres esse ano, um recorde!
Na Ásia as inundações, tempestades e deslizamentos de terras mataram mais de 11 mil pessoas, sendo o caso mais grave na apssagem do ciclone Sidr em novembro.
O Uzbequistão é o país mais populoso da ásia central com 27 milhões de habitantes. Desde 1989, quando conseguiu sua independência da ex-União Soviética quem está no poder é Islam Karimov, de 69 anos.
E, todas as vezes, ele foi eleito através de voto direto. Ele venceu as duas eleições anteriores com esmagadora maioria, 86% e 91% dos votos válidos. E, na eleição desde domingo ele ganhou também, com 88,1% de preferência entre os 16 milhões de eleitores do país que o elegeram para um mandato de mais 7 anos.
Concorrendo também ao cargo de presidente do país, que é rico em reservas de hidrocarboneto e recursos minerais, estavam outros três candidatos que também apoiavam Karimov. Ou seja, os eleitores careciam de opções, para dizer o mínimo. Segundo a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) as eleições foram, em resumo, uma marmelada, todos já sabiam do resultado antes mesmo de começar.
A oposição é inexistente e proibida, políticos que não concordam com Karimov são presos ou forçados ao exílio e o governo de Karimov chegou a reprimir manifestações contra simplesmente matando pessoas, como aconteceu em 2005 na cidade de Andizhan. Alguns ativistas dos Direitos Humanos e a própria OSCE contestaram a própria candidatura de Karimov, já que a constituição do país proíbe mais de 2 mandatos consecutivos.
Então, qual foi o truque? Em 2002 houve um referendo popular que ampliou o mandato presidencial de cinco para sete anos, então, segundo governistas, este seria apenas o 1º mandato. E não é que todos fiquem calados perante isso. A AFP entrevistou alguns eleitores do país que afirmaram que, apesar de não conhecer os outros candidatos, não votariam em Karimov e muitos expressaram o desejo de que ele se aposente.
No poder há 18 anos o povo do Uzbequistão não pode esperar atitudes diferentes de Karimov e devem continuar a ver de 2 a 5 milhões de seus compatriotas fugirem do país em busca de uma vida melhor.
Ontem, dia 23 de dezembro de 2007, marcou a volta do povo tailandês às urnas, depois de 15 meses com um Governo Militar Provisório. Foi só mais um dos golpes que marcaram a história recente do país. Houveram 18 golpes de estado nos últimos 75 anos.
Desde que o Governo Militar tomou o poder houve uma explosão na criação de partidos políticos. Nessa eleição entraram na briga 66 partidos, sendo 33 fundados este ano, com 5.054 candidatos, buscando 480 cadeiras no novo Parlamento. Porém, os três principais na disputa são o Partido do Poder do Povo (PPP), o Partido Democrata (PD) e o Nação Tailandesa.
O PPP nada mais é que um outro nome do banido Thai Rak Thai (Tailandeses Amam a Tailândia, TRT), então liderado pelo presidente deposto Thaksin Shinawatra, hoje exilado em Londres e novo presidente do clube de futebol de Manchester City. O candidato à Primeiro-Ministro do país é Samak Sundaravej, amigo íntimo de Thaksin.
O PD é liderado por Abhisit Vejjajiva, um jovem político de 43 anos educado em Oxford, e é um dos partidos mais antigos do país. Foi fundado em 1945, justamente para as primeiras eleições parlamentares pós-segunda guerra e, atualmente, é considerado um partido mais de centro-esquerda.
Já o Nação Tailandesa (Chart Thai) é comandado pelo veterano Banharn Silpa-archa, de 75 anos, que inclusive já chegou à Presidência do país em 1994, tendo seu reduto eleitoral na zona rural.
As eleições
Antes de começar as eleições e com todas as pesquisas apontando para o PPP a pergunta era uma só: caso o partido viesse a ganhar, o Governo Militar iria respeitar a votação ou faria de tudo para manter Thaksin, acusado de corrupção em diversos casos, longe do poder?
Na aparência o Governo Militar jurou respeitar o resultado das eleições e os líderes do PPP garantiram que não irão preparar nenhuma vingança contra os militares.
Então, com os resultados de boca-de-urna já saindo a vitória é apontada justamente para Samak Sundaravej, com o PPP conseguindo 230 dos 480 lugares no Parlamento. Uma maioria que não assegura a governabilidade do partido, sendo que a expectativa era de 240, estabelecendo assim a maioria absoluta. Por isso, tudo aponta para alianças e alianças e mais alianças entre o PPP e os partidos menores. Mas a inabalável popularidade do PPP demonstra que toda a campanha contra do Governo militar não adiantou muita coisa.
Então agora começa o movimento para a volta de Thaksin que, por ter mandado de prisão na Tailândia, só deverá voltar ao país caso seja absolvido pelo governo. Claro, isso não será problema com seu amigo Samak no comando. A volta triunfal do ex-primeiro ministro deve acontecer logo nos 2 primeiros meses de 2008, mas também dependerá das alianças feitas pelo futuro governo.
Apesar de analistas políticos já terem anunciado, mais uma vez, a compra maciça de votos essas eleições não foram marcadas por nenhum grande problema e a tendência é que o poder seja restituído a um governo civil sem grandes turbulências.
Como uma das grandes economias emergentes da Ásia os 63 milhões de tailandeses agora vivem a expectativa de voltar para a normalidade e trabalhar por uma vida melhor.
12:31 |
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O Urso Panda, símbolo chinês, é uma espécie protegida, pois é ameaçada de extinção. Então, uma forma para preservar a espécie é justamente sua criação em cativeiro para, eventualmente, solta-los de volta para a floresta. É usado até técnicas de inseminação artificial para facilitar a procriação do animal.
Mas, um dos problemas ao soltar um panda criado em cativeiro na floresta é justamente sua inabilidade em brigar com outros de sua espécie por comida, gerando grande preocupação quanto à sua adaptação.
Em maio deste ano o primeiro urso panda do mundo gerado por inseminação artificial, apelidado de Xiang Xiang, foi encontrado morte, provavelmente depois de ter brigado com pandas selvagens e outros animais. Isso aconteceu 12 meses depois de ser libertado na floresta.
Então, uma das idéias de cientistas chineses para prevenir esse tipo de situação é ensiná-los a brigar. E, o modo de treinamento seria brigar com cães policiais. Será que pode dar certo?
Bom, fui procurar saber como é um panda lutando e achei esse vídeo interessante. Tirem suas próprias conclusões, mas acho que umas aulinhas não seria uma má idéia para eles.
http://br.youtube.com/watch?v=klO6oyK9Y5w
22:35 |
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Essas duas fotos fazem parte de um Festival de Esculturas no Gelo realizadas na cidade de Harbin, China.
Até o Parthenon de Atenas entrou na brincadeira.
Fonte: Reuters

Ainda na China, cenas do treinamente militar conjunto com os indianos com táticas antiterroristas.
Fonte: Reuters

Japoneses parabenizam o 74º aniversário do imperador Akihito (no centro), em frente ao Palácio Imperial de Tóquio.
Fonte: AFP

Efeitos do aquecimento global? No norte de Jacarta moradores saem de suas casas depois do nível do mar subir.
Fonte: EFE
Pois é, assim como a China o outro gigante asiático, a Índia, também tem os chamados planos qüinqüenais. Surpreso? Mas são planos que, assim como feito pelos chineses, apontam o amanhã do país e deve ser seguido pelos políticos do país.
Nesse 11º Plano Qüinqüenal o Primeiro-Ministro Indiano, Manmohan Singh, assim como o Conselho Nacional de Desenvolvimento (NDC, em inglês), a maior instituição política do Governo, começaram a falar em um crescimento de 2 dígitos nesse próximo período, que vai até 2012.
O Presidente também alertou que alguns países em desenvolvimento podem enfrentar recessões e pediu para que todos os estados tomassem providências para que o setor da agricultura continue a crescer 4% anualmente. Segundo Singh é necessário que o país assegure seus alimentos, também porque essa atividade é a fonte de renda de mais da metade da população do país.
Uma polêmica que surgiu durante a reunião foi quando alguns oposicionistas do Partido Bharatiya Janata, disseram que esse novo plano divide ainda mais o país em castas e religiões.
O Presidente se defendeu dizendo que o novo Plano Qüinqüenal foca sim em certos grupos que são muito pobres e sem oportunidade. Afirmou que, sim, o plano dá atenção especial aos grupos marginalizados da Índia, mas que isso não será feito à custa de outros setores e grupos da sociedade.
No último ano fiscal o país cresceu 9.4%, o maior crescimento dos últimos 18 anos e agora a maior democracia do mundo parece estar se preparando para vôos mais altos ainda.
17:43 |
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Há tempos falamos que empresas estrangeiras especializadas em tecnologia para trens-bala estavam ouriçadas com os planos chineses de ampliar sua malha ferroviária. Sim, estavam.
Agora os chineses lançaram um trem-bala 100% nacional que alcançará 300 km/h e já vai ser colocado em funcionamento antes dos Jogos Olímpicos do ano que vem. Fabricado pela Sifang Locomotive and Rolling Stock Co. (http://eng.csrsf.com.cn/ - o site da empresa, em inglês) as dez primeiras unidades com capacidade para 600 passageiros funcionarão no trecho entre Beijing e Tianjin, encurtando o trajeto para 30 minutos, ao invés de 80.
Com toda razão o Sr. Wang Yong Ping, que é porta-voz do Ministério dos Transportes Ferroviários, disse: "A China se juntou a um restrito clube (Japão, França e Alemanha) ao se tornar o quarto país capaz de fabricar um trem de alta velocidade."
Dito isso, só nos resta parabenizá-los por acreditar e incentivar, pacientemente, suas próprias indústrias em diversas áreas.
É uma notícia interessante e, porque não, pode ser engraçada. Há poucos dias o porta-voz do Governo japonês, Nobutaka Machimura, disse que estava “completamente convencido” da existência de OVNIs. Isso veio como uma resposta à Ryuji Yamane, oposicionista, que cobrou do governo uma posição sobre a visita de extraterrestres e afirmou que o governo nem tenta coletar informações necessaries para a confirmação do assunto e que isso seria questão de segurança nacional.
Dois depois o ministro da Defesa, Shigeru Ishiba, fez coro ao colega e foi além, dizendo que as tropas do país devem estar preparadas para essa eventualidade.
Vocês vão se lembrar da Constituição pacifista do Japão que diz que suas tropas só poderão intervir se o país estiver ameaçado de invasão por outra nação, ou em operações limitadas e pontuais em terras estrangeiras. Aparentemente não diz nada sobre ET’s tentando tomar o Japão, ou até mesmo o planeta terra, a força.
E o Sr. Ishiba, como bom fã de Godzilla, lembrou que as forças japonesas já usaram e demonstraram sua força contra o monstro citado. Mas ressaltou que a existência de Et’s é uma opinião pessoal. E suas frases animaram o dia dos repórteres: “Não temos embasamento para negar que existam objetos voadores não-identificados e alguma forma que vida que os controle. Poucas discussões foram realizadas para se saber as bases legais para este tipo de reação”.
Alías, o Sr. Ishiba, demonstrou ter grande imaginação pois disse que já está analisando os diferentes cenários em que uma invasão alienígena poderia acontecer: “Se eles chegarem dizendo: ‘Povo da Terra, vamos ficar amigos’, não seria considerado um ataque ao nosso país. E tem também a questão de como devemos reagir se não conseguirmos entender os que eles dizem.” É um grande problema sem dúvida, confesso que ao menos na minha imaginação os ET’s tinham de, ao menos, falar inglês. Uma questão de educação.
Mas, para acabar logo o assunto e responder a pergunta da oposição o primeiro-ministro Yasuo Fukuda disse pouco e falou tudo: "eu ainda tenho que confirmar.”
Esse avião é o "Xiang Feng" (fênix voadora) e representa um grande avanço em um dos mercados de aeronáutica que mais crescem no mundo: o chinês. Produzido pela estatal AVIC I a empresa agora vai concorrer diretamente com gigantes do mercado com a Embraer, Boeing e Airbus. É o primeiro jato regional desenvolvido com tecnologia chinesa, apesar de ter componentes estrangeiros.
E, é claro, a AVIC I já tem suas encomendas, principalmente de companhias aéreas chinesas. Já são mais de 170 unidades que deverão começar a ser entregues no terceiro semestre de 2009.
Nos próximos 20 anos só o mercado chinês de aviões de passageiros é estimado em absorver mais 2.650 novas unidades, e é nisso que a AVIC I está apostando pois já produzem caças e bombardeiros para as forças armadas.
Os concorrentes que se segurem, pois, se este é ‘apenas’ um avião de pequeno porte, concorrendo diretamente com a brasileira Embraer e a canadense Bombardier é dito no mercado que a missão é desenvolver aviões de grande porte e brigar com a Boeing e Airbus. Alguém duvida que eles conseguirão?
17:36 |
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Primeiro vamos voltar um pouco no tempo. Em 1986 o Japão proibiu a caça de baleias para fins comerciais. Legal. Mas, um ano depois se retomou as caçadas sob a justificativa de ser para “fins científicos”.
Mas o que tanto se estuda nas baleias? É justamente a pergunta que o Governo da vizinha Austrália está se perguntando e decidiu que irá vigiar os baleeiros japoneses para saber!
Kevin Rudd, o novo Primeiro-Ministro da Austrália (que sabe falar mandarim, dizem, sem acento) é conhecido por suas causas verdes e já até ratificou o protocolo de Kyoto, o que seu antecessor, John Howard não fez.
Essa “perseguição” da Austrália aos baleerios japoneses se dará de dois modos: de navio e avião e aparece como uma alternativa diferente já que o país foi quem mais pediu que o Japão parasse de caçar as baleias.
O Governo japonês disse estar tranquilo e que tentaram lhe dar com o assunto afim de não prejudicar o relacionamento dos dois países.
Então estamos a menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Beijing. Para sediar os jogos a China se comprometeu, em 2001, a melhorar alguns aspectos como direitos humanos e liberdade de imprensa.
Os protestos de ONG’s que trabalham nessas áreas são imensos argumentando que o país não evoluiu, ou até regrediu, não cumprindo as regras que eles próprios concordaram.
Eis que leio uma notícia sobre o Governo Chinês prometendo maior liberdade de informação em 2008. Nessa notícia Cai Wu, ministro do Gabinete de Informação do Conselho de Estado, prometeu que o país irá fornecer todas as informações necessárias aos 30 mil jornalistas estrangeiros que devem cobrir os Jogos.
Há o comprometimento oficial de não censurar informações, de fornecer todo o suporte possível, com uma cobertura inédita na história das Olimpíadas. Não há dúvidas que conseguirão fazer e também não há dúvidas que o país se abriu mais nessa área, hoje há mais de 700 jornalistas estrangeiros vivendo em Beijing, o dobro de há 5 anos atrás.
Mas, ao mesmo tempo, leio uma notícia que diz que um escritor chinês, sim, chinês, foi preso no último dia 13 por criticar os Jogos Olímpicos do ano que vem. Sejamos realistas, não é a primeira nem será a última vez que um chinês critica os Jogos.
O nome do escritor é Wang Dejia, que faz uso do pseudônimo Jing Chu, e foi preso na linda cidade turística de Guilin. As acusações são de "incitação à subversão do poder do Estado". O que isso significa é uma pergunta muito relativa. Mas, 8 meses antes do início dos Jogos a pergunta sobre liberdade de imprensa permanece. Ou será que liberdade de imprensa é diferente para estrangeiros e chineses?
Nesta quarta-feira a Coréia do Sul foi para as urnas para eleger o sucessor de Roh Moo-hyun. Quem venceu, conforme apontavam todas as pesquisas, foi o conservador Lee Myung-bak, com a maior vantagem de votos obtida por um presidente na história coreana. Além disso, quebrou a linha de sucessão do partido de Roh que já dominava há duas eleições.
O grande apelo dessa campanha foi a economia do país que, nas mãos de Roh cresceu uma média de 4% ao ano, algo que deixou o povo insatisfeito. O novo presidente, que assumirá o poder em fevereiro, se comprometeu a fazer a atual 13ª economia do mundo crescer 7% anualmente, algo que, segundo analistas, é impossível.
Hoje a concorrência chinesa é mais que sentida na Coréia do Sul, o Japão continua a ser concorrente direto dos coreanos e o sudeste asiático também não pára de crescer e, com a atual crise nos EUA, seu maior mercado exportador, o próximo ano não será nada fácil.
Lee, de 66 anos, é um ex-executivo da maior empresa do país, a Samsung e uma das maiores ameaças à sua candidatura é justamente acusações de corrupção quando ainda trabalhava por lá. A investigação continua sob ordem de Roh Moo-hyun. Lee também é ex-prefeito de Seul, e assume com a promessa de facilitar investimentos estrangeiros e acabar com a burocracia do país.
Coréia do Norte
Se por um lado analistas coreanos e estrangeiros dizem que Roh Moo-hyun está sendo muito generoso com a Coréia do Norte, pois já disse que quer ser lembrado como o presidente que reaproximou as duas partes, Lee afirma que será o contrário. As críticas dessa reaproximação, tanto da população mais velha que viveu a guerra há 50 anos atrás, tanto da jovem, que não quer abrir mão de seu conforto atual, rendeu à Roh parte de sua impopularidade que lhe perseguiu durante os 5 anos de seu mandato.
Lee diz que seu governo só irá ajudar os norte-coreanos conforme o desmantelamento de seu programa nuclear vá avançando. Mas, a rigidez de seu futuro governo poderá se abrandar ao verem na parte norte da península, um novo mercado consumidor incipiente, além de mão-de-obra barata que pode dar um empurrão a mais na economia do sul.
Entre os dias 3 e 15 de dezembro, como todos sabemos aconteceu na ilha de Bali, na Indonésia, a 13ª Conferência do Clima (COP-13). Os resultados foram satisfatórios ou não? O que podemos esperar para o futuro imediato? E acima de tudo, aqui para nós interessa uma pergunta, qual é o papel da ásia nisso tudo?
A importância do continente fica muito clara ao relembrar que 60% da população mundial está por lá e que, 34% dos gases responsáveis pelo aquecimento global saem de lá. Entre os cinco maiores poluidores mundiais três são asiáticos: China, Japão e Índia. Acrescente a tudo isso o fato de ser uma região em desenvolvimento e ainda pobre e podemos pintar um quadro de grande trabalho e esforço para os próximos anos.
De acordo com um estudo feito pela Civic Exchange e o Instituto de Cingapura para Assuntos Internacionais a China e a Índia sozinhas irão corresponder a 45% do aumento da demanda de energia até 2030, e o carvão e petróleo deverão ser os motores desse aumento, causando impacto nunca antes visto na história.
E os problemas não se limitam aos gigantes asiáticos, a situação no sudeste asiático também não está muito boa. A emissão de carbono na Malásia aumentou 221% desde 1991, o maior aumento entre os maiores poluidores do planeta. A Indonésia, com uma população de 245 milhões de habitantes é a terceira maior em emissão de carbono, atrás somente dos EUA e China. Um dos argumentos desses países, e de tantos outros em desenvolvimento, é que não podem abrir mão de seu crescimento, pois tem de focar na economia para tirar sua população da pobreza. Mas, até onde este é um argumento válido?
Não há dúvidas que os países desenvolvidos são os grandes ‘vilões’ da situação que estamos vivendo agora, mas isso não pode ser justificativa para excluir qualquer país de um esforço global.
Uma das grandes dificuldades e particularidades da Ásia é justamente sua diversidade e disparidade econômica entre um e outro país. Não há dúvidas que é muito mais fácil implementar “políticas verdes” no Japão e Coréia do Sul do que em Cambodia ou Malásia, não é mesmo? Muitas vezes não falta vontade para colocar em prática políticas ambientais, o que falta é dinheiro mesmo.
Agora vamos analisar alguns aspectos do aquecimento global e como isso afeta, especialmente, a Ásia.
Aumento de conflitos políticos e econômicos
Um interessante ponto levantado pela ONU na Conferência de Bali são os efeitos políticos que as mudanças climáticas podem gerar. Segundo relatório divulgado pela ONU essas mudanças podem piorar a situação em zonas conflituosas do mundo como a Ásia Central, Índia, Paquistão, Bangladesh e até na China.
Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU, afirma que as tensões entre as populações dos países em desenvolvimento podem aumentar por causa da crescente violência dos furacões, do degelo das geleiras e o conseqüente aumento do número dos chamados "refugiados climáticos" provocados pelo crescimento do nível do mar.
Especialistas consideram que em regiões como o sul da Ásia e o norte da África poderão sofrer com grandes conflitos pois são regiões onde há governos instáveis e problemas com fronteiras e religiosos, aumentando o potencial de crises sociais.
Aumento de doenças
Com o aquecimento do planeta muitas doenças como a dengue e malária poderão aparecer com mais força ainda. Segundo Alex Hildebrand, do escritório regional da OMS em Nova Délhi, mortes por ondas de calor, infartos e patologias ligadas à água já aumentaram.
A OMS ainda lembrou que o aumento da temperatura causou de maneira direta ou indireta a morte de mais de 1 milhão de pessoas desde o ano 2000. Adivinhe a região mais afetada? Ásia e do Pacífico, onde mais da metade dos casos ocorreram. Aqui não custa lembrar que o sistema de saúde da maioria dos países da região deixa a desejar.
O papel da tecnologia
Segundo o professor Hansjurg Leibundgut do Instituto Suíço de Tecnologia a Ásia tem todo o potencial para diminuir o impacto das mudanças climáticas. Segundo ele a tecnologia vai ter um grande papel nessa “nova guerra”. A Ásia tem sol em abundância, vento e terra suficientes para instalar fontes de energia renováveis e ainda possui dinheiro para tanto. Ao menos países como Japão e Coréia do Sul já saem na frente.
Não há dúvidas que a tecnologia é fundamental para fazer uma economia de baixas emissões, mas aqui entra, sem dúvida, a disparidade econômica na Ásia, será que Mianmar, por exemplo, tem dinheiro para implementar tais tecnologias? Aí tem de entrar a ajuda da comunidade internacional.
Controle do desmatamento
Ser pago para a conservação das florestas era um dos desejos da anfitriã Indonésia, que é também tambque restas era um dos desejos da anfitriiorar a situade 1 milhidores do planeta. um dos maiores responsáveis pelo desmatamento no mundo. O Governo da Indonésia partiu da idéia de que muitos países em desenvolvimento, assim como o Brasil e o Congo são, ainda possuem florestas conversadas por não terem passado por um grande processo de industrialização e, portanto, se fossem evitar isso teriam de ser pagos. E, claro, alegam também que não tem dinheiro suficiente para investir em conservação.
No total, as florestas guardam em seus solos 400 bilhões de toneladas de carbono, agora os 190 países presentes em Bali concordaram em fixar um preço por tonelada de carbono economizada. E isso pode ajudar muitas as nações em desenvolvimento, pois nenhuma, com exceção do Brasil, possui um sistema de monitoramento de desflorestamento, entre tantas outras medidas que deverão ser tomadas.
E os biocombustíveis?
Muito se fala que, também pelas constantes altas do petróleo, o combustível do futuro há de ser o biocombustível, que polui menos. De acordo com uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison e divulgada pelo jornal Enviromental Science & Tecnology, entre os 10 maiores países com maior potencial de produção de biodesel, três estão na Ásia. Isso tudo contando com itens como disponibilidade de terras cultiváveis, custos dos insumos e capacidade dos países para criar refinarias.
Em 1º lugar da lista aparece a Malásia com um potencial de volume em bilhões de litros de 14,540 e um custo de US$ 0,53 por litro. Em 2º lugar está a Indonésia com 7,595 de potencial de volume e um custo de US$ 0,49. O outro asiático da lista é as Filipinas, em 8º lugar com 1,234 de potencial com um custo de US$ 0,53.
Apesar de países da região como o Japão já terem começado a incorporar biocombustíveis em seus automóveis, uma pesquisa feita durante a conferência de Bali revela que os principais profissionais no combate ao aquecimento global não acreditam que seu uso possa reduzir sensivelmente as emissões de carbono na atmosfera. De 18 tecnologias ecológicas sugeridas os biocombustíveis foi a mais desacreditada pelos ouvidos.
Apesar do potencial da região, e do mercado como um todo seria essa uma tecnologia fadada a ser esquecida?
Efeitos já estão sendo sentidos
Para ilustrar um pouco mais essa matéria é bom citar alguns efeitos da mudança climática na Ásia. É
de ficar se assustar saber, por exemplo, que a cidade de Bangcoc está afundando a um ritmo de aproximadamente 10 cm ao ano. Entre os motivos estão o aumento do nível do mar e o aquecimento global. Ao menos que ações governamentais efetivas sejam tomadas em 2025 a cidade estará entre 50 cm a 1 metro mais baixa.Em 2004 e 2007 enchentes inundaram entre 50 e 65% de Jacarta, causando grandes prejuízos. Em Dhaka inúmeras pessoas perderam tudo que tinham graças à mais enchentes. Na China diversas cidades do sul começam a ter problemas com falta de água, algo que não acontecia há 10 anos.
E o que está sendo feito agora?
No Japão, carros elétricos com autonomia de até 80 km podem ser vistos nas ruas. Na China é mais que comum pessoas andarem de "bicicleta elétrica" onde você tem a opção de pedalar ou de deixar que a bateria, carregada em casa, faça o esforço por você. Na Tailândia o governo começa a incentivar a troca por lâmpadas mais duráveis e estudos apontam que, somente essa pequena atitude, pode abaixar o consumo de energia do país em 10%.
Mudanças maiores como na China também já podem ser sentidas. Em 2005, a utilização de energias renováveis já correspondia a 7,5% da necessidade do país. Usinas de carvão ociosas não param de ser fechadas. A energia nuclear é uma grande aposta para o futuro e, se feitas por grandes consumidores como Índia e a própria China os resultados serão vistos em curto tempo.
Palavras finais
O cenário que está se pintando pode até ser interpretado como catastrófico, mas não é bem assim. Na 13ª Conferência do Clima houveram alguns avanços, sendo o principal a retificação dos EUA na proposta final e também da China, ambos muito reticentes quando se trata de metas de redução. Mas ações tomadas pela UE, por exemplo, que já se impôs metas e agenda para o assunto são animadoras.A Ásia se torna, cada vez mais, consciente do seu papel no mundo atual em diversos setores, inclusive do aquecimento global e isso é fundamental para se tomar ações conjuntas nesse sentido. Porém as empresas estrangeiras, responsáveis por mais da metade da exportação chinesa para nos atermos em um exemplo, também tem de reconhecer seu papel no contexto asiático e não apenas cobrar mudanças e sim colaborando para elas acontecerem.
E você, que teve paciência para chegar até aqui, faça sua parte também, afinal, tudo começa com uma pessoa.
SMS: Neste ano serão enviadas cerca de 1,9 trilhão de mensagens de texto (SMS), gerando US$ 52 bilhões. No ano que vem a previsão é de 2,3 trilhões, e é calculado que na região Ásia-Pacífico e Japão, o número de mensagens de texto chegará a 1,7 trilhão em 2008.
Carros na China: As vendas de carros na China aumentaram 22,83% nos primeiros 11 meses de 2007.
PIB Mundial: Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e Índia correspondem a metade do PIB global. 40% do PIB mundial em 2005 veio de países em desenvolvimento.

É mais um interessante atrativo turístico na Tailândia. Em um aquário em Bangcoc os turistas podem caminhar entre 20 tubarões e cerca de 30 mil animais marinhos.
Fonte: EFE
Cenas do desastre ecológico na Coréia do Sul. Centenas de soldados e voluntários trabalham em Taean na limpeza da praia inundada por óleo. Foram pouco mais de 10 mil toneladas de petróleo no mar, equipes do Japão, China e EUA também ajudam no maior desastre ambiental do país.
Fonte: Reuters
Como esse ano as asiáticas foram destaque em concursos de beleza não custa ao menos citar mais essa. Essa belíssima mulher ao lado se chama Erzhena Suborova e foi como "Miss Ásia Sibéria 2007" entre participantes das regiões siberianas de Tuva, Khakassia, Buryatiya, Yakutia e Montanha Altai. A mais bela esquimó do mundo!
Fonte: Reuters
Vejam vocês, mais um protesto protagozinado por monges, dessa vez em Cambodia. Esses protestam contra o mau tratamento de monges cambodianos em Kampuchea Krom, que antes era parte do país, e hoje pertence ao Vietnã. A cena se passa em frente a Embaixada do Vietnã em Phnom Penh.
Fonte: AP
Somente para ilustrar mais a interdependência e o potencial do comércio entre EUA e a China. No ano passado as empresas americanas investiram US$ 6.55 bilhões na China, correspondente à 3% dos investimentos do país em terras estrangeiras.
Já as empresas chinesas investiram US$ 198 milhões nos EUA, somente 1.1% de seus investimentos fora do país. Com um total de investmento de US$54 bilhões, os investidores americanos abriram 52,211 empresas na China. Já não é pouca coisa, mas há muito mais potencial por aí.
19:26 |
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E agora é realidade. Neste domingo o Real Madrid abriu a primeira de tantas escolas de futebol planejadas no continente asiático. Uma grande ação de marketing, outra maneira de aumentar seus fãs ao redor do mundo e grande fonte de renda também.

E vejam vocês onde foi aberto a tal escolhinha que dará cursos para jovens de 12 a 17 anos, na ilha indonésia de Bali. A pergunta que vem na cabeça é se o local escolhido não foi para que os olheiros merengues, que irão para lá todos os anos para vê-los em ação, terem umas férias renumeradas.
Alías, a cada ano os 22 melhores de lá irão para Madri para disputar amistosos contra jogadores da mesma idade das categorias de base do time.
Os planos futuros do Real Madrid na Ásia são ambiciosos, já possuem os direitos para abrir centros similares nos dez países da Asean: Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã. Além, claro, da China.
12:56 |
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A capital do país de maior população do mundo obviamente, enfrenta problemas populacionais. Nesse exato momento Beijing tem mais de 17.4 milhões de pessoas. Em um estudo feito alguns anos atrás a previsão para 2020 era que a cidade tivesse cerca de 18 milhões de habitantes. Parece que a previsão estava errada, estudos atuais apontam para 21.4 milhões.
Do número atual de habitantes 12 milhões são moradores permanentes e o resto é de migrantes. E é justamente o número de trabalhadores que vão para lá em busca de trabalho que aumenta a população de maneira que a cidade pode até não agüentar.
A pressão para serviços de moradia, de água, de comida, o conseqüente maior impacto ambiental já é mais que uma preocupação para o Governo de Beijing. De janeiro à outubro desse ano 130.000 bebês nasceram, sendo 40.500 deles de migrantes. Alías, o ano do porco é especialmente almejado por casais que querem ter filhos por remeter à riqueza.
Segundo estudiosos nos anos 80 houve um grande crescimento de nascimentos em Beijing e agora essa geração está em seu período fértil, o que contribui bastante. Além disso, casais que são ambos filhos únicos tem o direito de ter até dois filhos e isso ajudará a aumentar a população local.
Estudos apontam que a população de Beijing devia ficar abaixo de 17 milhões, sendo que a somatória da cidade, mais Tianjin e a província de Hebei deveriam ficar abaixo de 110 milhões de pessoas. Isso parece cada vez mais distante, mas no Fórum de Desenvolvimento Populacional de Beijing essas três áreas concordaram em cooperar a fim de reduzir os impactos e achar soluções. Será que as ações governamentais conseguirão acompanhar o ritmo de tal crescimento?
As grandes empresas estão sempre a procura de mão de obra barata, não é verdade? E a ásia é, no momento, rica nisso e um dos países que mais crescem e mais abundam nessa ferramenta é o Vietnã.
Também por isso, as empresas da ainda maior economia da ásia, o Japão, estão mudando muitas de suas fábricas para o Vietnã, o primeiro motivo já foi citado, e o segundo é evitar instabilidades políticas.
Segundo a Jetro (Organização Japonesa de Comércio Exterior, em inglês) o investimento japonês no Vietnã saltou de US$52.63 milhões no ano passado para US$128.28 milhões este ano.
Esse investimento veio, em grande parte, da fuga de dinheiro que houve na Tailândia no ano passado, desde o golpe militar. Algumas indústrias como de eletrônicos e automóveis disseram que o Vietnã agora está muito mais barato que a Tailândia, além de seu crescimento acelerado, é claro.
Segundo Yoichi Kato, presidente da Jetro em Bancoc diz que as empresas japonesas prezam muito pela estabilidade política quando procura um país para investir. Além disso, segundo as Nações Unidas, o Vietnã está se tornando um dos melhores países para investimento junto com o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e os EUA.
Depois de 5 anos de presença no Afeganistão a Coréia do Sul retira suas tropas. Cerca de 2.100 militares do país fizeram parte dessa missão ao longo deste tempo, mas os últimos 195 retornaram à Seul em um avião fretado ainda ontem, antes do previsto.
A decisão da retirada foi impulsionada pela opinião pública coreana depois do seqüestro de 23 missionários cristãos sul-coreanos, sendo que 2 foram mortos, em julho pelo grupo Talibã. Na ocasião a libertação dos missionários foi condicionada à retirada das tropas.
Apesar disso a Coréia do Sul ainda enviará uma missão civil do começo do ano que vem como parte da equipe de Recontrução Provincial (PRT) e que contará com vários militares para trabalhos de coordenação.
Infográfico muito interessante do O Globo Online esclarecendo alguns pontos levantados no livro "1421: O ano que a China descobriu a América" de Gavin Menzies. Vale a pena conferir.http://oglobo.globo.com/servicos/pop_infografico.asp?p=/mundo/info/china/default.swf&l=730&a=564
14:44 |
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Depois do brasileirão sendo transmitido para a ásia e tendo até os horários de algumas partidas alterados, agora vem outra ação que promete aproximar o futebol sul-americano da ásia.
Desta vez a iniciativa é da Conmebol que anunciou que, a partir de julho de 2008, o campeão da Copa Sul-americana enfrentará o vencedor da Copa do Japão em único jogo no próprio Japão. Esse acordo foi feito por 4 anos e tem como objetivo dar mais importância para a Sul-Americana e atrair mais investidores.
A primeira edição do evento, ainda sem nome, acontecerá entre o Arsenal, da Argentina, e o Gamba Osaka.
23:24 |
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Vejam vocês a foto (2 em 1) de um gato fluorescente criado por cientistas da Coréia do Sul. Pesquisadores da Universidade Nacional de Gyeongsang desenvolveram tal técnica ao modificar os genes da pele de uma gata e introduzi-lo no óvulo de outra gata.
O que pode parecer somente curioso na primeira vista é, na verdade, uma técnica que poderá ser usada na reprodução de animais ameaçados de extinção.
Entre os dias 12 e 13 deste mês aconteceu o 3º Diálogo Econômico Estratégico China-EUA em Xianghe, cidade próxima à Beijing. É a maior potência econômica do mundo conversando com a maior potência econômica em desenvolvimento e juntas representam metade do crescimento econômico mundial. Esse tipo de encontro é recente, começou somente no ano passado e tem como objetivo aprimorar o diálogo estratégico principalmente no campo econômico. Alías, faz parte da diplomacia chinesa manter esse tipo de encontro bilateral, assim é com o Brasil, UE e África por exemplo.
A comitiva americana foi liderada pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, e, do lado chinês, pela vice-primeira-ministra, Wu Yi. Em pauta entrou o déficit norte-americano (US$ 234 bilhões e batendo recordes) e o crescente debate sobre possíveis protecionismos no congresso dos EUA.
Sobre esse tema Paulson disse: "As preocupações com os efeitos da concorrência estrangeira, através do comércio ou do investimento estrangeiro, têm levado a um aumento do nacionalismo econômico e dos sentimentos protecionistas em nossas duas nações". Wu Yi se disse muito preocupada com as propostas do Congresso americano e afirmou que, caso isso venha a acontecer, "prejudicará gravemente" as relações entre os países.
1.028 economistas e executivos americanos de mais de cem empresas mandaram uma carta ao Congresso dizendo que não verem sentido em fazer proteção contra os produtos chineses. Mas se sabe que essa pressão também vem de outros países como os da UE quando o assunto entra, por exemplo, na desvalorização do renminbi. A moeda chinesa já valorizou 10% desde que foi desatrelado ao dólar, mas ainda não parece ser o suficiente. O Governo Chinês não cede dizendo que a valorização deve ser gradativa afim de não prejudicar a economia mundial. Seria essa uma desculpa?
Outro assunto que entrou em pauta foi à confiabilidade dos produtos chineses graças, em grande parte, aos problemas com a Mattel. É importante dizer que, em um caso, a empresa americana reconheceu que o problema era o design dos brinquedos, isentando os fabricantes chineses de culpa. No segundo caso o fabricante chinês reconheceu que algumas substâncias usadas estavam realmente fora do padrão. Seria estas acusações exageradas usadas como desculpa por mais protecionismo? O Governo chinês disse que os EUA politizam o comércio para prejudicar a imagem e credibilidade do país. Talvez a credibilidade tenha sido afetada, mas a venda desses produtos com certeza não foi, pelo contrário, aumentou!
Aqui abrimos um parêntese para citar um caso sobre a agressiva e confiante diplomacia chinesa. A comitiva americana recebeu o que de presente em sua chegada? Quem respondeu brinquedos e bichos de pelúcia e está rindo nesse momento está mais que certo.
Outros motivos de atrito é a falta de respeito aos direitos de propriedade intelectual, assim como, ainda segundo os americanos, a desobediência às regras da OMC. Apesar de acusações mútuas os dois países sabem que, cada vez mais, dependem um do outro por isso, tentam não discordar tanto quanto parece.
Alguns acordos como de turismo onde será facilitada a entrada de grupos de turistas chineses para os EUA, assim como permitirá que os Estados Unidos façam propaganda diretamente na China foram assinados. Pode ser considerado um avanço já que os turistas chineses já começam a ser conhecidos como grandes gastadores.
Outro acordo assinado foi para aumentar os controles de segurança de alimentos e remédios chineses exportados para os EUA. Isso vem como uma resposta à desconfiança levantada após problemas com pastas de dentes e comidas para animais.
A próxima reunião deve acontecer em junho do ano que vem na capital americana. De positivo pode-se considerar a própria reunião e sua grandiosidade, pois parece que nenhum país dá um passo sem olhar os pés do outro.
23:09 |
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Você conhece Lisa Ono? Pois é, essa paulistana de nascimento voltou para sua terra natal, o Japão, e desde seu 1º disco, em 1989, se tornou uma espécie de ‘embaixadora’ da música brasileira em terras orientais.
Na maioria de seus discos Lisa canta em português, mas também já gravou em inglês, francês e japonês. Também compõe e suas grandes influências são a bossa nova e o samba. Já até gravou com grandes nomes como Tom Jobim e Sivuca. Agora a cantora está lançando um disco de bossa nova na Coréia do Sul.
Isso sim que é globalização! O disco, intitulado “Ipanema” faz parte do projeto World Music Guide e foi produzido pelo coreano Yung Sang que quer apresentar obras de artistas estrangeiros na Coréia do Sul.
São 15 faixas que juntas formam um tributo à um dos pais da bossa nova: Antônio Carlos Jobim e tem participação especial do filho e neto do maestro, Paulo e Daniel Jobim. Além deles a cantora Miúcha, irmã de Chico Buarque, também participou. Como a capa do disco é uma foto de Lisa Ono com Tom Jobim, tirada em 1994, na casa do compositor.
As informações são do IPC Digital
Como maneira de aliviar a grande população carcerária do país uma das maneiras encontradas pelo Governo Tailandês é promover uma anistia geral no aniversário do amado Rei.
Nas comemorações do 80º aniversário do rei Bhumibol Adulyadej, que foi dia 5 deste mês, mais de 25.000 presos foram anistiados no país. Mas, há claro condições para receber o perdão real: a maioria são de delitos pequenos, ou de presos com menos de um ano de condenação a cumprir ou ainda presos com mais de 60 anos.
Há males que vem para bem, e o caos aéreo brasileiro entra nessa categoria. Ou assim gostamos de pensar. Só depois de inúmeros acidentes e problemas que o governo, seja estadual ou federal, chegaram à inteligentíssima conclusão de investir em outros meios de transporte que não seja o avião, onde não há gerenciamento, ou carro, que polui o ar e enche nossa paciência.
Então uma das frentes de investimento é justamente ampliar a combalida e quase hilária/ trágica malha ferroviária brasileira. Aqui vamos falar sobre os planos do Governo de São Paulo e Rio de Janeiro de, finalmente, interligarem os dois maiores estados do país através de um trem-bala.
A pergunta que entra nesse momento depois de dois parágrafos é: o que isso tem a ver com a ásia? Diremos. Para ser específico tem de ver com a Coréia do Sul. No Brasil se a malha ferroviária é tão pequena, o que diria o conhecimento em trem-bala. Por isso, uma missão coreana composta por 15 técnicos veio ao país para estudar a conexão Rio-São Paulo, assim como a conexão entre a cidade e o aeroporto internacional de Guarulhos baseados no KTX II, o trem de alta velocidade desenvolvido na Coréia.
Segundo os coreanos o trem-bala poderá transportar entre 45 a 70 mil pessoas por dia, totalizando entre 16 milhões a 26 milhões de usuários ao ano. O percurso tem 416 quilômetros e poderá ser feito com velocidades variando entre 205 km/h e 260 km/h. Isso tudo levará sete anos para estar pronto.
Muito bom, que leve esses sete anos, mas que se construa. Agradecemos aos coreanos. Ainda sobre a tecnologia de trens de alta velocidade é interessante o caso chinês, conforme citamos em um post anterior. Se há 10 anos atrás eles precisaram importar tecnologia alemã para ligar o centro de Shanghai ao aeroporto, hoje eles já ligaram a capital financeira à capital política por trem sozinhos.
O Instituto In-Stat fez um estudo sobre a indústria de semicondutores na ásia e prevê que, até 2011, o setor deve crescer cerca de 10.8% anuais. Não chega exatamente a ser uma surpresa devido ao baixo custo da região e, claro, seu enorme mercado.
Até o ano passado Taiwan liderava o ranking de maior produtor seguido pela Coréia do Sul. No cenário projetado para 2011 Cingapura é quem deve assumir esse posto já que vem recebendo grandes investimentos na área de chips de memória. Ainda segundo a In-Stat hoje existem 25 fábricas de semicondutores na região. Mais uma área onde os asiáticos avançam a passos largos.
16:04 |
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E conforme o previsto no encontro entre os presidentes da Coréia do
Norte e da Coréia do Sul em outubro, depois de mais de meio século as duas Coréias agora reestabeleceram um trem comercial diário entre elas, percorrendo uma distância de 20 km. Esse passo histórico foi dado ontem e já era um pedido antigo das empresas sul-coreanas instaladas na região especial de Daesong.
Outro passo interessante da Coréia do Norte foi de convidar a Filarmônica de Nova York a se apresentar na capital do país, Pyongyang, em 26 de fevereiro do ano que vem. O convite ainda não foi aceito oficialmente pela sinfônica mais antiga dos EUA mas é muito provável que não haja problemas. O único problema será o transporte de 250 pessoas e seus instrumentos.
Esse é um novo serviço que está por começar a ser implementado em Bangcoc, na Tailândia. Afim de aumentar a conveniência e a segurança para os usuários de táxis a CAT Telecom, empresa local, está financiando um estudo para o Instituto de Tecnologia Rei Mongkut para desenvolver o que foi chamado de “Táxi Inteligente” (apelidado de iTaxi).
Esse novo serviço focará nas pessoas que possuem telefones celulares que, instalando o programa iTaxi poderão usar o dispositivo para ligar para uma central de táxi e informar o seu destino. Então, o sistema identificará a localização da pessoa e seu destino e enviará o taxista mais próximo para ir pega-lo.
Uma vez que o cliente entra no táxi o computador que está instalado no carro mandará uma informação para a central que, por sua vez enviará uma senha para os parentes do cliente. Com a senha em mãos eles poderão monitorar em tempo real o trajeto seja por celular ou internet. Sem dúvida um serviço muito interessante.
Um relatório publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) diz que a população de cidades portuárias que correm o risco de inundações passará dos 40 milhões atuais para 150 milhões em 2070. E, a região mais atingida será a ásia.
Os motivos seriam os que estão em pauta atualmente: mudança climática e a elevação do nível do mar. Essa hipótese conta com a previsão de cientistas de que, até 2070, o nível dos oceanos aumente mais 50 centímetros. Os prejuízos para as cidades estudadas passariam de US$ 3 trilhões em 2007 para US$ 35 trilhões.
Metade dessa população está (estará) concentrada em 10 cidades, das quais 9 se encontram na ásia e apenas 1 fora dela.
A OCDE diz que, atualmente, Mumbai, na Índia, é a cidade mais vulnerável devido ao grande número de habitantes, mas, até 2070, esse posto irá para a também indiana Calcutá.
Então o cenário daqui a 63 anos seria o seguinte: Calcutá como a cidade de maior risco, seguida por Mumbai, Dacca (capital de Bangladesh), Guangzhou (na China), cidade de Ho Chi Minh (Vietnã), Shanghai (também na China), Bagcoc (Tailândia), Rangun (Mianmar) Hai Phong (Vietnã) e, por último, a única cidade do “mundo desenvolvido”: Miami, nos EUA.
Para se ter uma idéia do problema que a ásia terá de enfrentar os países com maior número de moradores nessa ‘área de risco’ são a China (com 30 milhões), Índia (com 28 milhões), Bangladesh (com 18 milhões), Vietnã (14 milhões), os EUA (13 milhões) e o Japão (com cerca de 8 milhões).
Nisso tudo também entra o prejuízo econômico que poderão chegar a quase US$ 11 bilhões na China, mais outros US$ 9 bilhões nos EUA, US$ 4 bilhões na Índia e cerca de US$ 3,5 bilhões no Japão.
Com isso fica o alerta de que não somente esses, mas outros que também serão atingidos como o Brasil e o Equador, terão de investir não somente na proteção das áreas mais atingidas, mas também participar mais ativamente, apresentando e implementando soluções contra o aquecimento global. Será mais barato investir em novas tecnologias do que arcar com os prejuízos em pouco tempo e também ninguém poderá arcar com a perda de vida.
O Pisa-2006 (Programa para Avaliação Internacional do Estudante, na sigla em inglês) avalia anualmente estudantes do mundo inteiro. O resultado do exame de 2006 saiu na semana passando e foram 400 mil estudantes em 57 países analisados.
Aqui vamos destacar a posição dos alunos da Coréia do Sul que ficaram na 1ª posição em leitura, seguidos pelos alunos da Finlândia e de Hong Kong.
Os alunos de Taipe, Taiwan, lideraram na matéria de matemática e ficaram na frente da Finlândia e de Hong Kong e Coréia do Sul, que terminaram empatados no 3º lugar.
Já na matéria de ciências os alunos finlandeses ficaram em 1º lugar, mas foram seguidos logo atrás pelos de Hong Kong e Canadá.
É interessante notar que esses países asiáticos estiveram sempre entre os três primeiros lugares e que esses mesmos lugares foram disputados pelos mesmos países. Países desenvolvidos como Estados Unidos, Espanha e Itália ficaram entre os 32 países abaixo da média segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que organiza a prova.
O técnico brasileiro de futebol Sérgio Farias encerra sua melhor temporada no futebol sul-coreano desde que chegou por lá há três anos. Na festa de encerramento realizada pela Federação Coreana de Futebol Farias foi eleito, por unanimidade, o melhor técnico da temporada.
E realmente ele não fez pouco ao levar o Pohang Steelers à final das duas maiores competições do país. Na K-League (correspondente ao Brasileirão) o Pohang Steelers enfrentou o Seongnam Ilhwa, venceu a primeira partida por 1 a 0 e selou o título com uma vitória por 3 a 1 em casa. Já pela FA Cup (correspondente à Copa do Brasil), Pohang tinha vários desfalques e não passou pelo Chunnam Dragons ficando com o vice-campeonato. Porém o objetivo principal que era classificar para a Copa da Ásia do ano que vem foi atingido e Farias termina o ano aclamado pelos torcedores de todos os clubes do país.
Depois dessa excelente temporada havia também a possibilidade de Farias assumir o comando dos “diabos vermelhos” depois da saída do holandês Pim Verbeek, que, depois de ter levado a equipe ao 3º lugar na Copa Asiática, pediu demissão. Porém, quem assumiu o posto foi justamente o técnico que foi seu adversário na final da FA Cup: o coreano Huh Jong-moo.
Huh, que foi bicampeão da FA Cup, assume pela 2ª vez o comando da Coréia do Sul, sendo a primeira vez entre 1998 e 2000, prometendo se entregar de corpo e alma ao objetivo de classificar o time à Copa do Mundo de 2010.
Farias continuará seu trabalho com o Pohang Steelers no ano que vem e já começa a pensar na reformulação do time para tanto.
Mais informações sobre os Steelers: www.steelers.co.kr
Está pensando em comprar um cachorro de estimação, mas não tem certeza se sua família vai gostar? É fácil, é só alugar um e ver se gosta ou não. Essa é a mais nova ‘moda’ no Japão.
O público desse serviço curioso são famílias, mulheres e casais que pagam para ficar entre 1, 2 horas, 1 semana e até 1 mês com o animal. O preço, é claro, depende do tempo e do tamanho do animal e varia entre 1.575 ienes (R$ 25) e 2.100 ienes (R$ 34). A maioria dos clientes querem comprar os animais, mas, antes, querem ver se não haverá problemas como de alergia.
A idéia começou com aqueles cães que não eram vendidos e acabavam envelhecendo nas lojas de animais de estimação e então ficavam “muito velhos” para serem vendidos. A estimativa das principais lojas do ramo é de um aluguel para 30 clientes por dia, e esse serviço está apenas começando...
02:09 |
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Depois de 10.500 toneladas de petróleo serem derrubadas no mar junto à costa oeste do país na sexta-feira, centenas de pessoas se mobilizam para auxiliar as equipes de resgate na retirada do óleo. O governo informou que 90 navios, seis aviões e 6.650 soldados também estão na operação.Fonte: AFP

Em protesto conta a mudança climátia centenas de manifestantes dão forma ao mapa mundial na praia de Kuta, em Bali, onde acontece a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU).
Fonte: Reuters
O Primeiro-Ministro Indiano, Manmohan Singh, foi nomeado o político do ano pelo Fórum de Liderança Mundial (WLF, em inglês).
Esse prêmio é geralmente dado para uma pessoa viva que tenha criado, inspirado ou influenciado um tipo de política ou legislação.
Singh, que é um economista, já trabalhou no Banco de Reserva da Índia entre 1982 e 1985 e entre 1998 e 2004 foi líder da oposição no Senado. Segundo a declaração do WLF: "Como Ministro das Finanças, Singh começou um programa de reforma econômica e liberalização que resultou em um rápido e sustentável crescimento econômico. Desde que ele se tornou Primeiro-Ministro sua administração vem reduzindo déficits fiscais, perdoando dívidas de fazendeiros, e implementando programas sociais."
É uma notícia tão rápida quanto curiosa. A Presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, se tornou o primeira político de tal importância ao entrar no "Second Life". Então os jogadores agora poderão 'conhecê-la' no Centro de Inovação da IBM, que também está no jogo.
O avatar da Presidente foi criado por Gabby Dizon, presidente da empresa de video-games Flipside Games. A proposta de Dizon por trás disso é de mostrar que a Presidente das Filipinas também gosta de mudanças e inovações.
O Banco Mundial faz todo ano um relatório sobre o cenário e ambiente de investimento nos países levando em consideração 10 pontos como a facilidade em abrir seu negócio no país, o tempo para fazer tal operação e suas taxas.

Nessa espécie de ranking constam 178 países e a Índia é um dos que melhoram mais rapidamente sua posição. No último ano saltou 12 posições chegando no atual 120º lugar da tabela. Pode não parecer muita coisa, mas é mais, por exemplo, do que a melhora alcançada pela China que pulou 9 posições.
Apesar do relatório não apresentar um raio-x preciso da economia dos países não deixa de ser relevante dado a importância do Banco Mundial no cenário internacional. Mostrando os países que estão se reestruturando mais rapidamente e trazendo também resultados para os investidores com certeza ajuda a atrair ainda mais desenvolvimento para o país.
Interessante notar também que entre os países que estão passando por reformas mais rapidamente estão os asiáticos: China, Índia, Malásia e Vietnã.
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Não somos aqui especialistas em economia, mas agora devemos arriscar um pouco sobre o assunto. O super aquecimento da economia chinesa trás consigo diversos problemas, entre eles a inflação e o conseqüente aumento de preços para o consumidor final.
E é justamente aí que está um grande problema social que está se agravando na China. Em agosto e outubro deste ano a inflação bateu um recorde de 6.5% ao ano, pela primeira vez em 10 anos e deve fechar em 4,7% até o fim deste ano. No ano que vem a previsão é de 4,5%. No mês passado a alta no petróleo forçou o governo a aumentar o preço da gasolina pela primeira vez em 17 meses e conter a alta nos preços já se tornou uma prioridade para 2008.
É muito interessante analisar as conseqüências sociais disso tudo. Não há dúvidas que qualquer governo no mundo só se valida se conseguir prover ao povo uma boa qualidade de vida, comida, moradia e trabalho, enfim, ao menos o básico de direito de todos os seres humanos.
O aumento dos preços já começa a causar protestos em fábricas e entre motoristas de táxi. Na semana passada diversos trabalhadores de uma fábrica de eletrônicos em Guangdong protestaram contra o aumento da comida. Aos problemas recentes se soma o aumento da diferença na renda de ricos e pobres, problemas ambientais e afins. Para se ter uma idéia o número de protestos organizados pulou de 10,000 em 1993 para 74,000 em 2004. Você não ouviu falar em nenhum deles? Não se preocupe, nenhum dos protestos recentes tiveram destaque na mídia chinesa.
O Ex-presidente Jiang ZeMin disse, em palestra nos EUA, algo como: “democracia é todos terem o que comer.” Mas se o Governo Chinês não conseguir prover isso, como é que a situação fica? Para tanto Beijing já começou a se movimentar dando subsídio de comida para muitos fazendeiros, estudantes e grupos de baixa renda. Muitas cidades também estão subsidiando até os táxis. Especialistas dizem que essa ação pode dar fôlego para que o país possa de ajustar às condições macro-econômicas em médio e longo prazo.
O Governo Chinês sabe muito bem o perigo que corre caso não consiga trazer resultados imediatos. Sua política econômica irá mudar no ano que vem. Olhando historicamente basta dizer que os protestos de 1989 na Praça da Paz começou, inicialmente, por causa da inflação. O resto da história nós sabemos.
Antes de acabar com essa matéria esse que lhes escreve gostaria de ilustrar a ‘moral’ dessa história. Aconteceu comigo na virada do ano de 2004. Estava com uns amigos em Shanghai, na Rua HuaiHai, em frente ao famoso Times Square. Lá estava tendo um show com diversas estrelas chinesas, cantores, atores e afins. A parte da frente do palco estava reservada aos “vips”, um número muito pequeno de pessoas se considerar o resto que estava sendo contida pelos policiais e vendo o show de longe. Não passou muito tempo até que as pessoas que estava “de fora” perdessem a paciência, tirassem os policiais da frente, tirassem as barreiras que os separavam da “área vip” e fossem ver o show mais de perto. Será que não há chances disso ocorrer em maior escala?
17:33 |
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